segunda-feira, 24 de maio de 2010

III Congresso Nacional da CPT



Montes claros, em Minas gerais é palco nacional do III Congresso da CPT.


Entre os dias 17 e 21 de maio aconteceu o III Congresso Nacional da CPT em Montes Claros MG. Com o tema: No clamor dos povos da terra, a memória e a resistência em defesa da vida. Foi um grande momento de fortalecimento da mística que move a CPT. O Piauí levau à cidade mineira uma representação com 48 pessoas o congresso contou com 820 pessoas, vindas de todo Brasil.

O congresso teve como um dos seus principais focos, os biomas. Em quatro tendas: bioma Amazônico, bioma Cerrado junto com Pantanal, bioma Caatinga e o bioma Mata Atlântica, junto com o Pampa. Foi um momento forte, onde cada regional partilhou suas experiências significativas que dizem respeito aos clamores da natureza e dos camponeses, a resistência das comunidades que lutam contra a destruição e em defesa da vida e as formas de cuidado e prevenção. Ampliando olhares, foi feita uma análise de conjuntura atual, com enfoques na conjuntura política, conjuntura ecológica e a conjuntura eclesial.

O III Congresso marcou por ser um momento privilegiado para refletir sobre os rumos que a CPT deve seguir para contribuir na proteção, preservação e revitalização da natureza, e para propor o fortalecimento da espiritualidade que enxerga e sente Deus tanto nos estupendos cenários que a criação proporciona, quanto nos pequenos detalhes onde a vida explode.

O Regional Piauí marcou presença com uma caravana de 48 pessoas das sete microrregiões do Estado. Além disso, a delegação estadual apresentou a experiência de resistência e luta pela terra do Assentamento Nova Jerusalém, na cidade de São Raimundo Nonato. O grupo levou muita animação, disposição.

Caravana que participou do III Congresso Nacional da CPT estudou a tematica dos Biomas

Lembracinhas recebidas pela equipe da Diocese de Bom Jesus a todos o participantes do congresso.Foi um momento forte onde o grupo que participou do III Congresso Nacional teve a oportunidade de coletivamente estudar a tematica.
Em Cristino Castro o grupo estudou, partilhou e debateu sobre as temáticas dos Biomas

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Assembleia das Associação das Mulheres Quebradeiras de Coco de Miguel Alves, PI.















Aconteceu no dia 03 de maio de 2010, na Igreja de Miguel Alves a Assembleia da Associação
das Mulheres Quebradeiras de Coco de Miguel Alves, PI.
A assembleia teve como pauta:
Socialização dos trabalhos realizados pelos grupos;
Prestação de contas de cada grupo e da associação;
Processo de legalização da Associação;
Novas sócias e criação da carteira de identidade;
Calendário de atividades 2010;
Informes gerais.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Oficina sobre Identidade.















Aconteceu no dia 13 de abril de 2010 a oficina sobre Identidade com as mulheres do Assentamento Todos os Santos em Miguel Alves, PI.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Deputados Federais não votaram o Projeto de Lei Ficha Limpa

1 MINUTO DE SILÊNCIO!

Não é pelas mortes causadas pelas chuvas,
mas sim para o povo brasileiro.

Ontem os deputados federais
mostraram a cara e não votaram

o projeto de lei FICHA LIMPA.

Para quem não sabe, ontem foi rejeitada a votação, na Ordem do Dia
da Câmara Federal, o Projeto de Lei FICHA LIMPA,
que impede a candidatura a qualquer cargo eletivo,
de pessoas condenadas em primeira ou única instância

ou por meio de denúncia recebida em tribunal

– no caso de políticos com foro privilegiado –

em virtude de crimes graves como:

racismo, homicídio, estupro, tráfico de drogas
e desvio de verbas públicas.

A IMPRENSA FOI CENSURADA E ESTÁ IMPEDIDA DE DIVULGAR!


PORTANTO, VAMOS USAR A INTERNET
PARA DAR CONHECIMENTO AOS OUTROS
198.000.000 DE BRASILEIROS

QUE OS DEPUTADOS FEDERAIS TRAÍRAM
O POVO!!!


30 mil trabalhadores em condições análogas às da escravidão nas fazendas inspecionadas.

