quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Dia Nacional de combate ao Trabalho Escravo no Piauí

28/JAN/2011 – Piauí realizará I Ato Público no Dia Nacional do Trabalho Escravo

Entidades representativas do Fórum Estadual de Combate ao Trabalho Escravo que defendem ações de fortalecimento na erradicação do trabalho escravo no Piauí realizam manifestações no Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo. Dia este marcado pelo fatídico assassinato de auditores fiscais do trabalho e do motorista em Unaí há seis anos (MG) em emboscada durante fiscalização trabalhista de denúncia de trabalho escravo naquela região.

Para o dia 28/01, o Fórum programa Carta-Manifesto que será entregue às autoridades do Estado e imprensa local; audiência pública com o Governo para conhecimento das propostas do Piauí na superação do trabalho escravo; manifestações artísticas; exposição fotográfica dos movimentos sociais e das fiscalizações do trabalho; panfletagem, dentre outras atividades programadas para o dia, que acontecerá no Canteiro Central da Av. Frei Serafim, em frente à Superintendência Regional do Trabalho e Emprego – SRTE/PI, no horário de 08 às 11h.

Segundo o Fórum, o protesto é mais do que necessário para alertar as autoridades e população do Estado que ainda tem muito que indignar-se neste dia, tendo em vista que o Piauí, um dos mais aliciados do Nordeste, encabeça anualmente, a Lista Suja Nacional de Empregadores, que o coloca na situação não tão somente de aliciamento, mas também de prática de mão de obra escrava crescente. Dos 17 (dezessete) Estados inscritos na lista, atualmente, o PI ocupa a 6ª posição com 10 (dez) empresas, ao lado da Bahia, atrás do PA, MA, TO, MS, MT e GO.

Mais de 70 (setenta) mil trabalhadores já foram libertados em todo país, de acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego e milhares de vítimas de trabalho escravo continuam sendo acometidas em trabalho forçado e degradante, por qual situação sofrem atos de violência, humilhações, maus tratos, abusos físicos, perdem sua liberdade por falsas dívidas, onde são negados os seus direitos trabalhistas, não têm alimentação e moradia dignas e até mesmo são mortos quando desistem do serviço. Muitos casos ficam sem apuração por medo do trabalhador ou aviso da fiscalização a estas empresas.

No Piauí, as empresas de fora instaladas no Estado geram este sinal de perigo e com ele, o subemprego nas cidades mais pobres, onde a não aceitação desta realidade pelas autoridades locais só favorece o crescimento do trabalho escravo. Quanto maior a cobertura e incentivo ao agronegócio, no Estado, maior a degradação humana, concentração de terras, a geração da pobreza, do trabalho informal, escravo e do tratar o humano como 'bicho'.

LISTA SUJA DO TRABALHO ESCRAVO (www.mte.gov.br)

Atualizada em 07.01.2011

1. Airton Rost de Borba 336.451.750-91 - Fazenda Borba, Zona Rural, Monte Alegre do Piauí - PI 17 TRABALHADORES em dezembro/10;

2. Antônio Odalto Smith Rodrigues de Castro 142.195.493-15 Perímetro Irrigado do Gurguéia - Alvorada do Gurguéia/PI 83 TRABALHADORES dezembro/04;

3. Construtora Almeida Souza - Ltda 05.325.963/0001-89 - Construtora Almeida Souza Ltda – Terezina – PI 24 TRABALHADORES em julho/10;

4. Construtora Lima e Cerávolo - Ltda. 02.683.698/0001-12 - AHE - Salto do Rio Verdinho, BR-135, Zona Rural, Corrente - PI 95 TRABALHADORES em dezembro/10;

5. Edson Rosa de Oliveira 158.863.938-03 - Fazenda Boi Gordo, Zona Rural, Morro Cabeça no Tempo - PI 44 TRABALHADORES em dezembro/10;

6. Eduardo Dall Magro 426.384.290-15 - Fazenda Cosmos, Ribeiro Gonçalves – PI 21 TRABALHADORES em dezembro/08;

7. Esperança Agropecuária e Indústria Ltda 06.385.934/0008-41 - Fazenda Serra Negra, Aroazes – PI 8 TRABALHADORES em julho/10;

