terça-feira, 15 de abril de 2008

CONFLITOS NOS CAMPO.

Comissão Pastoral da Terra lançará o Conflitos no Campo Brasil 2007
Paraná continua entre os mais violentos do Brasil

Nesta terça-feira, 15 de abril, a Comissão Pastoral da Terra – CPT divulgará os dados dos conflitos e da violência presentes na obra Conflitos no Campo Brasil 2007. No Paraná, o lançamento está previsto para as 14h, na sede da CPTPR. Simultaneamente, o relatório será lançado nacionalmente em Brasília, durante a programação do Acampamento de Lançamento da Campanha pelo Limite da Propriedade da Terra (montado no Estádio Mané Garrincha). Entre os convidados para o lançamento nacional estará Íris Almeida, viúva de Valmir Mota, o Keno, militante da Via Campesina e do MST do Paraná, assassinado em 2007 durante protesto na Syngenta, empresa suíça responsável pela produção de sementes transgênicas.

Em 2007 foram assassinadas 28 pessoas em conflitos pela terra, número menor que em 2006, quando foram registrados 39 assassinatos. Esta diminuição se deu porque no Pará, em 2007, se registraram cinco mortes, quando em 2006, foram registradas 24. Em contraposição a essa forte retração no Pará, no restante do país houve um aumento de 50% no número dos assassinatos, que aconteceram em 14 estados, quando em 2006, as 39 mortes se concentraram em oito estados. Isto mostra que a violência se espraia pelo Brasil, dominando novos espaços. No ato do lançamento serão apresentados, ainda, números de ameaçados de morte, de tentativas de assassinato, de expulsões, despejos judiciais, ocupações, trabalho escravo, dentre outros.

No Paraná forma registrados 89 conflitos, envolvendo 36.683 pessoas, com 2 mortos, elevando para 24 o número de mortos nos últimos 10 anos no Paraná. O que chama atenção do Estado é o número de despejos (que vem crescendo nos últimos anos), mas, principalmente o crescimento no número de ações das milícias privadas, as quais têm atuado de forma impune no Estado.

Conflitos no Campo Brasil 2007

A publicação traz análises dos dados feitas por professores como Carlos Walter Porto Gonçalves, da Universidade Federal Fluminense, Maria Aparecida de Moraes Silva e Bernardo Mançano Fernandes, ambos da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Entre os enfoques estão os conflitos trabalhistas, com destaque para a superexploração e a escravização dos cortadores de cana, diante do avanço da agroenergia, principalmente, do etanol. A CPT faz o registro dos dados com o objetivo de denunciar os conflitos e a violência a que são submetidos os trabalhadores e trabalhadoras rurais.

A obra Conflitos no Campo Brasil foi editada pela primeira vez em 1985, e, desde então, tem sido referência entre as entidades e movimentos do campo, no meio acadêmico, entre organismos internacionais, órgãos governamentais e a imprensa. Em 2002, a obra foi reconhecida como publicação científica pelo Instituto Brasileiro de Informação e Ciência e Tecnologia (IBICT).

Junto com o lançamento deste relatório será lançada uma versão popular da obra em forma de cordel, escrita pelo agricultor cearense Alfredo de Abreu Paz.

­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­___________________________________

segunda-feira, 14 de abril de 2008

XX ASSEMBLÉIA GERAL DA CPT

NOSSA ENERGIA VEM DO CHÃO
- Terra, Água, Trabalho e Pão –

A energia que move a Pastoral da Terra vem do chão. Vem do povo que habita a terra, as florestas, as águas e deles retira e nos oferece o pão. Vem particularmente do Deus da Bíblia, Aquele que caminha com seu povo em qualquer circunstância.

Vivemos um momento único na história da humanidade e do povo brasileiro. O modelo de desenvolvimento baseado na revolução industrial parece agonizar, intensifica suas contradições, pondo em risco a vida da humanidade e da comunidade da vida sobre a Terra. Vivemos uma mudança de época. É inevitável uma nova economia voltada para vida.

Presentes em nossa XX Assembléia, trabalhadores e trabalhadoras da terra, em poucas palavras, sintetizam a contradição do momento que vivemos e da forma como eles a experimentam: “não estamos bem, mas para trás não queremos voltar”. Traduzindo em miúdos, dizem claramente que programas concretos do governo atual, como o Bolsa Família, Luz para Todos, um salário mínimo melhor, o incentivo para que suas crianças possam ir para a escola, são bens importantes em suas vidas. Os investimentos destinados à transferência de renda para os mais pobres, porém, são nada quando comparados com os recursos destinados ao agronegócio e ao pagamento dos juros da dívida publica, deixando clara a subordinação total de nossa política econômica aos interesses do capital. Iniciativas governamentais, como a da redução das áreas de fronteiras, a edição da medida provisória 422 que legaliza a grilagem de terras na Amazônia, o recuo no reconhecimento dos territórios quilombolas, a privatização dos espelhos d’água, a transposição do rio São Francisco são expressão da subordinação deste governo aos interesses da classe dominante. Os próprios trabalhadores que reconhecem os avanços na área social são os que sentem que é urgente superar as medidas emergenciais por uma política de geração de trabalho e renda. E aguardam com ansiedade por medidas concretas que combatam a violência no campo e a perda de suas terras, o avanço acelerado da soja, da cana, do boi, das mineradoras e das madeireiras que os expulsam de suas áreas e desestruturam suas vidas. As comunidades tradicionais são as que mais sofrem com essa violência.