Coluna no GLOBO: MIRIAM LEITAO

Contra os fatos


A empresa tem que fornecer água potável para os trabalhadores. Essa é uma das 252 normas do Ministério do Trabalho para as fazendas. Por que escrever uma exigência óbvia? Entre 2003 a 2008, em 451 fazendas ficou constatado que os trabalhadores não tinham acesso à água minimamente aceitável. Há regras que não precisariam ser escritas desde o fim das senzalas.
Exemplos de regras espantosamente básicas: é preciso haver banheiro nos alojamentos; água para lavar o agrotóxico das mãos antes das refeições; os alojamentos têm que ser divididos por sexo; alojamentos de famílias não podem ser coletivos; trabalhador não pode pagar pelo equipamento de trabalho; se sofrer acidente, tem que receber primeiros socorros. Não deveria existir instruções assim tão detalhistas. O normal é que não houvesse. Mas os relatórios dos grupos móveis de fiscalização, que foram a quase 1.800 fazendas desde 2003, mostram que o que deveria ser normal numa sociedade civilizada, nem sempre é oferecido ao trabalhador de certas propriedades rurais.
A senadora Kátia Abreu (DEM-TO), presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), disse à “Veja” que é impossível cumprir essa lista de 252 itens, conhecida como NR-31. Sugeriu que o descumprimento de qualquer dessas normas levaria a empresa rural a ser enquadrada por praticar o crime. Citou como exemplo de distorções o impedimento de que o trabalhador cuide do gado, depois das galinhas e depois limpe o pasto.
Quem acompanha o tema tem dificuldade de entender a senadora, ou de encontrar o nexo entre o que ela diz e os fatos. Primeiro, a Norma Regulamentadora 31 foi discutida, durante quatro anos, por uma comissão tripartite da qual a CNA participou; segundo, o que configura o trabalho escravo ou degradante é o artigo 149 do Código Penal e não essa instrução; terceiro, não há na lista nada que impeça que um trabalhador tenha várias funções na fazenda.
Até 2003, o artigo do Código Penal que condenava o trabalho análogo à escravidão era genérico, e isso favorecia as fazendas irregulares. Mas o Congresso alterou o texto — com voto contrário da então deputada Kátia Abreu. O Código, agora, descreve quatro condutas que configuram o crime de reduzir alguém à condição análoga à de escravo: trabalho forçado; servidão por dívida; jornada exaustiva; trabalho degradante.
A senadora reclama dessas normas dizendo que elas são fruto de preconceito ideológico contra a propriedade privada. Na verdade, não parecem ser contra o capitalismo, mas sim a favor do trabalho assalariado e, com garantias e direitos, que é da natureza do próprio capitalismo. Não cumprir essas regras seria restituir uma ordem medieval do trabalho.
Só uma minoria das empresas é encontrada com trabalho escravo, mas os casos não deixam dúvidas de que o país não está diante de uma picuinha de fiscais preconceituosos, ou de normatização compulsiva do governo. Os flagrantes são repulsivos. E o Ministério do Trabalho admite que só se fixa em 30% daquelas normas, as que são mais elementares.
Em 2005, a destilaria Gameleira, em Mato Grosso, foi autuada com mil trabalhadores com salários atrasados, em condições de moradia e alimentação inaceitáveis. A empresa foi autuada quatro vezes pelo mesmo crime. Não mudou de conduta, mas mudou de nome. Em julho de 2007, 1.064 trabalhadores foram encontrados na fazenda Pagrisa, no Pará, em alojamentos superlotados, esgoto a céu aberto, salário com descontos de remédios ao preço seis vezes mais alto que nas farmácias da cidade, e água de beber “da cor de caldo de feijão”, como diz o relatório. No dia 13 de novembro de 2007, os fiscais encontraram 820 índios trabalhando numa das sete fazendas do grupo José Pessoa de Queiroz Bisneto, em Brasilândia, Mato Grosso do Sul. Eles trabalhavam com agrotóxico e depois comiam, sob o sol, sem ter, ao menos, água para retirar o produto das mãos. Entre várias cenas grotescas, os fiscais encontraram os trabalhadores amontoados em alojamentos mínimos. Em um deles, eram 20 pessoas em 26 metros quadrados. Em abril de 2010, em Aragarças, Goiás, 143 cortadores de cana vindos de vários estados eram obrigados a pagar pela comida e habitação, dormiam em barracos, e foram pagos com cheques sem fundo, não tinham repouso remunerado.
Ao todo, de 2003 para 2009, foram encontrados 30 mil trabalhadores em condições análogas às da escravidão nas fazendas inspecionadas. Uma minoria é autuada. Outras são simplesmente advertidas ou orientadas sobre o cumprimento da lei. Nestas, em geral a fiscalização depois encontra tudo resolvido. A dúvida é: se não houvesse a fiscalização, elas mudariam a atitude? No caso de J. Pessoa de Queiroz Bisneto, no dia seguinte à operação ele me contou que tinha contratado banheiros químicos para os trabalhadores, instalado local com sombra para eles almoçarem e garantiu que reformaria os alojamentos.
A senadora sabe que o problema existe. Algumas dessas fazendas, como a Pagrisa, ela até visitou para prestar solidariedade aos proprietários. A melhor defesa dos produtores rurais seria separar a minoria criminosa e lutar contra essa prática. Em vez disso, a líder ruralista ataca as exigências feitas pela fiscalização. Com ações assim, ela acabará convencendo o país que os empresários rurais são todos iguais. Se a CNA quiser falar sério sobre modernização, tem que começar desistindo de lutar no Supremo contra a lista que informa quem são as empresas criminosas.

Agricultores vitímas de trabalho escravo recebem indenização.

Agricultores de Corrente vítimas de trabalho degradante

receberão direitos e indenização por dano moral

Por determinação da Justiça do Trabalho do Piauí trabalhadores vítimas de trabalho degradantes, análogo ao trabalho escravo, em fazenda na região de Corrente receberão os direitos trabalhistas a que tem direito e indenização por danos morais. Além disso, a Fazenda Várzea Fechada, que cometeu as irregularidades, ainda terá pagar multa por dano moral coletivo e dumping social, já que era reincidente. Os recursos serão aplicados em políticas de erradicação e combate ao trabalho degradante na região.

A Vara do Trabalho de Corrente homologou um acordo de conciliação beneficiando 11 trabalhadores rurais da região de Corrente que eram submetidos ao trabalho degradante na Fazenda Várzea Fechada da zona rural do município. O acordo resultou de uma ação civil pública proposta pelo Ministério Público do Trabalho.