8. Indústria, Comércio e Representações Família Betel - Ltda. 12.317.202/0001-40 - Fazenda Nova Fé, Cajapió, Zona Rural, Parnaguá - PI 10 TRABALHADORES em dezembro/10;

9. Lírio Antônio Parisotto 213.676.129-34 - Fazenda Lírio Antônio Parisotto, Caixa Postal 24, Zona Rural – Uruçuí/PI 8 TRABALHADORES em julho/09;

10. Pedro Ilgenfritz 007.355.541-02 - Fazenda Alegria, Zona Rural, Antonio Almeida - PI 9 dezembro/10;

Coordenação:

Fórum Estadual de Combate ao Trabalho Escravo

Contatos:

- Alan/Joana Lúcia: Comissão Pastoral da Terra/PI – 3222 4555;

- Adriana Cavalcanti/Simão: Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Piauí - FETAG/PI: 3230 9850/ 9427 3058;

- Irmã Darcilla: Serviço Pastoral do Migrante/ SPM/PI: 3229 2747/9977 2971;

- Roselei Bertoldo: Rede Um Grito Pela Vida: 3222 4555;

- Dra. Paula Mazullo/Lucas Castro: Superintendência Regional do Trabalho e Emprego – SRTE/PI: 3222 6124/3222 0001/9982 2360/9921 9316;

- Maria Modesto: OAB/PI – 8817 0141;

- Stânio Vieira: INCRA/PI – 3221 1306; 9406 6989;

- Assessoria do Fórum: Ana Cristina M. Barbosa: 86 8803 3675

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Destruição da Mata Atlantica do Piauí

Céu à carvoaria

Maneco Nascimento 13/01/2011

Correioweb

clique para ver a foto em tamanho real

Desmatamento na Serra Vermelha: árvores derrubadas para produzir carvão

Natureza, (sobre) viva. A região seria o céu indispensável dos grileiros e dos proprietários das carvoarias

Tarefa simples, administrar a pasta estadual do Meio Ambiente, que a efeitos de fisiologismo ensebado confirma Dalton Macambira (PCdoB), em generoso cargo de paxá da Secretaria Estadual do Meio Ambiente, para quem sabe + quatro anos de desmandos. Que Deus nos proteja das novas ciladas ao meio ambiente, porque das arrumações políticas ninguém nos defenderá.

Dez dias após reassumir o órgão, na noite da última segunda-feira, o protagonista de grandes escândalos ambientais na gestão anterior de oito anos de governo petista, Dalton Macambira, foi apontado pelo Jornal da Globo, em matéria de abrangência nacional, como o responsável pela destruição das matas nativas do sul do Piauí, em especial, o que resta da Mata Atlântica no estado. ("Jornal da Globo mostra caos na gestão do meio ambiente no Piauí". Matéria da jornalista Tânia Martins, para publicação, em 11 de janeiro de 2011)

Matéria de amplo destaque, conduzida pelo repórter José Raimundo, trouxe à mostra o submundo da indústria carvoeira. O Piauí numa radiografia de como vem sendo dizimado o bioma dessa natureza que tanto nos protege, com autorização oficial do gestor da pasta responsável pela proteção ambiental.

Escândalo por escândalo para a horda dos ausentes de interesses coletivos, esse das manobras ao desmatamento para benesses de grupinhos privados seria bem extenso.

Além das autorizações de cunho "legais" de derrubada de mata, há também a afirmação de fiscais do Ibama da existência de exploração ilegal das reservas naturais.(Idem)

A região seria o céu indispensável dos grileiros e dos proprietários das carvoarias. A reportagem apontou que a região da Serra Vermelha, entre os municípios de Curimatá e Morro Cabeça no Tempo, este último um dos locais + pobres do Brasil, não alcançado ainda pela política inclusiva governamental para os miseráveis brasileiros, estaria concentrado o olho do furacão ganancioso da produção de carvão vegetal do Nordeste.

Toda a sorte de lucros bem repartidos ao discurso desenvolvimentista ocorre com o autorizo da Semar. Em auxílio do bom comunista, Dalton Macambira, veio para a Semar um ex-funcionário do Ibama, que, segundo consta, trouxe consigo vasta experiência no assunto de produção ao interesse de quem compra a energia natural e verde.