Como é de nossa história, insistimos numa reforma agrária adequada a cada bioma brasileiro. Além de insignificante em termos de desapropriações, insignificante em termos de recursos, falta qualidade à reforma agrária do governo. A inviabilidade de muitos assentamentos se dá em função de sua equivocada concepção. Entretanto, os problemas não anulam sua viabilidade e muito menos sua urgência. A CPT, que tem nos povos da terra sua razão de ser, sugere aos movimentos sociais que retomem essa bandeira de luta de forma renovada e inequívoca.

Debatemos particularmente a energia. As comunidades agredidas pela construção das barragens, a desumana vida nos canaviais, a sedução para entrar em programas de biodiesel, têm interferido de forma dura sobre um povo já sofrido. O povo que produz alimentos, também quer energia. Quer ter sua soberania energética. Muitas vezes as vítimas das barragens não têm energia em suas casas. Em outros países do mundo, os pequenos agricultores se tornaram produtores de energia através do sol e da biomassa. É um mundo em mudança também em sua base energética. O Brasil precisa mudar sua matriz energética e incorporar o povo verdadeiramente em sua produção, mas no modelo atual esse é um fato impossível.

Continuaremos com o povo, sem negar o que lhe é de direito, mas sem deixar de denunciar um modelo de desenvolvimento violento e predador que o agride. A economia tem que ser a da vida, não a do capital.

Que o Deus da vida, fonte suprema de todas as energias, esteja com o povo do campo e com aqueles que estão a seu serviço.

Goiânia, 10 de abril de 2008


Os participantes da XX Assembléia Geral da CPT

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Lançamento do Documentário

LANÇAMENTO DO DOCUMENTÁRIO
"ALÉM DO JEJUM...
as verdades do Velho Chico"
de Carlos Pronzato e Stefano Barbi Cinti

Na sexta feira 11 de abril às 20 h. na sede da APUB – Associação dos Professores Universitários da Bahia – (Rua Padre Feijó, n. 49, Canela) acontece o lançamento do documentário "Além do jejum...as verdades do Velho Chico" (60 min.) de Carlos Pronzato e Stefano Barbi Cinti. A entrada é franca.
O documentário realizado em Sobradinho (BA) no final do ano 2007 no local que o bispo da Barra (BA), Frei Luiz Flavio Cappio, escolheu como palco do seu segundo protesto – o primeiro aconteceu em 2005 em Cabrobó (PE) – contra o polêmico projeto do governo de transposição das águas do rio São Francisco (Velho Chico), aborda aqueles dramáticos dias (27 de novembro a 20 de dezembro) de resistência à implantação do referido projeto, com depoimentos de muitos dos que levaram sua solidariedade ao gesto espiritual, ambiental e político do bispo, ressaltando um discurso que propoe outras alternativas para o semi-árido.
Os mesmos diretores realizaram em 2005 o documentário "A Greve de Fome do Velho Chico", de grande repercussão nacional, que retrata o protesto de onze dias encerrado com a promessa do governo de paralisar as obras, o que acabou não acontecendo e provocando este novo jejum.
O documentário teve sua pré-estréia na Igreja de São Francisco em Sobradinho em fevereiro deste ano durante a Conferência de Sobradinho, reunião de avaliação dos acontecimentos durante a greve de fome.
"Depois de 22 dias encerro meu jejum, mas não a minha luta que é também de vocês, que é nossa. Precisamos ampliar o debate, espalhar a informação verdadeira, fazer crescer nossa mobilização. Até derrotarmos este projeto de morte e conquistarmos o verdadeiro desenvolvimento para o semi-árido e o Sao Francisco"
Dom Luiz Flávio Cappio (trecho da carta lida na celebração "de despedida" em Sobradinho em 20.12.07)
Carlos Pronzato, com uma vasta obra no campo do documentário sócio-político tem títulos de grande repercussão no Brasil e na América Latina ("Bolívia, a guerra do gás"; "O Panelaço, a rebelião argentina"; "A Rebelião Pinguina, estudantes chilenos contra o sistema", "A Revolta do Buzú", etc. Sua obra mais recente é "Carabina M2, uma arma americana, Che na Bolívia". Com Barbi Cinti realizou também "Maio Baiano, a repressão aos estudantes na UFBA em 2001" e o curta de ficção "Pierre Verger, chegar a Bahia" em 2006.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Missão Internacional sobre os impactos dos agrocombustíveis no Brasil

COLETIVA DE IMPRENSA
MISSÃO INTERNACIONAL SOBRE OS IMPACTOS DOS AGROCOMBUSTÍVEIS NO BRASIL

Dia 10 de abril, às 11h, no Centro Cultural de Brasília
L2 Norte - Bloco 601 B (ao lado do SERPRO)

Na próxima quinta-feira, 10 de abril, às 11h, acontece entrevista coletiva com integrantes da Missão Internacional sobre os Impactos dos Agrocombustíveis no Brasil, organizada pela FIAN (Foodfirst Information And Action Network) em parceria com entidades sociais brasileiras, como Comissão Pastoral da Terra e Rede Social de Justiça e Direitos Humanos.

