O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a Via Campesina e a organização de direitos humanos, Terra de Direitos, entregaram documento com denúncias do assassinato do trabalhador Valmir Mota de Oliveira (Keno), de 34 anos, por uma milícia armada, contratada pela multinacional Syngenta Seeds, ao Relator Especial da ONU sobre Execuções Arbitrárias, Sumárias ou Extrajudiciais, Philip Alston, durante audiência em Brasília, no dia de ontem. A notícia é do sítio da Terra de Direitos, do dia 13.
Além de assassinar Keno, no ataque ao acampamento da Via Campesina, que aconteceu em 21 de outubro, no campo experimental de transgênicos da empresa, em Santa Tereza do Oeste, no Paraná, mais cinco trabalhadores foram gravemente feridos, entre eles Isabel do Nascimento de Souza, que levou um tiro na cabeça, à queima roupa, atingindo o olho, perfurando o pulmão e alojando-se próxima à coluna vertebral. Ela ainda foi espancada e arrastada pelos pistoleiros. Em conseqüência, perdeu a visão de um olho.
O caso é um exemplo de execução de dirigentes de movimentos sociais e da impunidade e conivência de autoridades com o crime e a violência no Brasil. O documento também apresenta um histórico de vários ataques de milícias armadas, que vem sendo praticados por pistoleiros contratados ilegalmente por organização de fazendeiros, contra trabalhadores rurais no Paraná. Segundo dados da Comissão Pastoral da Terra, em 2006 o Estado apresentou o maior número de conflitos de terra no campo brasileiros, ao todo foram 76 casos de conflitos por terra.
Fonte: Adital
Contribuir na formação das trabalhadoras e trabalhadores do campo, na luta pela terra, água, direitos, justiça, igualdade e solidariedade. NA LUTA PELA TERRA E PELA VIDA!
sábado, 17 de novembro de 2007
Encontro Nacional de Formação - Territorialidade e Quilombos.
Em carta divulgada após o encerramento do Encontro Nacional de Formação "Territorialidade e Quilombos" - realizado na cidade de Goiânia entre os dias 26 e 28 de outubro -, a Comissão Pastoral da Terra (CPT) denunciou a campanha mentirosa que está sendo orquestrada para atingir várias comunidades quilombolas, desqualificando sua identidade, sua luta e seu direito a ter o domínio de seu território.
Dita campanha, que é apoiada por alguns meios de comunicação influentes, busca frear a luta, "legítima e constitucional, das comunidades quilombolas de todo Brasil para ter reconhecido, demarcado e titulado o seu próprio território, nos faz renovar nosso compromisso de fidelidade junto a todas e todos que lutam por terra, alimento e vida na paz", acrescentou a CTP.
A carta final do Encontro, que reuniu cerca de 120 agentes e representantes quilombolas de vários estados, exigiu ainda o reconhecimento e a titulação de todos os territórios quilombolas do Brasil, para que o povo possa construir relações comunitárias com a terra, com a água e com toda a natureza; construir relações de fidelidade com os ancestrais e com as futuras gerações.
A CPT se comprometeu com uma luta firme: contra toda a discriminação e a violência étnica, cultural e religiosa que, apesar de ilegal, continua presente em nossa sociedade e em várias igrejas ou movimentos eclesiais; para exigir que as políticas públicas para as comunidades quilombolas sejam decididas com a participação deliberativa das mesmas, de modo a evitar todo assistencialismo e irregularidade; para que o Incra, superando seu crônico imobilismo.
"O protagonismo corajoso e perseverante das comunidades quilombolas levou à elaboração de uma base legal que legitima seus direitos e à implementação de políticas públicas afirmativas que, mesmo insuficientes, são um passo indispensável para que lhes seja feita justiça", disse a carta.
Os participantes do encontro, saídos da Bahia, Minas Gerais, Pará, Goiás e outros, discutiram questões como a importância do território para as comunidades tradicionais, políticas públicas e governamentais para o povo quilombola e para trocar experiências de luta, dificuldades e resistência. Em um debate para entender, com as exposições, um pouco mais da cultura e da identidade quilombola.