Indicado pelo deputado federal Osmar Júnior (PCdoB), o gestor da pasta do meio ambiente estadual vai possibilitando um céu mais cinza e um solo + árido às futuras gerações, nunca beneficiadas com o espólio de olhos flamejantes de futuro.

Apesar do mapa do IBGE, a Secretaria Estadual do Meio Ambiente posicionou-se à reportagem da Globo como não reconhecendo aquela área, em processo de extinção completa, como Mata Atlântica. Também confirmou todas as autorizações para desmatamento e a intenção em proteger o projeto Energia Verde, da empresa carioca JB Carbon S/A, que planeja transformar 78 mil hectares, da última floresta do semiárido, em carvão. (Idem)

Exclusão da área viva, por demais lucrativa, da ampliação do Parque Nacional Serra das Confusões em benefício do Projeto Energia Verde e lucro aos cofres do Piauí, manobra que rendeu R$ 150 milhões de reais a serem divididos entre os fazendeiros que dizem possuir terras na região(Idem), seriam só alguns dos artifícios produzidos pelo comunista Dalton Marcambista, ops!, Macambira.

Ambientalistas como Rômulo Mello, presidente do ICMBio, Dionísio Neto, da Rede Ambiental do Piauí e o biólogo Francisco Soares, da Fundação Rio Parnaíba, sabem do que estão falando quando apontam esse gestor oficial do meio ambiente como omisso às causas ambientais no estado.

Eles não estão com prosa vazia. Talvez só não consigam, como qualquer pessoa sensível, aceitar que a Semar pareça só preocupar-se com lucros e dividendos.

O caso de desmatamento selvagem com foco de denúncia no Globo Repórter, nas revistas Terra, Com Ciência Ambiental, Horizonte Geográfico, Terra da Gente, Rolling Stones e, mais recentemente, em novas abordagens da revista Época e do jornal Correio Braziliense não parecem surtir qualquer efeito entre os políticos e autoridades locais. (Idem)

Talvez o futuro da maioria da vida do planeta tenha que ser sobreviver, bem mal, como herdeira da corja pirata que debasta as matas brasileiras, enquanto produz o próprio futuro, recheado de interesse privado.

Que a natureza (sobre)viva como puder, porque das decisões ambientais oficiais se estará fadado a um futuro previsivelmente caótico, graças a esses homens do governo.

Globo mostra destruição da Mata Atlântica no Piauí

domingo, 23 de janeiro de 2011

Acompanhamento ao grupo de Mulheres de Capitão de Campos, Esperantina, PI

Depois de tanta reivendicação, infra-estrutura começa a chegar no assentamento. Estrada e Energia elétrica.
O segundo passo é a construção das casas.



Os grupos de mulheres acompanhados pela CPT das Dioceses onde ela é preseça já estão fazendo o planejamento das atividades para o ano de 2011.
Neste último sábado o Gurpo de Mulheres de Capitão de Campaos esteve reunido onde fez uma tarde de estudo e planejamento.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Dia Nacional contra o Trabalho Escravo

C O N V I T E

O Fórum Estadual de Erradicação do Aliciamento e de Prevenção e Combate ao Trabalho Escravo do Piauí mui respeitosamente vem convidar Vossa Senhoria a participar do I ATO PÚBLICO em comemoração ao Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, 28 de janeiro/11. Mobilização esta que recorda o momento fatídico do assassinato de auditores fiscais do trabalho e motorista assassinados em Unaí - MG, em 2004, em emboscada durante fiscalização em denúncia de trabalho escravo.

A manifestação estadual no dia 28/01, com início 8hs às 11hs, no canteiro central da Av. Frei Serafim em frente à Superintendência Regional do Trabalho e Emprego SRTE/PI, representa uma forma de nos indignarmos com o crescimento de empresas no Piauí na Lista Suja do Trabalho Escravo no ranking nacional de aliciamento para fins de trabalho escravo e pela impunidade aos crimes cometidos contra defensores dos direitos humanos no Brasil. Para o dia, o Fórum programa apresentação artística, panfletagem, entrega de CARTA-MANIFESTO a autoridades públicas, exposição fotográfica, coleta de assinaturas para a PEC/ 438 e para a Campanha da Fraternidade de 2013, com o Tema: Tráfico de Seres Humanos/Trabalho Escravo, dentre outras atividades programadas neste dia.