O juiz do Trabalho, Carlos Wagner, titular da Vara de Corrente, explica que pelo acordo o réu (empregador) terá que pagar cerca de R$ 40,4 mil por três meses de atuação irregular, sendo R$ 8,4 mil em verbas rescisórias aos trabalhadores, R$ 11 mil de dano moral individual (R$ 1 mil para cada trabalhador), R$ 16 mil de dano moral coletivo e R$ 5 mil de dumping social.

Os trabalhadores foram libertados no final do ano passado após uma fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego juntamente com o Ministério Público do Trabalho. Ao todo foram encontrados 11 trabalhadores em tais condições. Eles trabalharam em torno de três meses antes da libertação. Isso, então, motivou o ajuizamento da ação civil pública.

O dano moral coletivo tem por fim ressarcir a sociedade, de forma abrangente, pelo fato em si, qual seja, a existência do trabalho degradante na fazenda. O dumping social diz respeito ao valor a ser pago pelo empregador em face da sua reincidência, pois em outra fiscalização realizada ele já havia sido flagrado em práticas iguais.

O juiz Carlos Wagner informa que os valores do dano moral coletivo e do dumping social serão aplicados em políticas de erradicação e combate ao trabalho degradante, como em palestras para empregadores, capacitação de trabalhadores, cursos sobre uso correto de equipamentos de proteção individual, ou outras atividades afins. A instituição que vai receber e aplicar os recursos será indicado pela Vara do Trabalho.

“Além de garantir os direitos dos trabalhadores e dos empregadores a Justiça do Trabalho está implantando na região de Corrente um trabalho de conscientização da sociedade, por que entendemos que as relações de trabalho dentro do que determina lei contribuem de forma muito mais eficaz para o desenvolvimento das empresas, da sociedade e da região como um todo, sempre respeitando aquilo que há de mais importante nas sociedades: as pessoas”, pontua o juiz do Trabalho Carlos Wagner.

terça-feira, 4 de maio de 2010

CPT, Diocese de Parnaiba, marca presença em atividade 1º de maio em Esperantina, PI


A Coomissão Pastoral da Terra -CPT, enviou seus representantes regional, Antonio Simão Conselheiro e Maria Dicioneide Articuladora, a participarem das comemorações do 1º de maio em Esperantina, na oportunidade Antonio Simao falou da injustiça que nos ultimos dias e ano tem acontecido na região, o poder judiciario a injuria do mesmo, em favorecer ainda dos empresarios, como é o caso dos 02 trabalhadores rurais da cidade de Madeiro, que foram prezos injustamente, tendo que passar 22 dias na penitencia de Esperantina, o mesmo tambem falou da suspensão da imissão de posse da propriedade Barra do Taquari que fica no municpio de Barras/PI.
O dia era de Comemorar, mas não podemos deixar denunciar as injustiça que acontece no campo.
Informações, Genésio Guimares


quinta-feira, 22 de abril de 2010

Carta da Terra Brasil

Dia 22 de abril a Carta da Terra lançará mundialmente a sua campanha nos meios de comunicação de massa em prol a conscientização da necessidade de um mundo melhor, mais cidadão e responsável.

Convidamos você a divulgar essa idéia na página ou blog da sua instituição ou empresa. Pois apenas trabalhando em conjunto conseguiremos mobilizar a sociedade a ver que somos uma única família na Terra e que a mudança do futuro está nas mãos de cada um.

O que é a Carta da Terra?

A “Iniciativa da Carta da Terra” é o nome dado a uma rede global de extraordinária diversidade de pessoas, organizações e instituições que participam da promoção e implantação dos valores e princípios da Carta da Terra.

A Carta da Terra é uma declaração de 16 princípios éticos fundamentais para a construção de uma sociedade global justa, sustentável e pacífica. Ela é estruturada em quatro grandes tópicos: Respeito e cuidado pela comunidade da vida, integridade ecológica, justiça social e econômica, democracia, não-violência e paz. É uma visão de esperança e um chamado à ação.

Como posso difundir essa idéia?

Além de falar da iniciativa da Carta da Terra aos seus amigos e familiares, você pode publicar no seu blog, site ou perfil nas redes sociais o comercial da campanha ou banner e logotipo da Carta da Terra.

Você pode também unir-se a Carta da Terra no Orkut, Facebook, Linkedin, Youtube e Twitter comentando, divulgando e convidando seus amigos a participar dessa iniciativa. No Twitter, lhe convidamos a usar o hashtag #cartadaterrabr para tentarmos assim alcançar o maior número de pessoas.

Assista o comercial clicando aqui.

Sobre a campanha “Começa com você”

A campanha remete ao pensamento de Gandhi que lembra que a mudança que queremos ver no mundo começa por cada indivíduo. O objetivo é fomentar entre o grande público o conceito de “Cidadania Terra” onde os interesses pelo bem comum do planeta estão acima dos individuais.

O filme será veiculado a partir do dia 22 de Abril no Brasil e na América Latina e possivelmente na Europa, em espaços doados pelas principais emissoras de televisão por assinatura e redes aberta. A campanha conta também com anúncios impressos doados por diversas revistas e jornais, um spot de rádio e banners para veiculação na internet.

Participe!

