terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Vamos boicotar o BBB.

A Vergonha? - crônica de Luiz Fernando Veríssimo sobre o BBB Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço. A décima (está indo longe) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência. Dizem que Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB 10 é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir ver este programa ao lado dos filhos.. Gays, lésbicas, heteros... todos na mesma casa, a casa dos ?heróis?, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterosexuais. O BBB 10 é a realidade em busca do IBOPE. Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB 10. Ele prometeu um ?zoológico humano divertido?. Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas. Se entendi corretamente as apresentações, são 15 os ?animais? do ?zoológico?: o judeu tarado, o gay afeminado, a dentista gostosa, o negro com suingue, a nerd tímida, a gostosa com bundão, a ?não sou piranha mas não sou santa?, o modelo Mr. Maringá, a lésbica convicta, a DJ intelectual, o carioca marrento, o maquiador drag-queen e a PM que gosta de apanhar (essa é para acabar!!!). Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo. Eu gostaria de perguntar se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade. Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis? São esses nossos exemplos de heróis? Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros, profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor e quase sempre são mal remunerados...Heróis são milhares de brasileiros que sequer tem um prato de comidapor dia e um colchão decente para dormir, e conseguem sobreviver , isso todo santo dia. Heróis são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna. Heróis são inúmeras pessoas, entidades sociais e beneficentes, ONGs, voluntários, igrejas e hospitais que se dedicam ao cuidado de carentes, doentes e necessitados (vamos lembrar de nossa eterna heroína Zilda Arns). Heróis são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada meses atrás pela própria Rede Globo. O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral. São apenas pessoas que se prestam a comer, beber, tomar sol, fofocar, dormir e agir estupidamente para que, ao final do programa, o ?escolhido? receba um milhão e meio de reais. E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!! Veja o que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão. Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social, moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros?(Poderia ser feito mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores!)Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores. Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ir ao cinema...,estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir. Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construída nossa sociedade.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Grupo e Construtora com as mesmas FORMAS DE SUJEIÇÃO CRIMINAL AO TRABALHO ESCRAVO NO PIAUÍ. Vergonhoso!

Trabalho escravo Grupo Edson Queiroz e a Construtora Almeida Sousa, de Teresina (PI).




Nacional

Promovida pelo Ministério do Trabalho e Emprego, a atualização semestral incorporou seis casos primários, dois reincidentes e uma reinclusão após a perda de efetividade da liminar judicial. Ao todo, 14 nomes saíram da relação definitivamente por terem quitado suas pendências com o governo

Atualizada nesta sexta feira (2), o cadastro de empregadores flagrados com mão-de-obra escrava do governo federal, que ficou conhecido como a "lista suja", passa a contar com oito novos nomes e uma reinclusão. Entre eles, um empreendimento agropecuário do grupo empresarial cearense Edson Queiroz e a Construtora Almeida Sousa, de Teresina (PI).

Promovida pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a atualização semestral incorporou seis casos primários, dois reincidentes e uma reinclusão após a perda de efetividade da liminar judicial que mantinha o empregador fora da "lista suja". Ao todo, 14 nomes saíram da relação definitivamente por terem quitado suas pendências com o MTE e não reincidido no crime. O empregador Ronaldo Machado Correia Junior ME foi excluído por decisão judicial (liminar).

A inclusão de pessoas físicas e jurídicas na "lista suja" ocorre após a conclusão de um processo administrativo gerado a partir das autuações dos fiscais do trabalho em uma operação de libertação. Esse processo prevê o direito de defesa dos empregadores que, após inseridos, permanecem por, pelo menos, dois anos na relação - período durante o qual serão monitorados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Se não voltarem a cometer o crime e quitarem as pendências com o governo federal, serão retirado após esse prazo. Caso contrário, permanecem. A "lista suja" é considerada pela Comissão Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo como um dos mais importantes instrumentos de combate a essa violação dos direitos humanos.

Quem compõe a lista não pode acessar empréstimos em bancos públicos desde 2003 e ainda passa a sofrer restrições comerciais das empresas signatárias do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo, que representam cerca de 20% do Produto Interno Bruto brasileiro.


Grupo cearense Edson Queiroz REINCIDENTE teve sua empresa, a Esperança Agropecuária e Indústria Ltda inserida na LISTA SUJA


Reincidentes e primários
Dono da Universidade de Fortaleza (Unifor) e controlador de empresas em diversos ramos de atividade, como distribuição de gás, mineração, produção de mel, envasamento de água mineral (marcas Indaiá e Minalba), reflorestamento, piscicultura, processamento de carnes (Multicarnes) e exportação de eletrodomésticos para mais de 50 países, o grupo cearense Edson Queiroz teve sua empresa, a Esperança Agropecuária e Indústria Ltda, inserida na "lista suja" por conta de uma fiscalização realizada na fazenda Serra Negra, localizada em Aroazes (PI), em novembro de 2007. Na ocasião foram encontrados oito trabalhadores em situação análoga à de escravos. Os fiscais lavraram 12 autos de infração e os valores das verbas rescisórias totalizaram mais de R$18 mil.