Dita campanha, que é apoiada por alguns meios de comunicação influentes, busca frear a luta, "legítima e constitucional, das comunidades quilombolas de todo Brasil para ter reconhecido, demarcado e titulado o seu próprio território, nos faz renovar nosso compromisso de fidelidade junto a todas e todos que lutam por terra, alimento e vida na paz", acrescentou a CTP.
A carta final do Encontro, que reuniu cerca de 120 agentes e representantes quilombolas de vários estados, exigiu ainda o reconhecimento e a titulação de todos os territórios quilombolas do Brasil, para que o povo possa construir relações comunitárias com a terra, com a água e com toda a natureza; construir relações de fidelidade com os ancestrais e com as futuras gerações.
A CPT se comprometeu com uma luta firme: contra toda a discriminação e a violência étnica, cultural e religiosa que, apesar de ilegal, continua presente em nossa sociedade e em várias igrejas ou movimentos eclesiais; para exigir que as políticas públicas para as comunidades quilombolas sejam decididas com a participação deliberativa das mesmas, de modo a evitar todo assistencialismo e irregularidade; para que o Incra, superando seu crônico imobilismo.
"O protagonismo corajoso e perseverante das comunidades quilombolas levou à elaboração de uma base legal que legitima seus direitos e à implementação de políticas públicas afirmativas que, mesmo insuficientes, são um passo indispensável para que lhes seja feita justiça", disse a carta.
Os participantes do encontro, saídos da Bahia, Minas Gerais, Pará, Goiás e outros, discutiram questões como a importância do território para as comunidades tradicionais, políticas públicas e governamentais para o povo quilombola e para trocar experiências de luta, dificuldades e resistência. Em um debate para entender, com as exposições, um pouco mais da cultura e da identidade quilombola.
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
Oficina - Trabalho Escravo
Nos dias 27 e 28-11-2007 acontecera no Auditório da DRT- PI o encontro para elaboração do Plano Estadual de Combate ao Trabalho Escravo e os Desafios para o próximo Treênio.
Programação: 27-11
Apresentação dos participantes
O que é trabalho escravo para nós?
Diálogos com Frei Xavier - CPT Nacional e Anfrisio-FTAG - PI
Dabate e sintese.
Almoço
Grupos de leitura e discussão do Plano Estadual de Combate ao Trabalho Escravo para identeificação de Direitos.
Fechamento do dia
28-11
Apresentação da sintese do dia anterior
Definição das prioridades
Encerramento.
Programação: 27-11
Apresentação dos participantes
O que é trabalho escravo para nós?
Diálogos com Frei Xavier - CPT Nacional e Anfrisio-FTAG - PI
Dabate e sintese.
Almoço
Grupos de leitura e discussão do Plano Estadual de Combate ao Trabalho Escravo para identeificação de Direitos.
Fechamento do dia
28-11
Apresentação da sintese do dia anterior
Definição das prioridades
Encerramento.
sexta-feira, 9 de novembro de 2007
VOZ DA MÃE TERRA
VOZ DA MÃE TERRA (poema de Lúcia Silva, adaptado)
Estou cercada
Estou marcada
Estou presa e não posso mais
Nas mãos de poucos que são tiranos
Que não repartem em porções iguais
Eu a mãe terra de que falas
Eu gero a vida e tudo mais:
Trago comigo o grande grito
A dor que sinto já é demais
Sou mãe do índio
Sou mãe do negro
Sou mãe do branco e quero paz.
Sou a mãe terra e gero a Vida e tudo mais...
Eu sou amada, sou desejada,
Por meus filhos
Por minhas filhas
Pelas plantas e os animais
Escute o apelo, ouça o meu grito
“Ouvi o clamor do meu povo no cerrado”
Com a irmã água sou fonte de Vida
Quero ser livre e gerar mais!