Por fim, aguardamos contar com vossa presença que muito engrandecerá esta causa, nesta luta incessante no embate ao Trabalho Escravo no Piauí.

Saudações Emancipadoras,

FÓRUM DE COMBATE AO TRABALHO ESCRAVO DO PIAUÍ

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Planejando as atividades da Associação das Mulheres Quebradeiras de Coco de Miguel Alves, PI

Os grupos de mulheres Quebradeiras de Cococ do Município de Miguel Alves, iniciou o ano de 2011 com todas as atividades programadas.
As reuniões aconteceram nos dias 06 e 07.01.2011 nas comunidades do Retrato e Ezequiel, no dia 14 Reunião com a Diretoria da Associação em Miguel Alves e no dia 15.01 com o grupo de Todos os Santos.
Todas as mulheres estiveram presente, foi um momento forte de planejamento das atividades para o decorrer do ano. Reestruturação das coordenções dos grupos, prestação de contas e o planejamento do dia 2 de março, mobilização do dia Internacional da Mulher.
Reunião com a Diretoria da Associação.
Grupo de mulheres do Ezequiel
Grupo de Mulheres do Retrato.Grupo de Mulheres de Todos os Santos.

Acompanharam os grupos Josélia Diniz pela CPT da Diocese de Teresina e Roselei Bertoldo pela CPT, Regional.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Vamos boicotar o BBB.

A Vergonha? - crônica de Luiz Fernando Veríssimo sobre o BBB Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço. A décima (está indo longe) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência. Dizem que Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB 10 é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir ver este programa ao lado dos filhos.. Gays, lésbicas, heteros... todos na mesma casa, a casa dos ?heróis?, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterosexuais. O BBB 10 é a realidade em busca do IBOPE. Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB 10. Ele prometeu um ?zoológico humano divertido?. Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas. Se entendi corretamente as apresentações, são 15 os ?animais? do ?zoológico?: o judeu tarado, o gay afeminado, a dentista gostosa, o negro com suingue, a nerd tímida, a gostosa com bundão, a ?não sou piranha mas não sou santa?, o modelo Mr. Maringá, a lésbica convicta, a DJ intelectual, o carioca marrento, o maquiador drag-queen e a PM que gosta de apanhar (essa é para acabar!!!). Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo. Eu gostaria de perguntar se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade. Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis? São esses nossos exemplos de heróis? Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros, profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor e quase sempre são mal remunerados...Heróis são milhares de brasileiros que sequer tem um prato de comidapor dia e um colchão decente para dormir, e conseguem sobreviver , isso todo santo dia. Heróis são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna. Heróis são inúmeras pessoas, entidades sociais e beneficentes, ONGs, voluntários, igrejas e hospitais que se dedicam ao cuidado de carentes, doentes e necessitados (vamos lembrar de nossa eterna heroína Zilda Arns). Heróis são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada meses atrás pela própria Rede Globo. O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral. São apenas pessoas que se prestam a comer, beber, tomar sol, fofocar, dormir e agir estupidamente para que, ao final do programa, o ?escolhido? receba um milhão e meio de reais. E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!! Veja o que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão. Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social, moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros?(Poderia ser feito mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores!)Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores. Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ir ao cinema...,estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir. Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construída nossa sociedade.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Grupo e Construtora com as mesmas FORMAS DE SUJEIÇÃO CRIMINAL AO TRABALHO ESCRAVO NO PIAUÍ. Vergonhoso!

Trabalho escravo Grupo Edson Queiroz e a Construtora Almeida Sousa, de Teresina (PI).