Afinal, sonhamos com um planeta mais justo, sustentável e pacífico.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Caso Dorothy: Os mandantes não podem ficar impunes!


NOTA À IMPRENSA

Caso Dorothy: Os mandantes não podem ficar impunes!

No próximo dia 12, Vitalmiro Bastos de Moura volta ao banco dos réus, para ser julgado pelo tribunal do júri, por sua participação no assassinato da missionária Dorothy Stang. Dia 30, será levado a julgamento Regivaldo Pereira Galvão. Os dois fazendeiros faziam parte de uma associação criminosa que, em fevereiro de 2005, decidiu tirar a vida da religiosa oferecendo 50 mil reais, através do intermediário Amair Feijoli para Raifran das Neves e Clodoaldo Batista assassinarem Irmã Dorothy.

Os dois fazendeiros eram “sócios” em negócios criminosos no município de Anapu, envolvendo, grilagem de terras públicas, desmatamento e extração ilegal de madeira, trabalho escravo, ameaças e expulsões violentas de posseiros dos Projetos de Desenvolvimento Sustentáveis.

As denúncias de variados crimes praticados por Bida e Regivaldo, nos anos que antecederam ao assassinato da missionária, feitas pela CPT de Anapu, através de Irmã Dorothy, e também pelos movimentos sociais locais, chegaram às autoridades estaduais e federais, resultando em diversas ações do poder público contra os dois fazendeiros. Em junho de 2004, Bida e Regivaldo foram autuados por trabalho escravo no lote 55; em julho também de 2004, a Polícia Federal pede a prisão dos dois por crimes de trabalho escravo, grilagem de terra, formação de quadrilha e porte ilegal de armas; em agosto e novembro do mesmo ano os dois foram multados em 3 milhões de reais pelo IBAMA por desmatamento e queimada ilegais no lote 55.

Tendo seus crimes desvendados e seus interesses econômicos contrariados, pelas denúncias feitas por Dorothy e os movimentos sociais de Anapu, os dois planejaram a morte da missionária: “enquanto não se der um fim nesta mulher nós não vamos ter paz nestas terras em Anapu”, sentenciou Regivaldo a Bida, “Fala com Raifran que se ele quiser tem 50 mil para matar a irmã Dorothy”, foi a ordem dada por Bida através do intermediário Amair. Além de prometer os 50 mil, que seriam pagos por ele e Regivaldo, Bida forneceu a arma, a munição, deu proteção aos criminosos em sua fazenda, orientou-os a sumir com a arma do crime, como fugirem do cerco da polícia e ainda garantiu advogado para defendê-los, sob a condição de que não revelassem o nome dos mandantes.

A CPT, o comitê Dorothy e demais entidades que lutam por justiça no caso Dorothy, alertam a sociedade e o poder judiciário sobre as manobras da defesa dos fazendeiros com o objetivo de protelar os julgamentos e inocentá-los. Aceitar e se submeter a essas manobras faria aumentar ainda mais o descrédito da sociedade no Poder Judiciário.

Prometeram pagar para que Raifran e Clodoaldo assassinassem a religiosa e agora estão pagando para que os executores e intermediário mudem seus depoimentos para inocentar os mandantes. Documentos juntados ao processo comprovam que o DVD usado no último julgamento que absolveu Bida e que foi anulado pelo Tribunal de Justiça por contrariar as provas existentes nos autos, custou 300 mil reais aos mandantes. Podem continuar comprando os assalariados do crime, mas não comprarão a justiça.

O crime contra Dorothy foi premeditado, ficando fartamente comprovada a participação de cada um de forma hierárquica: mandantes, intermediário e executores, cada um cumprindo seu papel na ação criminosa. A condenação de Vitalmiro e Regivaldo é um passo importante no combate à violência e impunidade no campo no Pará, Estado onde 62% dos crimes no campo nas últimas décadas sequer foram investigados e o único mandante condenado, que cumpre pena atrás das grades é Vitalmiro Bastos de Moura, conforme dados da CPT Pará.

Dorothy vive na luta do povo!

Belém-PA, 09 de abril de 2010.

Comissão Pastoral da Terra – CPT Pará

Comitê Dorothy

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Plenária Nacional sobre o Plebiscito nos dias 8 e 9 de abril de 2010

Acontece nos dias 8 e 9 de abril de 2010 a Plenária Nacional sobre o Plebiscito em Brasilia.
Magnus Regis da Silva estrá partipicando pela Comissão Pastoral da Terra - Regional Piauí.

Local: Centro Cultural Missionário
SGAN 905 – Conjunto C – 70790-050 Brasília (DF)
Fone: (61) 3274-3009

08 de abril (quinta-feira)
7h: Café da manhã
8h: Mística de abertura
8h30: CONFEREÊNCIA: Memória histórica da Campanha pelo Limite da Propriedade da Terra no Brasil e Análise dos Conflitos no Campo no Brasil
10h15: Intervalo
10h30: Análise de conjuntura sobre a perspectiva da política agrária e agrícola nacional
12h: Almoço
14h: Trabalho em grupo para análise da realidade de cada região**
16h: Intervalo
16h15: Continuidade dos trabalhos em grupo.
18h: Encerramento
09 de abril (sexta-feira)
7h: Café da manhã
8h: Mística
8h30: Apresentação da síntese dos trabalhos em grupo
10h: Intervalo
10h15: Debate do planejamento estratégico do plebiscito por estado ou região
12h: Almoço
14h: Continuidade: distribuição das funções, planejamento e metodologia do trabalho de base.
17h: Encerramento

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Atividades realizadas no primeiro trimestre 2010



“Eu sou a terra, eu sou a vida. Do meu barro primeiro veio o homem. De mim veio a mulher e veio o amor. Veio a árvore, veio a fonte. Vem o fruto e vem a flor”. Cora Coralina.