Estou cercada
Estou marcada
Estou presa e não posso mais
Nas mãos de poucos que são tiranos
Que não repartem em porções iguais
Eu sou amada, sou desejada,
Por meus filhos
Por minhas filhas
Pelas plantas e os animais
Sou a mãe terra, e com a irmã água eu gero a Vida e tudo mais...
Estou cercada
Estou marcada
Estou presa e não posso mais
Nas mãos de poucos que são tiranos
Que não repartem em porções iguais
Eu a mãe terra de que falas
Eu gero a vida e tudo mais:
Trago comigo o grande grito
A dor que sinto já é demais
Sou mãe do índio
Sou mãe do negro
Sou mãe do branco e quero paz.
Sou a mãe terra e gero a Vida e tudo mais...
Eu sou amada, sou desejada,
Por meus filhos
Por minhas filhas
Pelas plantas e os animais
Escute o apelo, ouça o meu grito
“Ouvi o clamor do meu povo no cerrado”
Com a irmã água sou fonte de Vida
Quero ser livre e gerar mais!
Estou cercada
Estou marcada
Estou presa e não posso mais
Nas mãos de poucos que são tiranos
Que não repartem em porções iguais
Eu sou amada, sou desejada,
Por meus filhos
Por minhas filhas
Pelas plantas e os animais
Sou a mãe terra, e com a irmã água eu gero a Vida e tudo mais...
Bênção de envio as romeiras e romeiros
Sem ter regado a terra tornando-a fecunda e fazendo-a germinar
Dando semente ao semeador e pão a quem tem fome,
Tal ocorre com a experiência vivida nesta 10ª Romaria da terra e da Água!
Regada pela palavra de Deus e da Vida
Ela germina da terra e não retorna sem produzir frutos.
A terra se abre e produz a salvação e faz brotar a justiça para os povos do cerrado!
Queridos Romeiros e Romeiras
Que o Deus da Vida e da Libertação, os abençoe
no caminho de volta para suas casas e comunidades
e continue conduzindo os passos de vocês
rumo a terra prometida hoje e sempre; Amém!
Que o Deus de Jesus Cristo, os abençoe no caminho da paz,
Que o Deus de Jesus Cristo, os abençoe no caminho da paz,
da justiça e da solidariedade com a esperança incansável
de que na luta dos pequenos o projeto do Reino se faz semente; Amém!
Que o Deus Espírito Santo, os abençoe com a coragem ousada
Que o Deus Espírito Santo, os abençoe com a coragem ousada
dos profetas e profetizas que ontem e hoje
acreditam e confiam na força libertadora dos
pequenos que com fé se põem em Romaria para
afirmar com toda a força do teu ser que a Terra
e a Água são fontes de Vida! Amém!
A Benção de Deus Trindade, Pai, Filho
A Benção de Deus Trindade, Pai, Filho
e Espírito Santo desça sobre vocês como
tenda que abriga; água, pão e o vinho que alimenta e
mata a sede; Luz e fogo que aquece e ilumina;
Terra que germina e produz frutos de Vida! Amém!
Vá na benção e abençoado e abençoada seja benção para o irmão e a irmã que encontrares no caminho, que contigo acredita e assume a causa da Vida e da libertação! Amém!
Vá na benção e abençoado e abençoada seja benção para o irmão e a irmã que encontrares no caminho, que contigo acredita e assume a causa da Vida e da libertação! Amém!
Carta da Romaria.
10ª Romaria da Terra e da Água do Piauí.
TERRA É FONTE DE VIDA
“Eu Ouvi O Clamor do Meu povo” no Cerrado.
De Uruçuí ecoa o grito dos povos do Cerrado
“A terra geme e seus filhos desfalecem;...
até os peixes do mar estão desaparecendo.” (Os 4,3).
“Olhei as montanhas: elas tremiam, e todas as colinas se abalavam”.(Jr 4,24).
O clamor do Cerrado:
O bioma do cerrado, a caixa d’água brasileira, no qual o cerrado piauiense é o 4º mais importante do Brasil, com uma área de 11.856.866 (onze milhões oitocentos e cinqüenta e seis mil, oitocentos e sessenta e seis hectares), o que corresponde a cerca de 34% do estado. Aproximadamente 10% desse ecossistema está sendo ocupado e utilizado com projetos agropecuários.
