quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Oficina sobre prestação de contas.

No dia 26 de julho de 2010 o grupo de mulheres de Todos os Santos estiveram reunidas para mais uma capacitação na linha de prestação de contas.
No primeiro momento o grupo estudou o texto de Ruth, onde elas partilharam o estudo feito em pequenos grupos, o que mais chama a atenção e o que este texto tem haver com a organização do grupo.
Destacam como significativo, a organização das duas mulheres, Ruth e a sogra Noemi, seu papel na comunidade e a entre ajuda delas.
Logo em seguida foi retomado a prestação de contas do grupo, e os passos para uma boa organziação finaceira, como preencher o livro caixa, os recibos, a grande responsabilidade das mulheres que são responsáveis pelo dinherio do coletivo.
Após a atividade, o grupo foi visitar uma companheria do grupo que esta afastada por motivo de doença.




segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Frente Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo exige compromisso de candidatos

Frente Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo quer compromisso de candidatos
A Frente Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo elaborou uma carta-compromisso que será apresentada aos candidatos a governador de todos os estados e aos candidatos à Presidência da República. O movimento, do qual participa Repórter Brasil, a Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho (Anamatra), a Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho, a Organização Internacional do Trabalho (OIT), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Comissão Pastoral da Terra (CPT) e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), quer obter um compromisso público dos concorrentes aos cargos executivos de que irão combater a prática.

Segundo a entidade, em Minas Gerais, as ações de fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego subiu entre 2008 e 2009 de 229 para 421 pessoas, isto apesar de o número de ocorrências (fazendas fiscalizadas) ter diminuído de 13 para 7. De acordo com a Frente Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo, a explicação está associada à expansão da atividade sucroalcooleira no estado, que emprega bastante mão-de-obra - enquanto a pecuária é a atividade que lidera o ranking do trabalho escravo em número de fazendas flagradas, o setor sucroalcooleiro é o triste campeão quando o critério é a quantidade de trabalhadores libertados.

Ao incluir o tema na agenda dos candidatos, a entidade procura envolver e mobilizar a sociedade para a aprovação da proposta de emenda constitucional 438/2001, que tramita na Câmara dos Deputados, e prevê o confisco de imóveis nos quais for encontrado trabalho escravo.


A iniciativa é boa. Resta saber qual candidato terá coragem de não aderir à carta compromisso e, sobretudo, que garantia darão de cumprir o compromisso, caso eleitos.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Oficina sobre Agroecologia - Monsenhor Gil

"Terra é fonte de vida, riqueza dos filhos e fialhas amadas, amados."
Nos dias 13 e 14.07.2010 foi realizado no Assentamento Nova Conquista, município de Monsenhor Giol, mais uma oficina sobre Agroecologia, com o objetivo de qualificar os trabalhadores e trabalhadoras para o cuidado com a terra, o manejo e plantio de suas produções.
A oficina proporcionou um maior contato com a natureza e tudo o que nela contém, na certeza de cada vez mais cuidar e defender a vida, sem destruir a mãe terra.

Encontro sobre direitos - São Raimundo Nonato.

“Nossos direitos vem,
Nossos direitos vem.
Se não vier nossos direitos o
Brasil perde também.”


No dia 24.07.2010 aconteceu em Lagoinha das Pedras, SRN uma oficina sobre Direitos básicos. O encontro contribuiu para que cada uma, um tivesse a oportunidade de conhecer e saber que cada pessoa é sujeito de direitos.

A garantia dos direitos, nos faz refletir, que de forma democrática podemos ter uma participação livre e igualitária; podemos sim, construir uma sociedade em que todos e todas exerçam sua cidadania.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Oficina sobre relações sociais de Gênero e Violência.

Viver sem violência é um direito das mulheres.


No dia 24.07.2010 aconteceu na comunidade do Boi Morto, SRN uma oficina sobre relações sociais de Gênero e violência.
Estavam presentes 18 mulheres.
Num clima de muita animação pelo reencontro do grupo, as mulheres armaram a tenda de baixo de uma linda árvore que proporcionava um clima agradável e uma paisagem peculiar.
Com uma dinâmica de apresentação e integração, Maria José, articuladora da CPT na Diocese fez a abertura do encontro, colocando o objetivo da atividade e a organização do dia.
Rose deu continuidade, trabalhando a temática.
Foi um encontro com muita partilha de vida, troca de saberes e aprendizagem.