O grupo, formado por observadores de países como Alemanha, Holanda, Suíça, Filipinas, Senegal, Colômbia e Canadá, começa neste sábado a percorrer os estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Piauí para verificar os impactos da expansão territorial massiva das monoculturas para a agroenergia, no que diz respeito à disponibillidade de alimentos, de terras para a reforma agrária, conflitos pela terra, condições de trabalho e impactos ambientais.

Além disso, a Missão tem como objetivo documentar o papel do Estado brasileiro na promoção dos agrocombustíveis -nacional e internacionalmente -, avaliar a participação deste em relação às obrigações de direitos humanos com as quais o Estado brasileiro se comprometeu e incidir em foros internacionais relevantes, como União Européia e FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação), apresentando os resultados da viagem e exigindo a proteção eficaz dos direitos fundamentais.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Resumo do Relatório de Atividades CPT, 2007.

RESUMO DO RELATÓRIO DE ATIVIDADES DA CPT EM 2007.

1. EIXO TERRA:
1.1 Luta pela Terra:

Foram criados 6 novos Assentamentos Rurais, beneficiando 354 famílias;
05 processos de desapropriação com decreto presidencial, que beneficiará 288 famílias;
22 processos de desapropriação tramitando no INCRA – Piauí, envolvendo 623 famílias;
12 processos de regularização da Terra tramitando em outros Órgãos, envolvendo 500 famílias;
Foram 1.765 famílias acompanhadas pela CPT nas 46 áreas de priorizadas em 2007;
Trabalhadores(as) capacitados(as) sobre os seus direitos associativista e à Terra, através dos encontros de formação ministrados pela CPT, percebendo assim uma ação mais qualificada dos mesmos

1.2 Luta na Terra:

Foram 11 assentamentos rurais acompanhados pela CPT em 2007;
233 famílias beneficiadas com habitações;
183 famílias beneficiadas com abastecimento d’água;
30 famílias beneficiadas com energia elétrica;
800 famílias receberam os créditos apoio e habitação;
Trabalhadores(as) capacitados(as) sobre associativismo, beneficiamento do caju através dos encontros de formação ministrados pela CPT e ou em parceria;
Participação ativa de trabalhadores(as) de Assentamento acompanhados pela CPT na Feira da reforma Agrária com a venda de produtos agrícolas e artesanais do assentamento.

2. EIXO ÁGUA:
2.1 Projeto Hum Milhão de Cisternas – Convênio CPT/ASA Brasil/MDS:

Foram construídas 400 cisternas, beneficiando 400 famílias diretamente dos municípios de Morro Cabeça no Tempo, Curimatá, Avelino Lopes e Júlio Borges;
Capacitação de 25 jovens na construção de bombas manuais para tirar a água das cisternas;
Capacitação de 77 pedreiros para construção de cisternas;
Capacitação de 400 famílias em Gerenciamento dos recursos hídricos.

2.2 Projeto de construção de Cisternas – Parceria CPT/Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria:

Construção de 16 cisternas, beneficiando 16 famílias na comunidade Quilombola Boi Morto – São Raimundo Nonato;
Capacitação de duas mulheres pedreiras para construção das cisternas;
Capacitação de 16 famílias em gerenciamento dos recursos hídricos.

2.3 Mobilizações e lutas:

Suspensão do projeto das Carvoarias na Serra Vermelha, localizada nos municípios de Curimatá, redenção, Currais, através da luta em parceria com outras entidades;