TERRA É FONTE DE VIDA
“Eu Ouvi O Clamor do Meu povo” no Cerrado.
De Uruçuí ecoa o grito dos povos do Cerrado
“A terra geme e seus filhos desfalecem;...
até os peixes do mar estão desaparecendo.” (Os 4,3).
“Olhei as montanhas: elas tremiam, e todas as colinas se abalavam”.(Jr 4,24).
O clamor do Cerrado:
O bioma do cerrado, a caixa d’água brasileira, no qual o cerrado piauiense é o 4º mais importante do Brasil, com uma área de 11.856.866 (onze milhões oitocentos e cinqüenta e seis mil, oitocentos e sessenta e seis hectares), o que corresponde a cerca de 34% do estado. Aproximadamente 10% desse ecossistema está sendo ocupado e utilizado com projetos agropecuários.
A monocultura da soja, a substituição da cobertura vegetal nativa pela monocultura do eucalipto e a produção de carvão e lenha representam as principais atividades degradadoras do Cerrado piauiense. Se este processo não for interrompido, em menos de 30 anos já não existirá mais o cerrado e conseqüentemente será transformado em áreas desertificada.
Dentre as inúmeras ameaças ao bioma cerrado estão: a expansão da agricultura e da pecuária; a monocultura intensiva de grãos e a pecuária extensiva de baixa tecnologia; o uso de técnicas inadequadas de aproveitamento intensivo dos solos com o uso intensivo de maquinas equipamentos agrícolas; a utilização abusiva de agrotóxicos e fertilizantes; a ocupação desordenada, onde a área desmatada é duas vezes superior a área cultivada; a grilagem de terra;
Agronegócio E A Agricultura Familiar: Dois Pesos Duas Medidas
As pequenas propriedades, até 200 hectares, são responsáveis por 85% da produção de bananas; 78% do feijão; 60% do mamão; 92% da mandioca; 55% do milho; 76% do tomate; 72% do leite; 44% do arroz; enquanto que O Agronegócio produz para o mercado mundial. Produz para quem paga mais, sem se preocupar com a segurança alimentar.
No ano agrícola 2005/2006, o agronegócio recebeu 50 bilhões de reais, enquanto a agricultura familiar recebeu apenas 7 bilhões de reais, ou seja, os agricultores e agricultoras familiares que são muitos e muitas recebem muito pouco e produzem muito e os fazendeiros que são poucos recebem muito e produzem menos.
O Clamor dos Povos do Cerrado
Imersos neste degradante cenário de destruição do bioma do cerrado, onde o agronegócio busca ocultar o caráter concentrador e predador do latifúndio, do capital estrangeiro em nome de uma a produtividade voltada para atender os interesses do capitalismo neoliberal e os interesses da elite econômica e política do estado, os povos do cerrado clamam e propõe:
1. O Fim do Agronegócio, do Trabalho escravo e da degradação ambiental;
2. A criação de programas governamentais de conservação dos recursos naturais;
3. Créditos para a Agricultura familiar diversificada;
4. A Criação de reservas extrativistas nas áreas de populações tradicionais do cerrado e caatinga;
5. Punição para os responsáveis pelo trabalho escravo nas carvoarias e fazendas;
6. Programas de segurança alimentar que potencialize a agricultura familiar;
7. Fortalecimento e ampliação das redes de economia solidária da produção agrícola familiar;
8. Agilidade nos processos de desapropriação para fins de Reforma agrária e da regularização fundiária voltada para os agricultores/as familiares e camponeses/as.