Dinanica de acolhida e integração.
"Vem vamos em bora
que esperar não é saber
quem sabe faz a hora
não espera acontecer"

terça-feira, 20 de julho de 2010

Baixo assinado pelo limite da terra

Olá pessoal, vamos entrar nesta corrente, vamos assinar o abaixo assindo pelo limite da terra, é um compromisso nosso.

http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/6322

quarta-feira, 14 de julho de 2010

terça-feira, 6 de julho de 2010

Governo divulga atualização da "lista suja" do trabalho escravo

Promovida pelo Ministério do Trabalho e Emprego, a atualização semestral incorporou seis casos primários, dois reincidentes e uma reinclusão após a perda de efetividade da liminar judicial. Ao todo, 14 nomes saíram da relação definitivamente por terem quitado suas pendências com o governo

Por Bianca Pyl*

Atualizada nesta sexta feira (2), o cadastro de empregadores flagrados com mão-de-obra escrava do governo federal, que ficou conhecido como a "lista suja", passa a contar com oito novos nomes e uma reinclusão. Entre eles, um empreendimento agropecuário do grupo empresarial cearense Edson Queiroz e a Construtora Almeida Sousa, de Teresina (PI).

Promovida pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a atualização semestral incorporou seis casos primários, dois reincidentes e uma reinclusão após a perda de efetividade da liminar judicial que mantinha o empregador fora da "lista suja". Ao todo, 14 nomes saíram da relação definitivamente por terem quitado suas pendências com o MTE e não reincidido no crime. O empregador Ronaldo Machado Correia Junior ME foi excluído por decisão judicial (liminar).

A inclusão de pessoas físicas e jurídicas na "lista suja" ocorre após a conclusão de um processo administrativo gerado a partir das autuações dos fiscais do trabalho em uma operação de libertação. Esse processo prevê o direito de defesa dos empregadores que, após inseridos, permanecem por, pelo menos, dois anos na relação - período durante o qual serão monitorados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Se não voltarem a cometer o crime e quitarem as pendências com o governo federal, serão retirado após esse prazo. Caso contrário, permanecem. A "lista suja" é considerada pela Comissão Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo como um dos mais importantes instrumentos de combate a essa violação dos direitos humanos.

Quem compõe a lista não pode acessar empréstimos em bancos públicos desde 2003 e ainda passa a sofrer restrições comerciais das empresas signatárias do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo, que representam cerca de 20% do Produto Interno Bruto brasileiro.

Reincidentes e primários
Dono da Universidade de Fortaleza (Unifor) e controlador de empresas em diversos ramos de atividade, como distribuição de gás, mineração, produção de mel, envasamento de água mineral (marcas Indaiá e Minalba), reflorestamento, piscicultura, processamento de carnes (Multicarnes) e exportação de eletrodomésticos para mais de 50 países, o grupo cearense Edson Queiroz teve sua empresa, a Esperança Agropecuária e Indústria Ltda, inserida na "lista suja" por conta de uma fiscalização realizada na fazenda Serra Negra, localizada em Aroazes (PI), em novembro de 2007. Na ocasião foram encontrados oito trabalhadores em situação análoga à de escravos. Os fiscais lavraram 12 autos de infração e os valores das verbas rescisórias totalizaram mais de R$18 mil.

Esta é a segunda vez que uma empresa da Edson Queiroz - que também detém veículos de comunicação, como rádios (Rádio Verdes Mares e Rádio Recife), canais de televisão (TV Verdes Mares e TV Diário), jornal impresso (Diário do Nordeste) e site (Portal Verdes Mares) - é inserida na "lista suja". Na primeira publicação do cadastro, em novembro de 2003, constava a Florestal Maracaçumé Ltda, que pertence do grupo. À época, a inserção na lista ocorreu em decorrência da libertação de 86 trabalhadores submetidos à situação semelhante à escravidão, em 1999, na fazenda Entre Rios, localizada em Maracaçumé (MA).