Nacional

Promovida pelo Ministério do Trabalho e Emprego, a atualização semestral incorporou seis casos primários, dois reincidentes e uma reinclusão após a perda de efetividade da liminar judicial. Ao todo, 14 nomes saíram da relação definitivamente por terem quitado suas pendências com o governo

Atualizada nesta sexta feira (2), o cadastro de empregadores flagrados com mão-de-obra escrava do governo federal, que ficou conhecido como a "lista suja", passa a contar com oito novos nomes e uma reinclusão. Entre eles, um empreendimento agropecuário do grupo empresarial cearense Edson Queiroz e a Construtora Almeida Sousa, de Teresina (PI).

Promovida pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a atualização semestral incorporou seis casos primários, dois reincidentes e uma reinclusão após a perda de efetividade da liminar judicial que mantinha o empregador fora da "lista suja". Ao todo, 14 nomes saíram da relação definitivamente por terem quitado suas pendências com o MTE e não reincidido no crime. O empregador Ronaldo Machado Correia Junior ME foi excluído por decisão judicial (liminar).

A inclusão de pessoas físicas e jurídicas na "lista suja" ocorre após a conclusão de um processo administrativo gerado a partir das autuações dos fiscais do trabalho em uma operação de libertação. Esse processo prevê o direito de defesa dos empregadores que, após inseridos, permanecem por, pelo menos, dois anos na relação - período durante o qual serão monitorados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Se não voltarem a cometer o crime e quitarem as pendências com o governo federal, serão retirado após esse prazo. Caso contrário, permanecem. A "lista suja" é considerada pela Comissão Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo como um dos mais importantes instrumentos de combate a essa violação dos direitos humanos.

Quem compõe a lista não pode acessar empréstimos em bancos públicos desde 2003 e ainda passa a sofrer restrições comerciais das empresas signatárias do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo, que representam cerca de 20% do Produto Interno Bruto brasileiro.


Grupo cearense Edson Queiroz REINCIDENTE teve sua empresa, a Esperança Agropecuária e Indústria Ltda inserida na LISTA SUJA


Reincidentes e primários
Dono da Universidade de Fortaleza (Unifor) e controlador de empresas em diversos ramos de atividade, como distribuição de gás, mineração, produção de mel, envasamento de água mineral (marcas Indaiá e Minalba), reflorestamento, piscicultura, processamento de carnes (Multicarnes) e exportação de eletrodomésticos para mais de 50 países, o grupo cearense Edson Queiroz teve sua empresa, a Esperança Agropecuária e Indústria Ltda, inserida na "lista suja" por conta de uma fiscalização realizada na fazenda Serra Negra, localizada em Aroazes (PI), em novembro de 2007. Na ocasião foram encontrados oito trabalhadores em situação análoga à de escravos. Os fiscais lavraram 12 autos de infração e os valores das verbas rescisórias totalizaram mais de R$18 mil.

Esta é a segunda vez que uma empresa da Edson Queiroz - que também detém veículos de comunicação, como rádios (Rádio Verdes Mares e Rádio Recife), canais de televisão (TV Verdes Mares e TV Diário), jornal impresso (Diário do Nordeste) e site (Portal Verdes Mares) - é inserida na "lista suja". Na primeira publicação do cadastro, em novembro de 2003, constava a Florestal Maracaçumé Ltda, que pertence do grupo. À época, a inserção na lista ocorreu em decorrência da libertação de 86 trabalhadores submetidos à situação semelhante à escravidão, em 1999, na fazenda Entre Rios, localizada em Maracaçumé (MA).

Outro reincidente na "lista suja" é Wagner Furiati Nabarrete. Pela segunda vez, a fazenda Poção Bonito, em Ponte Alta do Bom Jesus (TO), foi palco de libertação de empregados submetidos ao trabalho escravo. Em maio de 2007, fiscais libertaram 11 trabalhadores. Na ocasião, o empregador pagou mais de R$ 10 mil em verbas rescisórias às vítimas. O empregador constou no cadastro de dezembro de 2006 até julho 2009. A primeira inclusão ocorreu porque o empregador escravizou três pessoas. Agora, finalizado o processo administrativo referente à nova libertação, ele é novamente inserido. A propriedade é de criação de bovinos para corte e produção de carvão vegetal.