3. DIREITOS:
3.1 Trabalho Escravo;

Criação de uma comissão regional de prevenção ao trabalho escravo compostos pelos STR de Curimatá, Júlio Borges e Associação comunitária de Redenção;
Maior conhecimento dos trabalhadores e lideranças em relação aos direitos trabalhistas, sociais e agrários;
Formação de uma comissão microrregional de prevenção e combate ao TE em bom Jesus e Uruçui;
Aprovação de um projeto da casa de farinha pelo MDA para comunidade Lagoa dos macacos em São Raimundo Nonato;
Construção de uma casa de farinha em Cajazeiras – Barras, através do projeto Fastenopfer/CRB;
Beneficiamento do grupo de Monsenhor Gil com cestas básicas do INCRA;
Vistoria do imóvel Vista Alegre em Monsenhor Gil para assentamento das famílias vítimas do Trabalho Escravo;
Fiscalização pelo IBAMA, SEMAR Polícia Federal nas carvoarias da Serra Vermelha;
Envolvimento da academia e das escolas na discussão sobre as questões relativas ao Trabalho Escravo;
Produção de subsídios de conhecimentos científicos sobre Trabalho escravo;
Criação do Comitê Gestor composto por órgãos estaduais;
Sancionada a lei estadual que suspende a isenção de beneficio fiscal as empresas que for constado trabalho escravo;
Definição de ações na criação de políticas públicas e prevenção pelo Comitê Gestor para os municípios de aliciamento;
Maior envolvimento dos poderes públicos nas discussões referentes ao Trabalho Escravo;
A libertação de 171 piauienses das fazendas do Pará e Mato Grosso;
241 denúncias feitas ao Ministério do Trabalho em relação ao trabalho escravo e superexploração;
Foram feitas 04 fiscalizações de trabalho escravo em fazendas do Piauí pelo Ministério do Trabalho.

3.2 Relações Sociais de Gênero:

Organização de 09 grupos de mulheres, sendo: 03 quebradeiras de côco (Miguel Alves); 01 da comunidade Crioli (Barras); 01 no Assentamento Capitão de Campos (Esperantina); 01 na comunidade Cantinho II (Porto); 01 na comunidade Baixão da Canoa (Palmeirais); 01 na Ilha do Patiaca e 01 na Ilha do Caboré, ambos em Buriti dos Lopes;
O despertar das mulheres para a necessidade da organização;
03 mulheres como referência nos grupos de Quebradeiras de Côco;
Intercâmbio com a CPT de Dom Pedro – MA na experiência com mulheres quebradeiras de côco;
Organização e fortalecimento de grupos de mulheres no Regional;
Representação significativa das mulheres na FERAPI;
Geração de renda com os grupos da Comunidade Crioli – Barras e Cantinho II – Porto, com a confecção de produtos de limpeza;
Aprovação de um projeto de geração de renda para os grupos de Mulheres Quebradeiras de Côco de Miguel Alves, convênio fastenopfer/CRB;
Conhecimento das Mulheres quebradeiras de côco de Miguel Alves da Lei Maria da Penha;
Construção de 16 cisternas para a Associação de mulheres Quilombolas da Comunidade Boi Morto – S.R.N;
Resgate da cultura do reisado, São Gonçalo com as mulheres quilombolas;
Capacitação de 16 mulheres da comunidade Boi Morto em Gerenciamento dos Recursos Hídricos;

3.3 Institucional:

Aquisição de um Carro utilitário junto a Miva suíça;
Aprovação de projetos: Juristas Leigos, Cisternas, Casa de Farinha, Geração de Renda (Mulheres Quebradeiras de Côco);
Uma maior aproximação com 03 Bispos sobre o trabalho da CPT (São Raimundo Nonato, Campo Maior e Bom Jesus);
Uma nova redefinição das equipes Diocesanas;
Um planejamento de acordo com a nossa capacidade de execução;
Boa relação com as entidades de cooperação (BRUCKE E FASTENOPFER);

3.4 Documentação e Comunicação:

Lançamento do Livro de Conflitos;
Registro das Áreas de Conflitos;
Criação de um Blog da CPT Regional;
01 edição do Jornal O Lavrador;
Envio de matérias para CPT Nacional.
Informações: Gregório Borges, Coodenação CPT, Regional, PI.