Outro reincidente na "lista suja" é Wagner Furiati Nabarrete. Pela segunda vez, a fazenda Poção Bonito, em Ponte Alta do Bom Jesus (TO), foi palco de libertação de empregados submetidos ao trabalho escravo. Em maio de 2007, fiscais libertaram 11 trabalhadores. Na ocasião, o empregador pagou mais de R$ 10 mil em verbas rescisórias às vítimas. O empregador constou no cadastro de dezembro de 2006 até julho 2009. A primeira inclusão ocorreu porque o empregador escravizou três pessoas. Agora, finalizado o processo administrativo referente à nova libertação, ele é novamente inserido. A propriedade é de criação de bovinos para corte e produção de carvão vegetal.

O empregador Alberto de Deus Guerra teve seu nome inserido por conta de fiscalização realizada em novembro de 2007 pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Tocantins (SRTE/TO) na fazenda Grotão, em Colinas do Tocantins (TO). Os fiscais libertaram quatro trabalhadores de condições análogas à de escravos. Foram lavrados 18 autos de infração e as verbas rescisórias totalizaram mais de R$ 10 mil.

A SRTE/TO também libertou 12 pessoas na fazenda Jaqueline III (Carvão Vegetal Estrela do Davi), que pertence a Dário de Queiroz Teixeira, incluído nesta atualização da "lista suja". A fiscalização aconteceu em outubro de 2007, no município de São Bento (TO). Foram lavrados 13 autos de infração, e o empregador pagou quase R$ 11 mil em verbas rescisórias.

O fazendeiro Waldir Batista Rios, por sua vez, entrou na "lista suja" em função da fiscalização realizada pelo Grupo Móvel de Fiscalização e Combate ao Trabalho Escravo que libertou 27 pessoas de trabalho análogo ao de escravos na fazenda Três Irmãos, pertencente a Waldir. A propriedade fica em Recursolândia (TO) e a ação aconteceu em julho de 2006. O empregador pagou quase R$ 60 mil em verbas rescisórias. Os fiscais lavraram 29 autos de infração.

A ação que resultou na inclusão de Lauro de Freitas Lemes, proprietário da fazenda Angico, em Campos Lindos (TO), ocorreu em outubro de 2007 e libertou nove trabalhadores de situação de escravidão. A SRTE/TO flagrou 13 pessoas submetidas a condições análogas a escravidão na fazenda Vista Alegre, que pertence à Francisco Tude de Melo Neto, também proprietário da Auto Viação Cruzeiro Ltda. A fazenda fica no município de Araguanã (TO).

A Construtora Almeida Sousa completa a lista dos que foram incluídos. Em outubro de 2007, 24 trabalhadores foram libertados em obras da construtora em Teresina (PI).

Por causa da suspensão de uma liminar, concedida em novembro do ano passado, que o retirou da "lista suja", Adolfo Rodrigues Borges teve seu nome reinserido no cadastro. Adolfo é proprietário da fazenda Dom Bosco, localizada em Aragominas (TO), onde foram libertados 28 trabalhadores, em novembro de 2005.

Quatorze empregadores saíram da "lista suja" após o cumprimento de dois anos no cadastro, o pagamento de todas as multas relativas aos autos de infração e a não reincidência no crime. São eles: Alaílson Ferreira de Carvalho, Almerindo Nolasco Neves, Antônio Evaldo Macedo, Carlos Gualberto Sales, Fernando César Zanotelli, Humberto Eustáquio de Queiroz, Indústria Ervateira Anzolin, Ipê - Agro Milho Industrial Ltda, João Antônio de Farias, José Carlos Batista da Silva, Nei Amâncio da Costa, Nelson Donadel, Rio Pratudão Agropecuária Ltda e Valdemar Rodrigues.

domingo, 4 de julho de 2010

Encontro do Conselho da CPT - Reigonal Piauí.