ACONTECEU - vida em movimento.

Iluminadas e iluminados pelo Espírito pascal, desejamos a cada uma e cada um uma santa e abençoada Páscoa. Que a força do ressuscitado nos ajude a cumprir nossa missão junto aos trabalhadores e trabalhadoras. Já estamos em ritmo acelerado na realização das atividades que nos propomos para o ano de 2010. Muitas ações foram e estão sendo desenvolvidas. Compartilhamos com vocês algumas que já foram realizadas nestes primeiros 3 meses do ano. • Realização do diagnóstico nas áreas priorizadas; • Planejamento das atividades nas áreas priorizadas; • Mobilização e manifestações do 8 de março dia internacional da mulher em Miguel Alves, Parnaíba, São Raimundo Nonato; • Articulação e encaminhamento dos grupos de alfabetização de adultos em Miguel Alves • Reunião de planejamento com os grupos de mulheres de Miguel Alves e Esperantina; • Audiência com Ouvidor Agrário Nacional – 10 e 11/03 – Teresina • Acompanhamento dos processos de desapropriação e regularização fundiária – INCRA e INTERPI; • Audiência no INTERPI sobre conflito de terras em Baixa Grande do Ribeiro com Padre João 24/03; • 03 reuniões do Fórum do Trabalho Escravo; • 01 audiência com a Fundação CEPRO – Teresina – 02/03; • 03 oficinas de capacitação para professores e lideranças em Miguel Alves, Alvorada do Gurgueia, Monte Alegre; • 01oficina de capacitação da metodologia do escravo nem pensar da Repórter Brasil; • Seleção de 15 projetos dos diversos municípios para aplicação nas diversas escolas do Estado e município; • 01 oficina de capacitação em administração financeira em Monsenhor Gil; • 01 oficina sobre Trabalho Escravo em São Luis; • Uma mesa de diálogo 23 e 24/03 sobre trabalho escravo em Brasília promovido pela a CNBB, esteve presente a coordenação da CPT Lucinha, Dom Pedro Brito e Dom Juarez do Piauí; • Assembléia Nacional da CPT (Espedita, Gregório e Sr. Chico Vicente); • Encontro Nacional do Conselho da CPT; • Assembléia Regional do CNLB; • Manifestação sobre a semana d água em Palmeirais dia 22/03; • Manifestação sobre a semana d´água organizado pela as pastorais sociais em Teresina dia 23/03; • Caminhada da Barragem da Bocaina, panfletagem e entrevistas em Picos; • Diversas reuniões das Pastorais Sociais sobre semana d´água, assembléia popular romaria etc; • 01 oficina sobre associativismo em Contendas 26 e 27/03 • O1 Seminário Regional das Pastorais Sociais – Teresina – 26 a 28/02 • Elaboração dos relatórios de atividades e financeiro exercício 2009 e Planejamento 2010. • Relatório de auditoria financeira da CPT 2009.

Abraços de uma feliz e abençõada Páscoa.

Secretariado Regional

sexta-feira, 26 de março de 2010

CONFLITOS NO CAMPO.

Os trabalhadores rurais da localidade Vassoural, municipio de Madeiro, PI, senhor ANTONIO LUIZ PEREIRA DE ARAÚJO e ISAÍLTON SOUZA ARAÚJO, foram prezos na tarde da ultima terça feira dia 23 de março, pelo delegado da cidade de Matias Olimpio, em seguida foram transferido para cidade de Luzilandia e levados para a penitencia de Esperantina, PI. Os mesmo estao sendo acusado de furto pelo senhor proprietario Luiz Quaresma de Sousa.

Já foram tomadas providência junto a CPT e o INCRA, para que os trabalhadores sejam assistidos.

quarta-feira, 24 de março de 2010

“ Água, água sagrada. Água, água sagrada”


















“ Água, água sagrada. Água, água sagrada”
( Zé Vicente)



Foi com esta expressão poética do canto água sagrada, que o Fórum das Pastorais Sociais celebrou a Semana da Água.
A semana foi marcada por uma vasta programação com debates sobre o cuidado que devemos ter com o nosso meio ambiente, sobre a construção de barragens no leito do Rio Parnaíba e da vasta plantação de eucalipto que assola o nosso Estado.

Para finalizar a semana de atividades, foi realizando uma celebração na Praça Pedro II, que contou com a participação de comunidades, organizações e das Pastorais Sociais. Após o momento celebrativo os participantes tiveram um momento para expressar a toda a sociedade as preocupações em relação ao uso e o cuidado que devemos ter com a água. A Água é uma dádiva de Deus.

8 de março, reune mais de 800 mulheres em Esperantina, PI













Mais de 800, mulheres trabalhadoras rurais e demais categorias de Esperantina, se reuniram para comemorar seu dia, o evento neste ano aconteceu no dia 07 de Março Domingo, no ginasio Nogueirão.