O empregador Alberto de Deus Guerra teve seu nome inserido por conta de fiscalização realizada em novembro de 2007 pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Tocantins (SRTE/TO) na fazenda Grotão, em Colinas do Tocantins (TO). Os fiscais libertaram quatro trabalhadores de condições análogas à de escravos. Foram lavrados 18 autos de infração e as verbas rescisórias totalizaram mais de R$ 10 mil.

A SRTE/TO também libertou 12 pessoas na fazenda Jaqueline III (Carvão Vegetal Estrela do Davi), que pertence a Dário de Queiroz Teixeira, incluído nesta atualização da "lista suja". A fiscalização aconteceu em outubro de 2007, no município de São Bento (TO). Foram lavrados 13 autos de infração, e o empregador pagou quase R$ 11 mil em verbas rescisórias.

O fazendeiro Waldir Batista Rios, por sua vez, entrou na "lista suja" em função da fiscalização realizada pelo Grupo Móvel de Fiscalização e Combate ao Trabalho Escravo que libertou 27 pessoas de trabalho análogo ao de escravos na fazenda Três Irmãos, pertencente a Waldir. A propriedade fica em Recursolândia (TO) e a ação aconteceu em julho de 2006. O empregador pagou quase R$ 60 mil em verbas rescisórias. Os fiscais lavraram 29 autos de infração.

A ação que resultou na inclusão de Lauro de Freitas Lemes, proprietário da fazenda Angico, em Campos Lindos (TO), ocorreu em outubro de 2007 e libertou nove trabalhadores de situação de escravidão. A SRTE/TO flagrou 13 pessoas submetidas a condições análogas a escravidão na fazenda Vista Alegre, que pertence à Francisco Tude de Melo Neto, também proprietário da Auto Viação Cruzeiro Ltda. A fazenda fica no município de Araguanã (TO).

A Construtora Almeida Sousa completa a lista dos que foram incluídos. Em outubro de 2007, 24 trabalhadores foram libertados em obras da construtora em Teresina (PI).

Por causa da suspensão de uma liminar, concedida em novembro do ano passado, que o retirou da "lista suja", Adolfo Rodrigues Borges teve seu nome reinserido no cadastro. Adolfo é proprietário da fazenda Dom Bosco, localizada em Aragominas (TO), onde foram libertados 28 trabalhadores, em novembro de 2005.

Quatorze empregadores saíram da "lista suja" após o cumprimento de dois anos no cadastro, o pagamento de todas as multas relativas aos autos de infração e a não reincidência no crime. São eles: Alaílson Ferreira de Carvalho, Almerindo Nolasco Neves, Antônio Evaldo Macedo, Carlos Gualberto Sales, Fernando César Zanotelli, Humberto Eustáquio de Queiroz, Indústria Ervateira Anzolin, Ipê - Agro Milho Industrial Ltda, João Antônio de Farias, José Carlos Batista da Silva, Nei Amâncio da Costa, Nelson Donadel, Rio Pratudão Agropecuária Ltda e Valdemar Rodrigues.

. revista carta capital

Esperança Agropecuária e Indústria Ltda.

Os agronegócios do Grupo Edson Queiroz aliam a tecnologia de ponta ao mais absoluto respeito à natureza. São seis fazendas de alta produtividade: cajucultura orgânica, apicultura orgânica, reflorestamento, piscicultura, seleção de bovinos e ovinos, criação de caprinos, além de frigorífico. A atividade das empresas agropecuárias é totalmente informatizada, garantindo o controle rigoroso da reprodução de bovinos e ovinos. O Grupo Edson Queiroz investe na qualidade genética dos rebanhos e gera estirpes campeãs.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Piauí tem 10 empregadores na "lista suja" do trabalho escravo

Ministério do Trabalho e Emprego divulgou nova relação com 220 empregadores com pendências no país. VEJA LISTA


Dez empresas do Piauí estão na lista atualizada do Cadastro de Empregadores flagrados explorando mão de obra escrava no país. A relação, renovada semestralmente e apelidada de "lista suja" dos empregadores, foi divulgada nesta segunda-feira (3) pelo Ministério do Trabalho e Emprego - MTE.