Nos dias 02 e 03 de julho de 2010 aconteceu na sede da CPT, Regional Piauí, mais um encontro do conselho, com a participação de todos os representantes das Dioceses.
O encontro foi marcado pela socialização dos trabalhos realizados no primeiro semestre, a avaliação dos mesmos, planejamento e adequação das atividades para o segundo semestre.
Foi um momento forte de celebração, fortalecimento da mística, partilha.
Com muita sabedoria a coordenação conduzio bem os trabalhos, contribuindo para o bom andamento das atividades.
No primeiro momento da manhã do dia primeiro, professor Fonsceca deu sua grande contribuição com uma analise de conjuntura social e política do momento, desafiando o grupo a retomar as esperanças, reafirmando o compromisso com as classes populares acreditando nas alternativas que os pequenos grupos vão gestando.


Cada Diocese foi apresentando seus trabalhos de uma forma criativa, com muita maturidade, o que contribuiu para que o encontro fosse leve, alegre, com muita responsabilidade e compromisso de todos os participante.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Trabalhadores eram escravos em obra "minha casa minha vida"

Vítimas, que tinham sua carteira de trabalho retida, denunciaram a situação após quatro meses sem receber salários em obra do programa habitacional
Por Bianca Pyl*
Financiada pela Caixa Econômica Federal com recursos do Fundo de Garantia Por Tempo de Serviço (FGTS), a obra do programa federal "Minha casa, minha vida" em Catalão (GO) poderia ser assunto apenas para boas notícias. Seria assim se 74 trabalhadores que prestavam serviços na construção das casas populares não tivessem sidos submetidos a condições análogas às de escravos.
As vítimas fizeram uma denúncia no Ministério Público do Trabalho (MPT) em Goiás e foram atendidas em caráter de emergência, de acordo com Antonio Carlos Cavalcante, procurador do Trabalho responsável pela ação.

A obra do programa "Minha casa, minha vida" custou mais de R$ 15 milhões
(Foto: MTP/GO)

Os empregados trabalhavam no canteiro de obras da empresa Copermil Construção Ltda, no loteamento Evelina Nour. De acordo com Antonio Carlos, a Prefeitura do Município de Catalão cedeu a área para a construção de casas populares do programa "Minha casa, minha vida" e foi responsável pela licitação que escolheu a construtora, com sede em Belo Horizonte (MG).
A empresa mineira, por sua vez, contratou a TJ Prestadora de Serviços de Jardinagem Ltda. "Trata-se de uma empresa de José da Silva Cunha, um ´gato´ conhecido na região por arregimentar empregados para o corte de cana-de-açúcar. Ele montou a empresa para poder prestar serviço na construção civil", explica o procurador do Trabalho.
José da Silva Cunha aliciou os trabalhadores em Correntina (BA), Valência (PI) e Itumbiara (GO) com promessas de bons salários, pagamento de horas extras e boas condições de trabalho. Quando os fiscais chegaram ao local, no final de março, os empregados estavam sem receber salários desde dezembro de 2009. "Os trabalhadores fizeram questão de mostrar os alojamentos e as condições em que estavam morando, porque tinham urgência de sair dali", relata Antonio Carlos.
Em entrevista à Repórter Brasil, Hudson Barcelos, engenheiro da obra, disse que a Copermil rescindiu o contrato com a TJ e que não sabia dos problemas da empresa. "Nós temos nossos próprios funcionários há muito tempo, só terceirizamos esse serviço. Não temos vínculo com esse tipo de comportamento. Só depois da fiscalização é que soubemos que essa empresa já tinha problemas na cana-de-açúcar", disse.
A Caixa Econômica Federal informou que "para efetuar a contratação, o banco procede a uma pesquisa na lista do Ministério do Trabalho e Emprego dos empregadores fiscalizados e incluídos como exploradores do trabalho escravo. A Caixa ressalta, também, que a construtora em questão cumpriu, à época, os requisitos exigidos e que o Ministério Público do Trabalho afastou a acusações contra a empresa referentes ao suposto trabalho escravo".
Série de irregularidades
Todas as Carteiras de Trabalho e da Previdência Social (CTPS) dos empregados estavam retidas com o empregador. Os documentos eram guardados fora de Catalão (GO), no município de Itumbiara (GO). O empregador alegou aos fiscais que o contador da empresa TJ era de lá. Os documentos foram apreendidos e o procurador do Trabalho constatou que não havia registros firmados.