domingo, 30 de março de 2008

Encontrados 270 trabalhadores irregulares em canavial

Encontrados 270 trabalhadores irregulares em canavial
Auditores do Ministério do Trabalho e do Ministério Público do Trabalho em Minas Gerais encontraram em Santa Vitória (MG) 270 trabalhadores em alojamentos precários e contratados irregularmente pela empresa Vale do São Simão Agricultura. A maioria são trabalhadores de Minas, Goiás, Bahia e Maranhão contratados para trabalhar no plantio de cana-de-açúcar.“Os trabalhadores estavam em alojamentos superlotados, sem condição de higiene e com falta de água potável. Embora todos tivessem carteira de trabalho assinada, havia irregularidades na contratação”, disse o procurador do MPT Eliaquim Queiroz. Entre os trabalhadores havia uma mulher, que se alojava com os homens e estava acompanhada do marido.No ato da inspeção pelos auditores do Ministério do Trabalho, a empresa pagou R$ 62 mil, disse o procurador, acrescentando que esse valor pertence aos trabalhadores. Trata-se dos valores de transporte, diária e alimentação que deveriam receber do local onde foram contratados, nas suas cidades, até a chegada a Santa Vitória.Havia trabalhadores até do Maranhão, que tiveram de viajar mais de 2.000 quilômetros. Todos os 270 trabalhadores, de acordo com o MPT, deveriam ter sido contratados nas suas cidades de origem, antes de embarcarem para a empresa no Triângulo Mineiro.Como só foram registrados quando chegaram em Santa Vitória, a empresa teve agora que regularizar a contratação nas carteiras de trabalho.Três ônibus usados para o transporte de trabalhadores foram interditados por não estarem dentro dos padrões de segurança determinados pela legislação de trânsito. A inspeção começou na semana passada e foi concluída nesta semana.Alguns alojamentos foram desativados e a empresa alugou casas para os trabalhadores até que as moradias possam voltar a receber os trabalhadores. O MPT vai preparar um Termo de Ajustamento de Conduta para a empresa assinar, responsabilizando-se a não repetir as irregulares, e apresentará ação por dano moral coletivo.
Jornal Pequeno
Auditores do Ministério do Trabalho e do Ministério Público do Trabalho em Minas Gerais encontraram em Santa Vitória (MG) 270 trabalhadores em alojamentos precários e contratados irregularmente pela empresa Vale do São Simão Agricultura. A maioria são trabalhadores de Minas, Goiás, Bahia e Maranhão contratados para trabalhar no plantio de cana-de-açúcar.“Os trabalhadores estavam em alojamentos superlotados, sem condição de higiene e com falta de água potável. Embora todos tivessem carteira de trabalho assinada, havia irregularidades na contratação”, disse o procurador do MPT Eliaquim Queiroz. Entre os trabalhadores havia uma mulher, que se alojava com os homens e estava acompanhada do marido.No ato da inspeção pelos auditores do Ministério do Trabalho, a empresa pagou R$ 62 mil, disse o procurador, acrescentando que esse valor pertence aos trabalhadores. Trata-se dos valores de transporte, diária e alimentação que deveriam receber do local onde foram contratados, nas suas cidades, até a chegada a Santa Vitória.Havia trabalhadores até do Maranhão, que tiveram de viajar mais de 2.000 quilômetros. Todos os 270 trabalhadores, de acordo com o MPT, deveriam ter sido contratados nas suas cidades de origem, antes de embarcarem para a empresa no Triângulo Mineiro.Como só foram registrados quando chegaram em Santa Vitória, a empresa teve agora que regularizar a contratação nas carteiras de trabalho.Três ônibus usados para o transporte de trabalhadores foram interditados por não estarem dentro dos padrões de segurança determinados pela legislação de trânsito. A inspeção começou na semana passada e foi concluída nesta semana.Alguns alojamentos foram desativados e a empresa alugou casas para os trabalhadores até que as moradias possam voltar a receber os trabalhadores. O MPT vai preparar um Termo de Ajustamento de Conduta para a empresa assinar, responsabilizando-se a não repetir as irregulares, e apresentará ação por dano moral coletivo.
Jornal Pequeno

domingo, 2 de março de 2008

II Encontro de Quebradeiras de Côco - Município de Miguel Alves, PI

Rumo ao 08 de março...
COMISSÃO PASTORA DA TERRA - C PT, REALIZOU ENCONTRO DE QUEBRADEIRAS DE CÔCO.
“Onde pisa uma mulher há sentimentos, onde pisam duas ou mais mulheres nasce a organização...”

A CPT (Comissão Pastoral da Terra) realizou nos dias 28 e 29 de fevereiro de 2008 o II Encontro de Mulheres Quebradeiras de Côco do Município de Miguel Alves, PI.

O encontro reuniu 70 mulheres de assentamentos e áreas de conflitos da região, teve como tema: “Mulheres organizadas, mundo transformado”, com o objetivo de discutir a organização da categoria, as formas de violência contra a mulher e aplicação da Lei Maria da Penha. Estiveram presentes para contribuir com essa discussão o Delegado de Policia de Miguel Alves, Senhor Alberto Sales e a Dr. Vilma Alves delegada da Mulher do município de Teresina.

Ir. Eurides Alves de Oliveira conduziu a reflexão sobre a organização das mulheres fazendo uma trajetória histórica destacando as suas principais bandeiras de luta: proteção, saúde, política, educação, justiça, assistência e liberdade.

Para fortalecer a organização, as mulheres tiraram como encaminhamentos a criação da associação das Quebradeiras de Côco no município e a comemoração do 8 de março, dia Internacional da Mulher, tendo como principal reivindicação a criação da delegacia Especializada de atendimento da mulher no município de Miguel Alves.