Esta é a segunda vez que uma empresa da Edson Queiroz - que também detém veículos de comunicação, como rádios (Rádio Verdes Mares e Rádio Recife), canais de televisão (TV Verdes Mares e TV Diário), jornal impresso (Diário do Nordeste) e site (Portal Verdes Mares) - é inserida na "lista suja". Na primeira publicação do cadastro, em novembro de 2003, constava a Florestal Maracaçumé Ltda, que pertence do grupo. À época, a inserção na lista ocorreu em decorrência da libertação de 86 trabalhadores submetidos à situação semelhante à escravidão, em 1999, na fazenda Entre Rios, localizada em Maracaçumé (MA).

Outro reincidente na "lista suja" é Wagner Furiati Nabarrete. Pela segunda vez, a fazenda Poção Bonito, em Ponte Alta do Bom Jesus (TO), foi palco de libertação de empregados submetidos ao trabalho escravo. Em maio de 2007, fiscais libertaram 11 trabalhadores. Na ocasião, o empregador pagou mais de R$ 10 mil em verbas rescisórias às vítimas. O empregador constou no cadastro de dezembro de 2006 até julho 2009. A primeira inclusão ocorreu porque o empregador escravizou três pessoas. Agora, finalizado o processo administrativo referente à nova libertação, ele é novamente inserido. A propriedade é de criação de bovinos para corte e produção de carvão vegetal.

O empregador Alberto de Deus Guerra teve seu nome inserido por conta de fiscalização realizada em novembro de 2007 pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Tocantins (SRTE/TO) na fazenda Grotão, em Colinas do Tocantins (TO). Os fiscais libertaram quatro trabalhadores de condições análogas à de escravos. Foram lavrados 18 autos de infração e as verbas rescisórias totalizaram mais de R$ 10 mil.

A SRTE/TO também libertou 12 pessoas na fazenda Jaqueline III (Carvão Vegetal Estrela do Davi), que pertence a Dário de Queiroz Teixeira, incluído nesta atualização da "lista suja". A fiscalização aconteceu em outubro de 2007, no município de São Bento (TO). Foram lavrados 13 autos de infração, e o empregador pagou quase R$ 11 mil em verbas rescisórias.

O fazendeiro Waldir Batista Rios, por sua vez, entrou na "lista suja" em função da fiscalização realizada pelo Grupo Móvel de Fiscalização e Combate ao Trabalho Escravo que libertou 27 pessoas de trabalho análogo ao de escravos na fazenda Três Irmãos, pertencente a Waldir. A propriedade fica em Recursolândia (TO) e a ação aconteceu em julho de 2006. O empregador pagou quase R$ 60 mil em verbas rescisórias. Os fiscais lavraram 29 autos de infração.

A ação que resultou na inclusão de Lauro de Freitas Lemes, proprietário da fazenda Angico, em Campos Lindos (TO), ocorreu em outubro de 2007 e libertou nove trabalhadores de situação de escravidão. A SRTE/TO flagrou 13 pessoas submetidas a condições análogas a escravidão na fazenda Vista Alegre, que pertence à Francisco Tude de Melo Neto, também proprietário da Auto Viação Cruzeiro Ltda. A fazenda fica no município de Araguanã (TO).

A Construtora Almeida Sousa completa a lista dos que foram incluídos. Em outubro de 2007, 24 trabalhadores foram libertados em obras da construtora em Teresina (PI).

Por causa da suspensão de uma liminar, concedida em novembro do ano passado, que o retirou da "lista suja", Adolfo Rodrigues Borges teve seu nome reinserido no cadastro. Adolfo é proprietário da fazenda Dom Bosco, localizada em Aragominas (TO), onde foram libertados 28 trabalhadores, em novembro de 2005.

Quatorze empregadores saíram da "lista suja" após o cumprimento de dois anos no cadastro, o pagamento de todas as multas relativas aos autos de infração e a não reincidência no crime. São eles: Alaílson Ferreira de Carvalho, Almerindo Nolasco Neves, Antônio Evaldo Macedo, Carlos Gualberto Sales, Fernando César Zanotelli, Humberto Eustáquio de Queiroz, Indústria Ervateira Anzolin, Ipê - Agro Milho Industrial Ltda, João Antônio de Farias, José Carlos Batista da Silva, Nei Amâncio da Costa, Nelson Donadel, Rio Pratudão Agropecuária Ltda e Valdemar Rodrigues.

. revista carta capital

Esperança Agropecuária e Indústria Ltda.