Alguns trabalhadores não tinham sequer colchão e
dormiam direto em tábuas (Fotos: MPT/GO)

O empregador não fornecia água potável às vítimas, a água era retirada da torneira e consumida sem passar por qualquer processo de filtragem. Os alojamentos eram casas em situação precária, localizadas em cima de um posto de gasolina.

Outro alojamento constituía-se de uma casinha perto da frente de trabalho, sem luz elétrica. Em uma terceira casa, a situação era pior porque havia pessoas dormindo na varanda. As casas eram alugadas pelo dono da empresa TJ. A jornada de trabalho era exaustiva e não havia pagamento de horas extras.
Nas frentes de trabalho não havia instalações sanitárias disponíveis para os trabalhadores. O empregador também não fornecia água potável durante a execução dos serviços. "O que nós encontramos no canteiro nos chocou muito. Em Goiás as chuvas perduraram até março e os empregados trabalhavam com betoneiras, que não eram aterradas. Choques elétricos eram constantes", diz o procurador. Além disso, os buracos para passagem do esgoto já estavam sendo feitos e não havia sinalização no local. "Tivemos notícias de que um trabalhador caiu em uma das valas", conta.
Os empregados não utilizavam todos os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e a empresa TJ só havia fornecido botinas. Os outros equipamentos, como capacete, luvas e óculos, necessários para a execução dos serviços, não foram entregues aos empregados. "Nós apuramos que a Copermil entregou os EPIs para a TJ, porém a mesma não repassou aos trabalhadores", explica Antonio Carlos. Em relação aos salários, a situação era a mesma: a TJ não repassava os valores aos trabalhadores.

Empregador não fornecia equipamentos de proteção individual (EPI) às vítimas (Foto: MPT/GO)
A frente de trabalho ficou dez dias interditadas e, após a empresa regularizar a situação - incluir sinalização adequada, aterrar os equipamentos, instalar banheiros e fornecer água -, o local foi liberado. As obras devem ser finalizadas em agosto.
Após a fiscalização, a empresa Copermil pagou as verbas referentes à rescisão dos contratos dos trabalhadores e arcou com as despesas da viagem de volta para os municípios de origem das vítimas. O valor total foi de mais de R$ 105 mil. A Copermil assinou dois Termos de Ajustamento de Conduta (TAC): um referente ao compromisso de respeitar a legislação trabalhista no que tange à saúde e segurança do trabalho, e outro no qual se responsabiliza pelo pagamento das verbas rescisórias. Alguns empregados, moradores de Itumbiara (GO), optaram por permanecer no trabalho e foram contratados diretamente pela Copermil. "Eles estão alocados em alojamentos inspecionados por nós", acrescenta Antonio Carlos.
O Ministério Público do Trabalho ajuizou uma Ação Civil Pública na Vara do Trabalho de Catalão (GO) pedindo R$ 174 mil por dano moral coletivo, que será revertido para campanhas de combate ao trabalho escravo da sociedade civil. A audiência para decidir a ação está marcada para o próximo dia 30.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Encontro da Coordenação do Trabalho Escravo


Já se aproxima mais um encontro da coordenação do trabalho escravo, será nos dias 23 a 25 de junho, em Araguina, TO

Com o objetivo de socializar todo trabalho realizado no semestre.
São convidados a participar todos os agentes do projeto bem como um representante de cada Regional.

O encontro terá como pauta:
1. Notícias gerais e conjuntura do trabalho escravo, aproveitando o recente Encontro Nacional pela Erradicação do T.E
2. Andamento do programa da Campanha: devolução de informações com base no monitoramento dos 6 primeiros meses. Dúvidas, avanços, dificuldades, pontos a esclarecer ou retomar, tanto na metodologia quanto no conteúdo;
3. Socialização do trabalho, identificando as ações que possam reforçar a aprendizagem coletiva: concursos, oficinas, trabalhos na área jurídica, atuação das Coetrae, iniciativas relacionadas a grupos de risco, etc.
4. Informações sobre os programas de combate ao TE: da CNBB, da Repórter Brasil, do CDVDH
5. Tempo de formação mútua: a partir das demandas identificadas no primeiro dia; práticas e metodologias;
6. Experiência em andamento no MT (qualificação de egressos do T.E): contaremos com a presença da Rosa, da SRTE-MT, envolvida no programa.
7. Diversos a critério dos participantes
O encontro ampliado será precedido, durante o dia 23, das 10h às 17h, por uma reunião da Coordenação Executiva com a Rogenir (CRS) para dar sequência ao monitoramento do projeto, com base nas informações a receber das equipes até lá.