Renato Alves/MTE

São 220 em todo o país, entre pessoas físicas e jurídicas, exceto casos não computados por força de decisão judicial e 14 que cumpriram requisitos exigidos e deixaram a lista, que conta com 88 novos nomes. Os principais motivos que mantêm empregadores no cadastro, segundo o MTE, é não quitação de multas, reincidência no crime e/ou efeitos de ações que tramitam na Justiça.

Os novos nomes foram inseridos após análise dos relatórios de fiscalização, pesquisas no Sistema de Acompanhamento do Trabalho Escravo, consultas no controle de processos e multas e recursos, e também em outros bancos de dados do governo federal para verificar se existem infrações.

No caso do Piauí, quase todos os nomes foram inseridos em 2010. O mais velho perdura desde 2004 e fica em Alvorada do Gurgueia. Por sinal, entre os empregadores fichados em solo piauiense, a maioria fica no Sul do Estado.

"A atualização semestral do Cadastro consiste basicamente na inclusão de empregadores cujos autos de infração estejam com decisão definitiva e não estejam mais sujeitos aos recursos na esfera administrativa, assim como a exclusão daqueles que, ao longo de dois anos, contados da sua inclusão no Cadastro, sanaram as irregularidades identificadas em inspeção do trabalho e atenderam aos requisitos previstos na Portaria", explica o assessor da Secretaria de Inspeção do Trabalho do MTE, Marcelo Campos.

Veja abaixo a "lista suja" do trabalho escravo no Piauí

Esperança Agropecuária e Indústria Ltda - Fazenda Serra Negra, Aroazes/PI
Indústria, Comércio e Representações Família Betel Ltda - Fazenda Nova Fé, Cajapió, Parnaguá/PI
Lírio Antônio Parisotto - Fazenda Lírio Antônio Parisotto, Uruçuí/PI
Pedro Ilgenfrit - Fazenda Alegria, Antonio Almeida/PI
Airton Rost de Borba - Fazenda Borba, Monte Alegre do Piauí/PI
Antônio Odalto Smith Rodrigues de Castro - Perímetro Irrigado do Gurguéia, Alvorada do Gurguéia/PI
Construtora Almeida Souza Ltda - Construtora Almeida Souza Ltda, Teresina/PI
Construtora Lima e Cerávolo Ltda. -
AHE Salto do Rio Verdinho, Corrente/PI
Edson Rosa de Oliveira - Fazenda Boi Gordo, Morro Cabeça no Tempo/PI
Eduardo Dall Magro -
Fazenda Cosmos, Ribeiro Gonçalves/PI

Da Redação
redacao@cidadeverde.com

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

IV Encontro das Mulheres Quebradeiras de coco, Miguel Alves, PI
















IV Encontro das Mulheres Quebradeiras de Coco de Miguel Alves e eleição da Nova Diretoria

Tema: Fortalecendo nossa organização.

A Associação das Mulheres Quebreiras de Coco do Municipio de Miguel Alves, realizou o IV encontro na sede da Associação, comunidade do Ezequiel no dia 11 de dezembro de 2010.
O encontro contou com a presença de 62 mulheres. foi marcado com muita alegria e celebração das conquistas da caminhada.
Na parte da manhã foi trabalhado o tema: Fortalecendo nossa organização, dando ênfase ao processo já iniciado e a importância de continuar a organização dos pequenos grupos e o fortalecimento dos mesmos.
Na parte da tarde foi feito a eleição da nova diretoria da Associação.

Programação:

7:30h Chegada

8:00h Acolhida (Ezequiel)

8:30h Mística (Todos os Santos)

9:15h Apresentação da pauta do dia (Rose)

9:30h Assessoria – Fortalecendo nossa organização (Odete)

11:00h Leitura do Estatuto e apresentação dos nomes para a nova diretoria.

Atribuições de cada cargo (Rose e Josélia)

12:00h Almoço.

13:00h Retomando as atividades.

Momento de dança - animação

13:30h Encaminhamentos para o processo de eleição da nova diretoria.

Composição da equipe de eleição.

Chamada das sócias

Retoma a função de cada cargo

Eleição

Agradecimento a antiga diretoria e acolhida da diretoria eleita.

Encaminhamentos:

Calendário da Associação.

Assembléia 1º

Reuniões da diretoria

Encontro 2 de Março dia Internacional da Mulher.

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