O evento inicou-se muito cedo, com a santa Missa na Igreja de Nossa Senhora da Boa Esperança, celebrada pelo Padre Bernardo, onde teve grande participação, com a presença de varias autoridades. em seguida as companheiras sairam em caminhda, passando pelo mercado publico, até o ginásio.

As mulheres da zona rural do municipio, grande parte delas foram transportada por carros da prefeitura. O evento este ano teve um grande singnificado que foi trabalhar com as mulheres da zona urbana, parabens as entidades que estiveram envolvidas na organização, como STR, Cepes, MIQCB, Piju, IAPEP, KOLPING, Pastoral da Criança, AMAE, CPT e o poder publico municipal.
Informações Dicioneide e Genésio, CPT de Parnaiba.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Oficina - Escravo nem pensar

Acontecerá no dia 19 de março de 2010 a oficina Escravo nem pensar, com o objetivo de formar educadores e educadoras sobre o tema do trabalho escravo rural contemporâneo.

Local: Sindicato dos Comerciarios.
Horário: 8:30h as 17:30h

Realização ONG Repórter Brasil

sexta-feira, 12 de março de 2010

FRUTO DA TERRA E DA LUTA

Vendo esta melancia nos parece somente um fruto bonito, ou não. No entanto, ela representa toda uma história de sangue, suor e lágrimas dos trabalhadores piauienses que já foram migrantes, escravizados da cana, dos pastos do gado, da junquira, das carvoarias, da soja, nas diversas regiões do país. Representa uma história de garra, coragem, compromisso e organização de um povo, de um grupo de trabalhadores que passou a acreditar na sua capacidade e potencial.
Esta é a primeira melancia de muitas que certamente virão do Assentamento Nova Conquista, o primeiro voltado para trabalhadores migrantes, vítimas do trabalho escravo, criado em 2008 no município de Monsenhor Gil, Piauí. A emoção e alegria de ver este fruto foi especial e indescritível. As pessoas podem não entender e até achar uma besteira alguém se emocionar ao ver uma melancia, considerando que já se presenciou tantas outras produções em vários outros assentamentos que ajudamos a construir, só que nesse caso específico foi a partir de uma luta contra o trabalho escravo. Esse assentamento tem uma característica diferente, representa as possibilidades do Estado, a partir dessa luta, assumir de fato o seu papel, criando urgentemente as políticas públicas tão necessárias para os trabalhadores migrantes.
Cabe aos poderes constituídos desta nação criarem as condições dos trabalhadores permanecerem em sua terra de origem. Os trabalhadores demonstram que têm potencial e capacidade de produzirem. Cabe ao INCRA oferecer as condições, infra-estruturas, casas, liberação de créditos, assistência técnica, etc.
Ficamos a imaginar o que seria dessa terra se junto com a imissão de posse tivessem vindo todos os itens citados acima. A produção e a permanencia dos trabalhadores em seu Estado de origem seria outra, talvez não precisássemos mais falar em migração forçada e em trabalho escravo naquele município.

Fique Espert@!
De olho aberto para não virar escrav@!

terça-feira, 9 de março de 2010

Documento entre ao Sr. Prefeito de Miguel Alves.


Excelentíssimo Sr. Prefeito Oliveira Junior,

Tendo em vista o dia Internacional da Mulher, 8 de março, a Associação das Mulheres Quebradeiras de Coco do Município de Miguel Alves, PI, juntamente com a Comissão Pastoral da Terra, vem através deste reivindicar e solicitar quais foram os encaminhamentos concretos dados por esta instituição referente ao documento entregue por ocasião da Audiência Pública, no dia 02 de março de 2009, na Câmara de Vereadores desta cidade.

Resumidamente segue as reivindicações já solicitadas:

1º O encaminhamento junto aos órgãos competentes para a criação de uma delegacia especial da mulher nesse município.

2º Saúde: ampliação de vaga para atendimento odontológico para as trabalhadoras e trabalhadores do interior; maior atenção no atendimento ginecológico para as mulheres.

3º Água: o acesso a água de qualidade no Assentamento Retrato, na Pedra Grande e nas comunidades do Ezequiel, Bom Principio.

4º Educação: acesso a educação de qualidade para jovens e adultos, especialmente as mulheres, das comunidades: Retrato, Pedra Grande, Ezequiel, Bom Principio, Riacho do Conrado, Paraíso São Benedito, Centro do Designo, Jenipapeiro da Mata, Mato Seco, Todos os Santos.

5º Que o Poder Público faça no município, juntamente com a sociedade civil um amplo debate para a criação do Babaçu Livre. A Lei do Babaçu Livre garante às quebradeiras de coco do município e às suas famílias o direito de livre acesso e de uso comunitário dos babaçus (mesmo quando dentro de propriedades privadas), além de impor restrições significativas à derrubada da palmeira.

Temos consciência que estar à frente de um órgão público é uma tarefa difícil, porém, o maior desafio de um gestor público é criar mecanismos de seus compatriotas não se submeterem as condições de violência e negação dos direitos, que destroem a vida. Portanto, é dever do Estado criar as condições para as pessoas permanecerem de forma digna em sua terra, tendo seus direitos respeitados, possibilitando que e a mulher e o homem do campo e cidade seja capaz de exercer sua cidadania e ter seus direitos garantidos.


Combater todas as formas de violência contra as mulheres é nosso dever e obrigação.

Miguel Alves, 08 de março de 2010.