Desejamos a toda equipe um bom trabalho.

Pela CPT - Regional Piauí participarão Joana Lucia Feitosa e Francisco Alan dos Santos

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Plebiscito pelo Limite da Propriedade da Terra será lançado no Piauí


Entidades e movimentos sindicais e sociais do Piauí lançarão neste sábado (12), o Plebiscito Popular pelo Limite da Propriedade da Terra no Estado. Trata-se de uma mobilização nacional que acontecerá na semana da pátria, de 1 a 7 setembro. O lançamento será realizado dentro da Plenária Estadual de Organização para o plebiscito, que acontecerá durante todo o dia, no auditório do Sindicato dos Urbanitários, em Teresina.

O plebiscito é uma ação da campanha pelo Limite da Propriedade da Terra, criada em criada no ano 2000 pelo Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo (FNRA), e tem como diretriz a defesa da reforma agrária e da soberania territorial e alimentar. Em 2010, realiza a mobilização nacional em favor será feita com toda a população atavés do voto por meio do plesbiscito popular.

No Piauí, o Plebicito terá seu lançamento e organização realizados s neste sábado (12) durante a plenária estadual. O encontro deve reunir 60 participantes de todo o Piauí. Segundo explica Gregório Borges, integrante da coordenação da Comissão Pastoral da Terra Regional Piauí (CPT-PI), a plenária estadual é um momento agregador para fortalecer a defesa do direito a terra e a soberania alimentar: "Trata-se de uma convocação às diversas pastorais sociais da igreja, movimentos sindical e social ligados a causa dos trabalhadores e trabalhadoras do campo com o objetivo de garantir o direito à terra todos os brasileiros e brasileiras que dela tiram seu sustento", afirma.

Na Plenária, será definida a coordenação do Comitê Estadual do plesbiscito pelo limite da propriedade da terra e bem como formação e diretrizes de trabalho para organização da campanha popular nos diversos municípios do Estado.

O encontro contará com assessoria do advogado Paulo Machado, que fará palestra sobre a estrutura fundiária do Brasil e do Piauí e também com a participação do coordenador nacioanl da CPT, Padre Dirceu Luiz Fumagalli, que também integra a coordenação do Fórum Nacional pela Reforma Agrária.

Entidades como a Cáritas Piauí, CNBB, Pastoral do Migrante e sindicatos somam-se nesta mobilização. A exemplo das demais organizações, a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Piauí (Fetag-PI) participará do evento e, segundo informa a Secretária de Política Agrária e Meio Ambiente da entidade, Francisca Gilberta (Caçula), integrantes dos 15 pólos sindicais da entidade estão presente ao evento: "Estamos convocando os trabalhadores através de oficíos e reuniões dos sindicatos para ampla participação no plebicito", destaca.

Vale lembrar que o Plebiscito Popular pelo Limite da propriedade da Terra é uma proposta de gesto concreto de participação na Campanha da Fraternidade de 2010 que trata da economia a favor da vida. Além disso, no mesmo período, acontecerá o abaixo-assinado que será levado ao Congresso Nacional para que seja votada uma emenda constitucional que determine um limite ao tamanho das propriedades.

Magnus Regis


segunda-feira, 7 de junho de 2010

Assentamento Paulo Freire - Pio IX, Piauí

Aconteceu no dia 05 de junho de 2010 o primerio encontro sobre relações sociais de gênero no assentamento Paulo Freire, com a participação das trabalhadoras e trabalhodores.

Após a oficina foi realizada uma quadrilha e muitas brincadeiras de roda, puxadas pelas mulheres da Comunidade.