Rosa Ilma Lobato
Coordenadora da CPT- Comissão Pastoral da Terra , PI

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

2008

"Ai de vós que juntais casa a casa, campo a campo até que não sobre mais espaço para os pobres e sejais os únicos donos do País." Is. 5,8

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Solidariedade

Dom Luiz Cáprio, Reiniciou o Jejum pela vida .
Somos solidárias e solidários neste momento, e reafirmamos o compromisso na incansável teimosia em dizer não a transposição do Rio São Francisco.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Sem-terra ocupam Prefeitura de União - PI

Cerca de 250 Pessoas ocuparam no dia 22 de novembro a sede da Prefeitura de União. A ocupação foi promovida pela associação de Moradores de Tranqueira e pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais de União.
A ocupação é uma forma de pressão para que a Prefeitura faça o cadastro dos moradores, que o Instituto de Terras do Piauí faça um levantamento da área e que o Governo do Estado regularize o terreno, como havia sido acordado no dia 29 de agosto deste ano, mas não foram tomadas as providências pelos órgão públicos.
170 famílias ocupam 557 hectares na localidade de Tranqueira desde 19 de novembro de 2004. Segundo Manoel Mariano de Souza, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de União, a ocupaçao ocorreu porque as providências que os órgão públicos se comprometeram não foram cumpridas. Ele ainda disse que estão aumentando os conflitos no campo em União por causa da expansão da área de plantio da Comvap, empresa que produz álcool e açúcar. "Agora estão querendo despejar os moradores da localidade Saco".

Encontro CPT

A Comissão Pastoral da Terra esteve reunida no dia 09/11/2007 na Bahia para um dia de encontro. No primeiro momento houve troca de experiencias sobre as várias formas de armazenamento de água. O que nos chamou atenção é a cisterna de enchorrada e a outra é a barragem subterrânia. No Piauí se trabalha com a cisterna calçadão.
Com o conhecimeto deta nova técnica, pretendemos trazer esta experiência da cisterna de enchorrada e subterrânea para o Forum Piauiense e discutir quais as possiblididades de implementação no Piauí, tendo em vista que estas causam menos impacto amabiental
A barragem subterrânea possibilita acumular água no subsolo, podendo fazer plantio ao seu redor.
JOdian Aparecido.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Microregional de Curimatá

UGM – COMISSÃO PASTORAL DA TERRA – MICROREGIONAL DE CURIMATÁ

P1MC FAZ PARADA PARA BALANÇO

O Programa de Formação e Mobilização Social para a Convivência com o Semi-Árido – Um Milhão de Cisternas Rurais (P1MC), depois de 05 anos de existência, fez uma parada, com o objetivo de fazer um balanço geral, através de um processo de avaliação e de prestação de contas do Programa. A Comissão Pastoral da Terra (CPT), sendo uma Unidade Gestora do Programa, faz uma avaliação muito positiva do mesmo, uma vez que tem possibilitado para as famílias do semi-árido, mobilização, formação, controle social e principalmente, melhoria na qualidade de vida das famílias. Neste período de atuação, a UGM – Comissão Pastoral da Terra, com a contribuição de muita gente boa, apresenta os seguintes dados:

* Atuação direta em 04 Municípios (Morro Cabeça no Tempo, Júlio Borges, Avelino Lopes e Curimatá);
* Construção de 1.125 cisternas;
* 1.125 famílias mobilizadas e capacitadas (diretamente);
* 60 jovens capacitados em confecção de bomba manual;
* 120 pedreiros capacitados;
* Criação e atuação efetiva de 04 GTMs (Grupos de Trabalhos Municipais), com média de 10 pessoas cada;
Além desses dados, a UGM CPT também realizou neste período:

Acompanhamento às atividades da CPT diocesana;
Acompanhamento ao processo de luta em defesa da serra vermelha;
Trabalho de parceria com STRs, paróquias e Associações;
Realização de 02 programas de rádios semanal (em 02 Municípios);
Outras atividades

Informamos que a equipe da UGM parou suas atividades desde o dia 30 de outubro último. Está sendo discutido entre UGC/ASA e MDS a possível assinatura de um novo contrato que se acordado deverá reiniciar as atividades em janeiro de 2008.

Paulo Henrique
Membro do Secretariado da CPT Regional

Água fonte de vida



Momento da celebração - água fonte de vida - quando compartilhada é benão.

Em meio a dura realidade da seca, as flores trazem toda beleza.

Inauguração das Cisternas




Inauguração da 16 cisternas na comunidade Boi Morto - São Raimundo Nonato - 13-11-2007

terça-feira, 20 de novembro de 2007

20 de novembro dia da Consciência Negra!

Diga não ao preconceito racial! denuncie qualquer discriminação.
O preconceito ainda é forte em nosso país por isso não podemos calar.
Hoje é um momento forte para celebrarmos a resistêcia do povo negro.