9. Fiscalização do IBAMA em todas as áreas em que os Biomas vem sendo destruídos;
10. Desenvolver programas educacionais voltados para a cultura e políticas de convivência no cerrado, incluindo como disciplina curricular nas escolas públicas;
11. A execução do Programa Nacional de Conservação de uso sustentável do Bioma do Cerrado;
12. Auditoria nos processos de assentamentos através do crédito fundiário;
Somos Romeiros e Romeiras de fé e esperança:
Somos romeiros e romeiras, homens e mulheres do campo e da cidade, caminhamos com um só desejo, de proclamar que terra e as águas são sagradas. A vida da natureza, do cerrado e particularmente dos povos do cerrado, deve estar em primeiro lugar. Queremos construir o projeto de Jesus Cristo:“vida em abundância para todos, todas e tudo”. (cf. Jo 10,10).
A VIDA se manifesta no chão piauiense de múltiplas culturas e de biodiversidades, contrapõe com o sistema neoliberal e nos atribui a missão de promover a dignidade humana e a ecologia. O lucro, em detrimento da pessoa humana, submete os filhos e filhas de Deus a situações de exploração e marginalização. Os pobres e a natureza, em todos os lugares, são excluídos dos projetos de desenvolvimento implementados pelos governantes que agem a serviço da acumulação do capital das grandes empresas e corporações transnacionais. A “vida em semente”, em todo canto, nos impulsiona à ruptura com as estruturas capitalistas. A mãe terra, seus filhos e filhas e a irmã água clamam pela construção de uma sociedade sustentável.
A Reforma Agrária se faz necessária como caminho rumo à justiça social e à preservação ambiental. A concentração de terras, muitas dessas terras públicas e griladas, apropriadas pelos latifundiários e pelo agronegócio, de forma violenta e criminosa, provocaram a destruição da natureza, dádiva divina.
Agronegócio E A Agricultura Familiar: Dois Pesos Duas Medidas
As pequenas propriedades, até 200 hectares, são responsáveis por 85% da produção de bananas; 78% do feijão; 60% do mamão; 92% da mandioca; 55% do milho; 76% do tomate; 72% do leite; 44% do arroz; enquanto que O Agronegócio produz para o mercado mundial. Produz para quem paga mais, sem se preocupar com a segurança alimentar.
No ano agrícola 2005/2006, o agronegócio recebeu 50 bilhões de reais, enquanto a agricultura familiar recebeu apenas 7 bilhões de reais, ou seja, os agricultores e agricultoras familiares que são muitos e muitas recebem muito pouco e produzem muito e os fazendeiros que são poucos recebem muito e produzem menos.
O Clamor dos Povos do Cerrado
Imersos neste degradante cenário de destruição do bioma do cerrado, onde o agronegócio busca ocultar o caráter concentrador e predador do latifúndio, do capital estrangeiro em nome de uma a produtividade voltada para atender os interesses do capitalismo neoliberal e os interesses da elite econômica e política do estado, os povos do cerrado clamam e propõe:
1. O Fim do Agronegócio, do Trabalho escravo e da degradação ambiental;
2. A criação de programas governamentais de conservação dos recursos naturais;
3. Créditos para a Agricultura familiar diversificada;
4. A Criação de reservas extrativistas nas áreas de populações tradicionais do cerrado e caatinga;
5. Punição para os responsáveis pelo trabalho escravo nas carvoarias e fazendas;
6. Programas de segurança alimentar que potencialize a agricultura familiar;
7. Fortalecimento e ampliação das redes de economia solidária da produção agrícola familiar;
8. Agilidade nos processos de desapropriação para fins de Reforma agrária e da regularização fundiária voltada para os agricultores/as familiares e camponeses/as.
9. Fiscalização do IBAMA em todas as áreas em que os Biomas vem sendo destruídos;
10. Desenvolver programas educacionais voltados para a cultura e políticas de convivência no cerrado, incluindo como disciplina curricular nas escolas públicas;
11. A execução do Programa Nacional de Conservação de uso sustentável do Bioma do Cerrado;
12. Auditoria nos processos de assentamentos através do crédito fundiário;
Somos Romeiros e Romeiras de fé e esperança:
Somos romeiros e romeiras, homens e mulheres do campo e da cidade, caminhamos com um só desejo, de proclamar que terra e as águas são sagradas. A vida da natureza, do cerrado e particularmente dos povos do cerrado, deve estar em primeiro lugar. Queremos construir o projeto de Jesus Cristo:“vida em abundância para todos, todas e tudo”. (cf. Jo 10,10).