Frutos da terra trazidos pelas famílias, usadas no momento de mística.
Na partilha cada um, uma trouxe presente a importancia de estarem partilhando os frutos uma vez que estes foram colhidos na roça. "Agora podemos colher aquilo que é plantado por nós, antes plantavamos e colhiamos em terra alheia, agora colhemos os nossos frutos, frutos de nossa terra, tem outro sabor"
Muitas foram as expressões de gratidão pela conquista da terra e pela organização, resistência dos trabalhadores e trabalhadoras.


quarta-feira, 2 de junho de 2010

Processo de monitoramento de atividades primeiro semestre de 2010

Monitorar e avaliar é um processo continuo na caminhada da CPT nas microrregiões.
Com este objetivo as equipes iniciam neste mês de junho este processo de monitoramento das atividades que foram planejadas e realizadas no primeiro semestre de 2010.

O primeiro encontro acontece na Diocese de São Raimundo Nonato e Campo Maior nos dias 03 e 04 de junho, logo em seguida a microrregião de Parnaiba e Bom Jesus, nos dias 18 e 19, e para finalizar na semana seguinte as microrregiões de Teresina e Picos nos dias 25 e 26 de junho de 2010.

A CPT Regional marcará presença com a participação dos coordenadores e secretariado.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

III Congresso Nacional da CPT



Montes claros, em Minas gerais é palco nacional do III Congresso da CPT.


Entre os dias 17 e 21 de maio aconteceu o III Congresso Nacional da CPT em Montes Claros MG. Com o tema: No clamor dos povos da terra, a memória e a resistência em defesa da vida. Foi um grande momento de fortalecimento da mística que move a CPT. O Piauí levau à cidade mineira uma representação com 48 pessoas o congresso contou com 820 pessoas, vindas de todo Brasil.

O congresso teve como um dos seus principais focos, os biomas. Em quatro tendas: bioma Amazônico, bioma Cerrado junto com Pantanal, bioma Caatinga e o bioma Mata Atlântica, junto com o Pampa. Foi um momento forte, onde cada regional partilhou suas experiências significativas que dizem respeito aos clamores da natureza e dos camponeses, a resistência das comunidades que lutam contra a destruição e em defesa da vida e as formas de cuidado e prevenção. Ampliando olhares, foi feita uma análise de conjuntura atual, com enfoques na conjuntura política, conjuntura ecológica e a conjuntura eclesial.

O III Congresso marcou por ser um momento privilegiado para refletir sobre os rumos que a CPT deve seguir para contribuir na proteção, preservação e revitalização da natureza, e para propor o fortalecimento da espiritualidade que enxerga e sente Deus tanto nos estupendos cenários que a criação proporciona, quanto nos pequenos detalhes onde a vida explode.

O Regional Piauí marcou presença com uma caravana de 48 pessoas das sete microrregiões do Estado. Além disso, a delegação estadual apresentou a experiência de resistência e luta pela terra do Assentamento Nova Jerusalém, na cidade de São Raimundo Nonato. O grupo levou muita animação, disposição.

Caravana que participou do III Congresso Nacional da CPT estudou a tematica dos Biomas

Lembracinhas recebidas pela equipe da Diocese de Bom Jesus a todos o participantes do congresso.Foi um momento forte onde o grupo que participou do III Congresso Nacional teve a oportunidade de coletivamente estudar a tematica.
Em Cristino Castro o grupo estudou, partilhou e debateu sobre as temáticas dos Biomas

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Assembleia das Associação das Mulheres Quebradeiras de Coco de Miguel Alves, PI.















Aconteceu no dia 03 de maio de 2010, na Igreja de Miguel Alves a Assembleia da Associação
das Mulheres Quebradeiras de Coco de Miguel Alves, PI.
A assembleia teve como pauta:
Socialização dos trabalhos realizados pelos grupos;
Prestação de contas de cada grupo e da associação;
Processo de legalização da Associação;
Novas sócias e criação da carteira de identidade;
Calendário de atividades 2010;
Informes gerais.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Oficina sobre Identidade.















Aconteceu no dia 13 de abril de 2010 a oficina sobre Identidade com as mulheres do Assentamento Todos os Santos em Miguel Alves, PI.