Marcelo Barros *

Fontes - Adital
Nesta semana, ao recordar o martírio de Zumbi dos Palmares, que, no dia 20 de novembro de 1697, deu a vida pela liberdade do povo negro e para que nunca mais nenhuma pessoa humana seja escravizada, grupos sociais de todo o Brasil se unem para celebrar a valorização da negritude e a contribuição das culturas afro-descendentes para o nosso país. O Dia da União e Consciência Negra nos remete à riqueza de uma sociedade pluralista, na qual a originalidade de cada cultura seja não só respeitada, mas possa contribuir com o conjunto. Zumbi dos Palmares não é herói apenas dos que se reconhecem negros e sim de todo o povo brasileiro. Ele e todos os que lutaram pela liberdade e igualdade dos seres humanos possibilitaram que o Brasil se reencontre finalmente com sua alma negra e possa assumir o fato de ser, mais do que qualquer país africano, a pátria da maior população negra do mundo.
Infelizmente, mais de 300 anos depois do martírio do Zumbi, as pesquisas oficiais confirmam: o Brasil branco continua sendo 2,5 vezes mais rico que o Brasil negro. Apesar das políticas sociais do governo terem conseguido tirar mais de oito milhões de brasileiros da miséria, as diferenças entre negros e brancos não têm diminuído. Os negros chegam a ser 64% da população brasileira mais pobre. Enquanto esta realidade não for transformada, a lei que proíbe o racismo continuará sendo, na prática, desrespeitada. A sociedade mantém a máscara do respeito à igualdade de todos, mas se organiza de forma que os negros continuem social e economicamente discriminados. Eles vivem esta experiência há mais de cem anos, quando foram "libertados" da escravidão, sem qualquer indenização, nem política social que permitisse o mínimo de integração social aos ex-escravos, jogados à rua, sem casa, sem trabalho e sem nenhum direito social.

Desde a Conferência da ONU contra o racismo em Durban (África do Sul, 1991), cresce no mundo a idéia de exigir "indenização pelos anos de escravidão" e formular "uma política de reparação pelas injustiças sofridas". O mundo pagou indenização aos judeus pelo que sofreram nos anos do holocausto nazista. Governos de países latino-americanos que torturaram pessoas e assassinaram militantes em épocas de ditadura aceitam pagar indenizações às famílias pelo que os seus pais e avós sofreram. Entretanto, até aqui nenhum dos países que se enriqueceram com o seqüestro e a escravidão dos irmãos e irmãs da África aceitam restituir um pouco do que roubaram a estes povos, hoje, empobrecidos e em situações de grande carência. Ao contrário, governos e empresas de países da Europa, como também dos Estados Unidos continuam explorando diamantes e petróleo de vários paises africanos através da mão de obra quase escrava e da conivência de governos corruptos que se enriquecem à custa da miséria de seus cidadãos.

Tudo o que pode favorecer a superação de quaisquer preconceitos e discriminações deve ser apoiado para que consigamos construir relações em que as pessoas se enriqueçam com os diferentes e as diferenças. Neste assunto, ainda temos longo caminho a percorrer. No Brasil, a atual política de cotas nas escolas ou em certos trabalhos públicos tem defeitos e não atinge a raiz dos problemas, mas provisoriamente, pode ajudar a que a população negra e seus descendentes tenham mais condições de acesso à sociedade na qual sempre foram discriminados. O jornal Valor dedicou a capa do seu suplemento semanal de fim de semana ao fato de que a Universidade Zumbi dos Palmares, que tem 87% de seus alunos negros, formou sua primeira turma (ela foi criada em 2003). Conforme o jornal, a maioria destes 126 alunos, formados em Administração de Empresas e Direito, já se submetem a concursos e exames de admissão em empresas nacionais e internacionais. O resultado está sendo um excelente índice de aprovação (Cf. Valor, 09- 11/11/ 2007).

É importante este reconhecimento do talento de tantos jovens que, antes eram praticamente impedidos de aceder à universidade e a certos empregos simplesmente por serem negros e pobres. Entretanto, esta integração só vale a pena se, para ser incluídas na sociedade, as pessoas não precisem renunciar a sua identidade original e quase deixar de ser negras. Ora, um dos grandes valores das culturas afrodescendentes é justamente não se privar de sua liberdade em função das conveniências do mercado. O que toda sociedade brasileira pode aprender de muitas comunidades negras é que o sentido da vida é possibilitar a todos condições de se humanizar na convivência uns com os outros e na valorização dos elementos mais gratuitos da vida, como o lazer, a arte e a busca espiritual.

Sobre isso, as Igrejas cristãs têm uma dívida moral com as culturas e religiões negras. Se no passado, diversas Igrejas condenaram e perseguiram estas formas de fé, atualmente, o Conselho Mundial de Igrejas, que reúne 340 confissões cristãs, afirma que ninguém pode, em nome do Evangelho, negar o direito das comunidades negras ou indígenas de ter suas tradições espirituais próprias e autóctones, como não se pode menosprezar sua forma de crer e cultuar a Deus.

Zumbi não conseguiu o fim da escravidão, menos ainda a superação do racismo. Mas, sua história e seu exemplo nos ajudam a prosseguir o caminho da liberdade e a lutar contra qualquer tipo de discriminação e injustiça. Ainda hoje, milhares de brasileiros/as cantam com convicção: "Ei, ei, Zumbi, Zumbi, ganga meu rei, você não morreu, você está em mim...".

Semi-Árido: o mais chuvoso do planeta

* Leonardo Boff, teólogo.