_______________________________________ ___________________________
Associação das Mulheres Quebradeiras de Coco Comissão Pastoral da Terra.

8 de março, Miguel Alves, PI

Concluindo a atividade, o grupo de animação puxa o cordão da ciranda para o local do almoço.
Rose, fala em nome da CPT Regional.
Exposição e venda dos produtos dos grupos.
Grupo que animou a manhã de mobilização.

Participação das escolas do Município na atividade
Era gente chegando de todos os lados, a feira ficou muito movimentada.
Entrando na ciranda, a grande roda da vida.

Alice, lê o documento contendo as reivendicações das mulheres e entrega ao Sr. Prefeito Oliveria Junior.

Apresentação dos grupos de Mulheres - Todos os Santos, com o tema Violência contra a mulher e criação da delegacia da mulher no município.


Apresentação Grupo do Ezequiel, com o tema Violência contra a mulher.

Fala de abertura da presidente da Associação das Mulheres Quebradeiras de Coco, Sr. Auxiliadora.
Entrando no trem..... com muita animação.

Muita animação.....
Toinha em nome da Associação das Mulheres Quebraeiras de Coco e da CPT, faz agradecimento a todas e todos que contribuiram na realização da atividade.

sábado, 6 de março de 2010

Associação das Quebradeiras de coco realiza mobilização no dia internacional mulher

A Comissão Pastoral da Terra Regional Piauí (CPT-PI) em parceria com a Associação de Mulheres Quebradeiras de Coco de Miguel Alves, realizam na próxima segunda-feira (8) mobilização alusiva ao Dia Internacional da Mulher. Um ato público será realizado no centro da cidade com reivindicações e também exposições de produtos artesanais. Mais de 500 mulheres são esperadas para o evento.

Este é o terceiro ano que a mobilização é feita na cidade. O objetivo é celebrar, fortalecer a luta das mulheres por melhores condições de vida e reivindicar políticas públicas de qualidade para as mulheres: “A CPT atua junto aos grupos com a formação humana e política, empoderamento, geração de renda com a fabricação de produtos de limpeza, artesanato e agora vamos intensificar um processo de capacitação para um maior aproveitamento de coco babaçu. No acompanhamento destes trabalhos, percebemos as necessidades pelas quais as trabalhadoras passam e por isso estamos levando as reivindicações para o ato público. O evento dá visibilidade para que as mulheres sejam reconhecidas como sujeitas de direito ”, declara Roselei Bertoldo.

A assessora afirma que a mobilização será um momento de denuncia sobre a violência praticada contra as mulheres. Ela cita dados nacionais que são assustadores onde quatro mulheres são espancadas por minuto no Brasil. Dos atos de violência que as mulheres sofrem, a grande maioria é praticada por alguém muito próximo: “70% dos assassinatos são cometidos por ex-maridos ou ex-namorados. Estima-se que somente 10% das mulheres brasileiras vítima de violência fazem denuncia. A Violência responde por aproximadamente 7% das mortes de mulheres entre 15 a 44 anos no mundo todo. Aqui no Piauí a situação é agravante conforme dados da Delegada Vilma Alves. Só no ano de 2009 foram feitas 2.441 denuncias de violência, já em Miguel Alves, no mesmo ano, foram realizadas cinco denuncias”.

Uma programação variada foi montada para o dia internacional da mulher, onde será realizada uma alvorada e animação às 4h. Apartir das 7h será iniciado um ato público com a apresentação dos grupos de mulheres organizadas, denuncia dos casos de violência e entrega de um documento com reivindicações ao Prefeito da cidade, Oliveira Júnior. O documento cobra do poder público municipal o cumprimento das solicitações feitas ainda em 2009, como a criação da delegacia especial da mulher; ampliação de vaga para atendimento odontológico para as trabalhadoras e trabalhadores do interior; maior atenção no atendimento ginecológico; acesso a água de qualidade no Assentamento Retrato, na Pedra Grande e nas comunidades do Ezequiel, Bom Principio; educação e por fim que o Poder Público faça no município, juntamente com a sociedade civil um amplo debate para a criação do Babaçu Livre. A Lei do Babaçu Livre garante às quebradeiras de coco do município e às suas famílias o direito de livre acesso e de uso comunitário dos babaçus (mesmo quando dentro de propriedades privadas), além de impor restrições significativas à derrubada da palmeira.

“O evento celebra as tantas vitórias, conquistas realizadas pelos grupos de mulheres organizados, o fortalecimento da auto-estima, a independência financeira, salário maternidade, aposentadoria, auxilio doença, Lei Maria da Penha. Por outro lado, o dia 8 de março é um dia de fortalecer a luta organizada das mulheres na garantia dos direitos que ainda hoje são violentamente negados”, diz Roselei.

A Comissão Pastoral da Terra desenvolve trabalho em Miguel Alves há mais de cinco anos com o acompanhamento e organização de áreas de conflitos e assentamentos. Mais recentemente, a CPT-PI intensificou o apoio aos grupos de mulheres, que resultou na criação da Associação das Mulheres Quebradeiras de Coco, onde são desenvolvidos trabalhos de geração de renda, associativismo e educação. O trabalho é considerado referência e a experiência na cidade já foi levada para o Encontro de Políticas Públicas, ocorrido em novembro de 2009 na Fortaleza (CE).