A VIDA se manifesta no chão piauiense de múltiplas culturas e de biodiversidades, contrapõe com o sistema neoliberal e nos atribui a missão de promover a dignidade humana e a ecologia. O lucro, em detrimento da pessoa humana, submete os filhos e filhas de Deus a situações de exploração e marginalização. Os pobres e a natureza, em todos os lugares, são excluídos dos projetos de desenvolvimento implementados pelos governantes que agem a serviço da acumulação do capital das grandes empresas e corporações transnacionais. A “vida em semente”, em todo canto, nos impulsiona à ruptura com as estruturas capitalistas. A mãe terra, seus filhos e filhas e a irmã água clamam pela construção de uma sociedade sustentável.
A Reforma Agrária se faz necessária como caminho rumo à justiça social e à preservação ambiental. A concentração de terras, muitas dessas terras públicas e griladas, apropriadas pelos latifundiários e pelo agronegócio, de forma violenta e criminosa, provocaram a destruição da natureza, dádiva divina.
Nossa fé e esperança: “O Deus da vida enxugará toda lágrima dos nossos olhos, pois nunca mais haverá morte, nem luto, nem grito, nem dor. Sim! As coisas antigas desapareceram!” (Ap 21,4). Anunciamos que a luz e a força de Deus brilham em nós, as comunidades se recriam, onde são estabelecidas novas relações entre as pessoas e a natureza, onde emergem e se fortalecem as organizações e lutas populares no campo e na cidade.
Por esta razão é que caminhamos em romaria, na esperança de chegar a terra prometida, carregamos na mochila e no coração a esperança de que um dia no campo e na cidade, todos e todas terão terra, água e pão, terão acesso às políticas públicas de saúde, moradia, educação, lazer, assistência social e soberania alimentar. Eis a glória de Deus brilhando e caminhando conosco! Sigamos firmes romeiros e romeiras, fiéis ao projeto de Jesus Cristo libertador, em irmandade com os e as mártires da caminhada, façamos desta 10ª romaria da Terra e da água o grito firme e profético de que a terra e a água são fontes de vida e precisa ser respeitada, preservada, cuidada e repartida!
Objetivos da 10ª Romaria
OBJETIVOS
1. Ser instrumento de motivação, sensibilização, conscientização e articulação das
forças vivas da igreja e da sociedade, no campo e na cidade
2. Contribuir na educação política, na formação da cidadania, da consciência crítica
sobre a realidade e a necessidade de se lutar pela terra e pela água no Piauí.
3. Ser espaço de profecia: de denuncia e de anúncio sobre a situação dos cerrados piauienses.
4. Celebrar com fé, cultura e arte a caminhada das comunidades, fortalecendo o compromisso, a esperança e o sonho de conquista da “terra sem males”: onde haja “água no copo” e “pão no prato” de todas as pessoas.
5. Apresentar, apoiar e incentivar propostas concretas de políticas públicas que contribua e resolva de vez as problemáticas da fome e da sede e os conflitos de terra e de água no Piauí.
Eis o grito profético da 10ª Romaria da Terra: de anunciar o projeto de Deus, que é vida em abundancia para todos, e denunciar o que é contrário a este projeto, procurando recuperar este santuário, tornando a terra lugar sagrado, onde todos se sintam felizes e possam viver dignamente.
“Eu ouvi o clamor do meu povo” no Cerrado. Este é o lema da 10° Romaria da Terra e da Água do Piauí. Mostrando, de um lado, que o povo dos Cerrados clama em busca da preservação e valorização do seu espaço de vida; de outro, que Deus escuta a voz do seu povo, vem ao seu encontro e caminha junto em busca da libertação e da terra prometida.
1. Ser instrumento de motivação, sensibilização, conscientização e articulação das
forças vivas da igreja e da sociedade, no campo e na cidade
2. Contribuir na educação política, na formação da cidadania, da consciência crítica
sobre a realidade e a necessidade de se lutar pela terra e pela água no Piauí.