O romancista Graciliano Ramos, o pintor Di Cavalcanti e o cantor-sanfoneiro Luis Gonzaga nos acostumaram a associar o semi-árido nordestino à seca. Mas se trata de uma visão curta e parcial. Os últimos anos conheceram notável mudança de leitura. Estudos minuciosos e trabalhos consistentes suscitaram uma visão revolucionária. Fala-se menos de seca e mais de Semi-Árido com o qual se deve conviver criativamente. Nesta tarefa ganham relevância ONGs, comunidades eclesiais de base, a Articulação do Semi-Árido (ASA) que inclui 800 entidades ao redor do projeto "um milhão de cisternas" (já se construíram 200 mil) e o Movimento de Organização Comunitária (MOC) de Feira de Santana-BA que atua em 50 municípios. O melhor apanhado desse processo prático-teórico nos é oferecido pelo exímio conhecedor da bacia do São Francisco, Roberto Malvezzi, com seu livro "Semi-Árido: uma visão holística" (Pensar o Brasil 2007). O eixo central é entender o Semi-Árido como bioma e a estratégia consiste na convivência não com a seca, mas com o Semi-Árido.

Tal bioma, chamado caatinga, recobre uma área de 1.037.00 km quadrados com rica biodiversidade. Na época da seca quase tudo hiberna. Mas basta chover, de setembro a março, para, em alguns dias, tudo ressuscitar com um verdor deslumbrante. Não há falta de água. Como média caem 750 mm/ano. É o Semi-Árido mais chuvoso do planeta. Mas pelo fato de o solo ser cristalino (70%), impedindo a penetração da água, acrescentando-se ainda a evaporação por insolação, perdem-se anualmente cerca de+ 720 bilhões de litros de água. Recoletada, seria mais que suficiente para toda a região.

A estratégia da convivência com o Semi-Árido "visa a focar a vida nas condições socioambientais da região, em seus limites e potencialidades, pressupondo novas formas de aprender e lidar com esse ambiente para alcançar e transformar todos os setores da vida". Com efeito, os vários grupos que por lá atuam, utilizam o método Paulo Freire que consiste, fundamentalmente, em criar sujeitos ativos, autônomos e inventivos. Assim aprendem a aproveitar todos os recursos que a caatinga oferece, utilizando tecnologias sociais de fácil manejo com o propósito de garantir a segurança alimentar, nutricional e hídrica através da agricultura familiar e de pequenas cooperativas.

Entre muitos, três projetos são notáveis: o da construção de um milhão de cisternas de bica que recolhem água da chuva dos telhados, conduzindo-a diretamente para o reservatório de 16.000 litros hermeticamente fechado. O outro é "uma terra e duas águas" (o "1+2"): visa garantir a cada família uma área de terra suficiente para viver com decência, uma cisterna para abastecimento humano e outra para a produção. Por fim, o Atlas do Nordeste, proposta da Agência Nacional de Águas para beneficiar 34 milhões de nordestinos do meio urbano, custando a metade da transposição. Esse projeto se opõe à transposição, qualificada como "a última obra da indústria da seca e a primeira do hidronegócio".

Os referidos projetos, se implementados, custarão muito menos, atenderão a mais gente e não causarão impactos ambientais. Por fim, cito duas outras iniciativas do MOC: o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI), oferecendo educação contextualizada às crianças e o Baú da Leitura. São baús cheios de livros que percorrem as comunidades entretendo as pessoas com leituras, interpretações e teatralização, fazendo o povo pensar. De fato, o ser humano não nasceu para passar fome, mas para irradiar, como diz um de nossos poetas-cantadores.

*Leonardo Boff é teólogo e professor emérito de ética da UERJ

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Incêndio destrói acampamento




Uma sequência de incêndio ocorrida na tarde do sábado dia 17-11 causou uma trájedia no acampamento Aroeiras no município de União-PI. foram totalmente destruídas cerca de 20 casas,as familias perderam todos os seu pertences, roupas, alimentos. Os incêndios começaram nas florestas e se espalharam para em volta do acampamento dos sem-terra.
o Cenário do assentamento é de desolação, toda mata ao redor foi destruída, as palmeiras de babaçu, tudo virou tronco seco, queimado, restando só carvão.

Entrega do documento da posse da terra ao Sr.Chico Vicente


EMISSÃO DE POSSE DO IMÓVEL BARRA DO TAQUARI – MUNICÍPIO DE BARRAS – PI

Depois de muitos anos de luta, resistência onde os moradores e moradoras da área Barra do Taquari sofreram os mais diversos tipos de ameaças e violência, tais como, impedimento do acesso a água, matança de animais, ações infundadas na justiça e delegacia de polícia, pressão psicológica, enfim, no dia 13 de novembro de 2007 saiu a emissão de posse da referida área.
E para coroar esse momento com chave de ouro, as famílias receberam da Superintendência do INCRA o título de emissão de posse em clima de festa, onde houve uma grande celebração retratando a história de luta das famílias, como também um almoço comunitário para todos os presentes.
Grefório Borges.