Os agronegócios do Grupo Edson Queiroz aliam a tecnologia de ponta ao mais absoluto respeito à natureza. São seis fazendas de alta produtividade: cajucultura orgânica, apicultura orgânica, reflorestamento, piscicultura, seleção de bovinos e ovinos, criação de caprinos, além de frigorífico. A atividade das empresas agropecuárias é totalmente informatizada, garantindo o controle rigoroso da reprodução de bovinos e ovinos. O Grupo Edson Queiroz investe na qualidade genética dos rebanhos e gera estirpes campeãs.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Piauí tem 10 empregadores na "lista suja" do trabalho escravo

Ministério do Trabalho e Emprego divulgou nova relação com 220 empregadores com pendências no país. VEJA LISTA


Dez empresas do Piauí estão na lista atualizada do Cadastro de Empregadores flagrados explorando mão de obra escrava no país. A relação, renovada semestralmente e apelidada de "lista suja" dos empregadores, foi divulgada nesta segunda-feira (3) pelo Ministério do Trabalho e Emprego - MTE.

Renato Alves/MTE

São 220 em todo o país, entre pessoas físicas e jurídicas, exceto casos não computados por força de decisão judicial e 14 que cumpriram requisitos exigidos e deixaram a lista, que conta com 88 novos nomes. Os principais motivos que mantêm empregadores no cadastro, segundo o MTE, é não quitação de multas, reincidência no crime e/ou efeitos de ações que tramitam na Justiça.

Os novos nomes foram inseridos após análise dos relatórios de fiscalização, pesquisas no Sistema de Acompanhamento do Trabalho Escravo, consultas no controle de processos e multas e recursos, e também em outros bancos de dados do governo federal para verificar se existem infrações.

No caso do Piauí, quase todos os nomes foram inseridos em 2010. O mais velho perdura desde 2004 e fica em Alvorada do Gurgueia. Por sinal, entre os empregadores fichados em solo piauiense, a maioria fica no Sul do Estado.

"A atualização semestral do Cadastro consiste basicamente na inclusão de empregadores cujos autos de infração estejam com decisão definitiva e não estejam mais sujeitos aos recursos na esfera administrativa, assim como a exclusão daqueles que, ao longo de dois anos, contados da sua inclusão no Cadastro, sanaram as irregularidades identificadas em inspeção do trabalho e atenderam aos requisitos previstos na Portaria", explica o assessor da Secretaria de Inspeção do Trabalho do MTE, Marcelo Campos.

Veja abaixo a "lista suja" do trabalho escravo no Piauí

Esperança Agropecuária e Indústria Ltda - Fazenda Serra Negra, Aroazes/PI
Indústria, Comércio e Representações Família Betel Ltda - Fazenda Nova Fé, Cajapió, Parnaguá/PI
Lírio Antônio Parisotto - Fazenda Lírio Antônio Parisotto, Uruçuí/PI
Pedro Ilgenfrit - Fazenda Alegria, Antonio Almeida/PI
Airton Rost de Borba - Fazenda Borba, Monte Alegre do Piauí/PI
Antônio Odalto Smith Rodrigues de Castro - Perímetro Irrigado do Gurguéia, Alvorada do Gurguéia/PI
Construtora Almeida Souza Ltda - Construtora Almeida Souza Ltda, Teresina/PI
Construtora Lima e Cerávolo Ltda. -
AHE Salto do Rio Verdinho, Corrente/PI
Edson Rosa de Oliveira - Fazenda Boi Gordo, Morro Cabeça no Tempo/PI
Eduardo Dall Magro -
Fazenda Cosmos, Ribeiro Gonçalves/PI

Da Redação
redacao@cidadeverde.com

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

IV Encontro das Mulheres Quebradeiras de coco, Miguel Alves, PI
















IV Encontro das Mulheres Quebradeiras de Coco de Miguel Alves e eleição da Nova Diretoria

Tema: Fortalecendo nossa organização.

A Associação das Mulheres Quebreiras de Coco do Municipio de Miguel Alves, realizou o IV encontro na sede da Associação, comunidade do Ezequiel no dia 11 de dezembro de 2010.
O encontro contou com a presença de 62 mulheres. foi marcado com muita alegria e celebração das conquistas da caminhada.
Na parte da manhã foi trabalhado o tema: Fortalecendo nossa organização, dando ênfase ao processo já iniciado e a importância de continuar a organização dos pequenos grupos e o fortalecimento dos mesmos.
Na parte da tarde foi feito a eleição da nova diretoria da Associação.

Programação:

7:30h Chegada

8:00h Acolhida (Ezequiel)

8:30h Mística (Todos os Santos)

9:15h Apresentação da pauta do dia (Rose)

9:30h Assessoria – Fortalecendo nossa organização (Odete)

11:00h Leitura do Estatuto e apresentação dos nomes para a nova diretoria.