3. Ser espaço de profecia: de denuncia e de anúncio sobre a situação dos cerrados piauienses.
4. Celebrar com fé, cultura e arte a caminhada das comunidades, fortalecendo o compromisso, a esperança e o sonho de conquista da “terra sem males”: onde haja “água no copo” e “pão no prato” de todas as pessoas.
5. Apresentar, apoiar e incentivar propostas concretas de políticas públicas que contribua e resolva de vez as problemáticas da fome e da sede e os conflitos de terra e de água no Piauí.
Eis o grito profético da 10ª Romaria da Terra: de anunciar o projeto de Deus, que é vida em abundancia para todos, e denunciar o que é contrário a este projeto, procurando recuperar este santuário, tornando a terra lugar sagrado, onde todos se sintam felizes e possam viver dignamente.
“Eu ouvi o clamor do meu povo” no Cerrado. Este é o lema da 10° Romaria da Terra e da Água do Piauí. Mostrando, de um lado, que o povo dos Cerrados clama em busca da preservação e valorização do seu espaço de vida; de outro, que Deus escuta a voz do seu povo, vem ao seu encontro e caminha junto em busca da libertação e da terra prometida.
História das romarias no Piauí
A Romaria da Terra e da Água já faz parte da história da Igreja no Piauí. São dezoito anos de caminhada do povo de Deus, rumo a terra e água prometida.
As Romarias da Terra e da Água do Piauí passaram a ser contadas a partir de 1988. Antes elas aconteciam como atividades diocesanas. Eis as nove romarias já realizadas no Estado, com seus respectivos temas e locais onde aconteceram:
Primeira: Tema: “Terra, água, justiça, clamor dos pobres”.
Local: Oeiras
Data: 09 de outubro de 1988.
Segunda: Tema: “Terra para plantar, terra para morar”.
Local: Teresina
Data: 02 de setembro de 1989.
Terceira: Tema: “Terra, água, trabalho, dons de Deus, direitos de todos”.
Local: São Raimundo Nonato
Data: 26 de outubro de 1991.
Quarta: Tema: “Repartir a terra e partilhar a vida”.
Local; Barras.
Data: 11 de setembro de 1993.
Quinta: Tema: “Conquistar a terra e construir a cidadania”.
Local: Bom Jesus do Gurguéia
Data: 29 e 30 de julho de 1995.
Sexta: Tema: “Terra concentrada, Vida encarcerada”.
Local: Esperantina
Data: 18 e 19 de outubro de 1997.
Sétima: Tema: “Terra repartida, Canteiro de vida”.
Local: Picos
Data: 25 e 26 de setembro de 1999.
Oitava: Tema: “Terra e Água; Nossa Morada, Nossa Vida”.
Local: União
Data: 27 e 28 de julho de 2002.
Nona: Tema: “Terra e Água, Fontes de Vida”.
Local: São Raimundo Nonato
Data: 31 de julho e 01 agosto de 2004.
Décima: Tema: “Terra é Fonte de Vida”
Lema: “Eu ouvi o clamor do meu povo” no Cerrado.
Local: Uruçuí, diocese Oeiras-Floriano.
Data: 20 e 21 de outubro de 2007.
As Romarias da Terra e da Água do Piauí passaram a ser contadas a partir de 1988. Antes elas aconteciam como atividades diocesanas. Eis as nove romarias já realizadas no Estado, com seus respectivos temas e locais onde aconteceram:
Primeira: Tema: “Terra, água, justiça, clamor dos pobres”.
Local: Oeiras
Data: 09 de outubro de 1988.
Segunda: Tema: “Terra para plantar, terra para morar”.
Local: Teresina
Data: 02 de setembro de 1989.
Terceira: Tema: “Terra, água, trabalho, dons de Deus, direitos de todos”.
Local: São Raimundo Nonato
Data: 26 de outubro de 1991.
Quarta: Tema: “Repartir a terra e partilhar a vida”.