Atribuições de cada cargo (Rose e Josélia)

12:00h Almoço.

13:00h Retomando as atividades.

Momento de dança - animação

13:30h Encaminhamentos para o processo de eleição da nova diretoria.

Composição da equipe de eleição.

Chamada das sócias

Retoma a função de cada cargo

Eleição

Agradecimento a antiga diretoria e acolhida da diretoria eleita.

Encaminhamentos:

Calendário da Associação.

Assembléia 1º

Reuniões da diretoria

Encontro 2 de Março dia Internacional da Mulher.

Encerramento

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Encontro sobre Trabalho Escravo na diocese de Oeiras, PI



No fim de semana, dias 10 e 11, a diocese de Oeiras (PI) acolheu o Encontro de Formação sobre o Enfrentamento do Trabalho Escravo. O evento faz parte do Projeto da CNBB em parceria com a Cáritas Norte-Americana (CRS) que visa conscientizar os agentes de pastoral sobre a realidade do trabalho escravo no Brasil denominado Mutirão Pastoral para o Combate ao Trabalho Escravo.Participaram do encontro diversos agentes de pastoral da diocese de Oeiras e de outras dioceses do estado.

O encontro foi dividido em três momentos: num primeiro momento foi refletido o conceito do trabalho escravo a partir de situações reais vivenciadas por cidadãos do Piauí em diferentes estados da Federação. No segundo momento o grupo refletiu os mecanismos legais de combate ao trabalho escravo e de como concretizar uma denúncia envolvendo trabalhadores em regime de escravidão. No último momento discutiram-se os encaminhamentos necessários para uma atuação em âmbito regional visando o combate ao trabalho escravo no Piauí, dentre estes, a criação de uma comissão diocesana como referência no combate ao trabalho escravo; atuação junto às escolas e ambientes acadêmicos, no intuito de conscientização da realidade do trabalho escravo na região; formalizar denúncias de cidadãos vitimados pelo trabalho escravo.

A cada ano 40 mil pessoas são envolvidas em situação de trabalho escravo. No mundo são cerca de doze milhões de pessoas. O trabalho escravo reflete a realidade de desigualdade social do país. Ao lado de propriedades rurais que fazem uso de tecnologia avançada é possível encontrar pessoas vivendo em condições de trabalho análogas à escravidão.

O estado do Piauí revela uma característica especial por ser um estado de grande fluxo de migrantes para outros estados. Estes migrantes tornam-se vulneráveis ao aliciamento como mão-de-obra escrava.
“O desejo de todos e que estas realidades que ferem o mais profundo da dignidade humana possam enfrentadas com consciência cristão, pois é uma realidade contrária ao Reino de Deus”, destacou o assessor da Pastoral Afrobrasileira, padre Ari Antônio dos Reis.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Forum Estadual contra o trabalho escravo realiza premiação do Concurso Estudual Educar para Libertar

Em comemoração ao Dia Internacional de Direitos Humanos no Estado do Piauí, o Fórum de Combate ao Trabalho Escravo condecora Escolas Públicas que participaram do I Concurso Estadual Educar para Libertar

Um desafio nas Instituições Públicas de Ensino do Estado de mais de dezenas de municípios do Piauí para conhecimento e prevenção ao trabalho escravo foi feito, nos últimos dois anos, com o Programa Educar para Libertar, pelo Fórum Estadual de Combate ao Trabalho Escravo, pela Coordenadoria Estadual de Direitos Humanos e da Juventude, Comissão Pastoral da Terra do Piauí, FETAG/PI, Serviço Pastoral do Migrante, Cáritas Regional do Piauí, Rede Um Grito Pela Vida, SEDUC, Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE/PI), INCRA/PI, OAB/PI.

E no próximo dia 10 de dezembro de 2010, Dia Internacional dos Direitos Humanos, no auditório da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Piauí – SRTE/PI, às 10h, o Fórum consagrará suas atividades com premiação às escolas, professores e alunos que participaram do I Concurso Estadual Educar para Libertar, com o tema: Educação no Combate ao Trabalho Escravo, nas categorias Poemas, Paródias e Redações a alunos de Ensino Médio, Fundamental e EJA.

Segundo a Comissão Organizadora do Concurso o programa realizado nos municípios registrados com índices de trabalhadores resgatados em outros Estados e com prática de trabalho escravo no Piauí foram os principais nortes de atuação do Educar para Libertar e do programa Escravo Nem Pensar, da ONG Repórter Brasil e os avanços obtidos com este trabalho atribuem-se ao exercício pleno da cidadania, à luta pelo trabalho decente e pela prerrogativa máxima da dignidade da pessoa humana no Estado do Piauí.

A programação do evento estará marcada com solenidade de abertura das instituições envolvidas, apresentação do programa desenvolvido no Estado e entrega dos premiados no Concurso 2010