Local; Barras.
Data: 11 de setembro de 1993.
Quinta: Tema: “Conquistar a terra e construir a cidadania”.
Local: Bom Jesus do Gurguéia
Data: 29 e 30 de julho de 1995.
Sexta: Tema: “Terra concentrada, Vida encarcerada”.
Local: Esperantina
Data: 18 e 19 de outubro de 1997.
Sétima: Tema: “Terra repartida, Canteiro de vida”.
Local: Picos
Data: 25 e 26 de setembro de 1999.
Oitava: Tema: “Terra e Água; Nossa Morada, Nossa Vida”.
Local: União
Data: 27 e 28 de julho de 2002.
Nona: Tema: “Terra e Água, Fontes de Vida”.
Local: São Raimundo Nonato
Data: 31 de julho e 01 agosto de 2004.
Décima: Tema: “Terra é Fonte de Vida”
Lema: “Eu ouvi o clamor do meu povo” no Cerrado.
Local: Uruçuí, diocese Oeiras-Floriano.
Data: 20 e 21 de outubro de 2007.
Romaria da Terra em Uruçuí 20 e 21-10-2007
Acolhida dos Romeiros e Romeiras que vão chegando em caminhada.
Terra e Água são fontes de Vida! Está é a convicção que nos trouxe aqui em uruçuí nesta X Romaria da terra e da água. A terra é um organismo vivo, seu sangue é a água. A água é a fonte da vida em todas as suas formas, vegetal, animal e humana. Hoje cresce a consciência de que ou defendemos o planeta e seus recursos naturais ou pereceremos junto com ele. Daí nossa luta no combate à contaminação das águas, à devastação da natureza e do cerrado por um lado, e o cuidado, o respeito ao equilíbrio ecológico e à preservação dos ecossistemas, por outro.
C.2 Entender a água como sangue da terra, e de todas as formas de vida, é opor-se à lógica do sistema capitalista neoliberal, que a vê unicamente como um bem a ser mercantilizado. A biodiversidade privilegia uma abordagem sistêmica, no sentido de que cada ser vivo é interdependente dos demais. Todos os seres vivos – humano, animal ou vegetal – interagem organicamente. Tudo o que prejudica um, tem conseqüências nocivas para os outros. E inversamente, defender determinada forma de vida é defender a vida no seu conjunto. O planeta inteiro é um grande ser vivo, em que os diversos ecossistemas necessitam uns dos outros para permanecerem igualmente vivos. Portanto defender e preservar a Vida no cerrado é defender e preservar a Vida do planeta.
C1. “Eu Ouvi o clamor do meu povo” no Cerrado, lema que nos dá a certeza de que esta romaria conta com a presença Libertadora de Deus entre nós. O mesmo Deus que viu o sofrimento, ouviu o clamor e desceu para libertar o povo no Egito, também vê nossa dor e sofrimento, ouve o nosso Clamor, no cerrado, caminha e luta com a gente na busca de terra, água, pão, justiça e Liberdade para todos e todas.
Estamos aqui diante da mesa Eucarística para celebrar a História de Deus na História da gente. Na história das tribos primeiras, raiz Ameríndia do povo da terra; da Terra sem Males, dos males da terra. Na História de luta e resistência dos pobres da terra e do cerrado, história de sangue e suor, sofrimento e esperança, permeada de conquistas e martírios; História teimosa de tanta bravura, vencendo os impérios do lucro e da morte. Na História de Deus feito gente na história. Na história da gente tornando-se Deus, na única História da terra e do céu. ( cf. Dom Pedro Casaldaliga , São Félix do Araguaia - MT).
De todos os cantos viemos para louvar o Senhor, Pai de Eterna bondade, Deus vivo e libertador, acolhemos os representantes de nossas dioceses, que com as cores que nos identificam como igreja povo de Deus, no Piauí, trazem a terra e o baner com o tema e o Lema desta X Romaria da terra e da água, bem como os celebrantes.
Romaria da Terra em Uruçuí 20 e 21-10-2007
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