Magnus Regis
Comissão Pastoral da Terra Regional Piauí
cptpi@velox.com.br
86 3222-4555


quinta-feira, 4 de março de 2010

Piauienses são enganados com "falso emprego" em Rondônia

03/03/10, 19:52

Piauienses são enganados com "falso emprego" em Rondônia

Grupo de 44 pessoas ficou sem comer ou ter onde dormir em Porto Velho/RO. Justiça condenou empresa a indenização.

Um grupo de 44 piauienses ficou sem comer ou ter onde dormir em Porto Velho/RO no final da última semana. Eles chegaram no dia 25 a capital de Rondônia com a promessa de emprego, mas souberam apenas lá de que não seriam mais necessários. Após venderem pertences e até fazerem empréstimos para viajar em busca de uma nova vida, todos tiveram de dormir na rodoviária da cidade, sem ter o que comer. A Justiça concedeu indenização a todos eles.

Fotos: SITCCERO

Um funcionário da empresa Consarg teria prometido os postos de trabalho aos piauienses na usina Jirau. Vindos de Luzilândia, norte do Estado, eles tiveram de ficar um dia na rodoviária. A presença de um grupo tão grande chamou a atenção da sociedade, e dois procuradores acompanharam o caso. A ajuda surgiu já na sexta-feira.

O Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil no Estado de Rondônia - SITCCERO -, conseguiu comida e alojamento para os piauienses. Na última segunda-feira (1º), os trabalhadores conseguiram na Justiça uma idenização de R$ 1.500, além da passagem de volta. A decisão foi do Ministério Público do Trabalho e vale para 41 dos trabalhadores. Três conseguiram recursos e já retornaram para o Estado.

Segundo Anderson Machado, administrador do Sindicato, ficou combinado que os trabalhadores vão receber a passagem e a idenização às 10h (11h em Teresina) de quinta-feira. A viagem de volta fica a critério de cada um dos trabalhadores.


Sonho acabado
A ida foi cheia de esperanças, mas faltam até os R$ 430 para a passagem de volta para o Piauí, e o fim do pesadelo que dura uma semana. Cinco empresas até surgiram para dar emprego. Treze trabalhadores aceitaram inicialmente, mas hoje só seis querem ficar. "Estamos deixando eles bem a vontade para tomar essa decisão. A vida deles está em jogo", disse ao Cidadeverde.com Clébio Lobato, assessor executivo do sindicato, explicando que o mercado está em plena expansão na região.

"Eles vão querer maltratar a gente depois que procuramos o Ministério Público", disse Francisco das Chagas Teixeira em entrevista ao jornal Diário da Amazônia. Ele deixou esposa e sete filhos no Piauí por conta da promessa de emprego.


Fábio Lima
fabiolima@cidadeverde.com

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

CPT realiza diagnóstico em comunidades de São Raimundo Nonato

A Comissão Pastoral da Terra (CPT-PI) realizou diagnósticos em comunidades rurais da cidade de São Raimundo Nonato, sul do Piauí. Joana Lúcia Feitosa e Francisco Alan Lima realizaram o levantamento.

O diagnóstico aconteceu nas comunidades Lagoa das Pedras e Serra Vermelha: “Estamos desde a sexta-feira (19) realizando o diagnóstico nestas áreas prioritárias”, diz Joana Lúcia.

Através desta ação, a CPT-PI traça as características das comunidades através do levantamento de dados sobre a quantidade de moradores entre homens e mulheres, renda mensal, tipo de moradia, vocação de trabalho, políticas públicas existentes nas comunidades, dentre outras.

Com base nestes dados, a entidade planeja de forma eficiente qual a melhor ação junto aos trabalhadores e trabalhadoras rurais.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

ESPERANTINA: Grupo de mulheres recebem curso de capacitação

As 15 mulheres que fazem parte do grupo do Assentamento Canto, em Esperantina-PI, participaram da capacitação para a fabricação dos produtos de higiene e limpeza. O curso é acompanhado pela Comissão Pastoral da Terra- CPT- Microregião de Parnaíba e pela Coordenação Municipal de Mulheres Trabalhadoras Rurais - STR de Esperantina. As facilitadoras do foram as senhoras do grupo Colinos- Morro do Chapeu do Piaui, senhora Nazaré, Aurigina e 'Pistolera'(apelido).

A capacitação aconteceu nos dias 13 e 14 de fevereiro, na casa da comunidade Canto e contou com a ajuda de Dicioneide Fontinele - articuladora da CPT, Carminia Rodrigues Coord. Mulheres do STR e Genesio Magalhaes - Conselheiro da CPT.

No Domingo dia 14, as Companheiras aproveitaram a oportunidade para fazerem exposição de todos os Produtos, desde sabão, pasta de alumínio, detergente, desinfetante, sabonetes, amaciantes.

As mulheres do grupo ficaram muito agradecida pela capacitação e esperam aumentar mais a sua renda com a venda destes produtos no município e também na região. A Comissão Pastoral da Terra, acredita e fortalece as ações junto aos grupos de mulheres em todo o Estado. Estas ações fazem parte do eixo de atuação da entidade.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Assentamento contará com grupo de mulheres organizadas em Buriti dos Lopes

Assentamento Canto da Cruz, localizado na cidade de Buriti dos Lopes, região norte do Piauí, contará com grupo de mulheres organizadas. A decisão foi tirada como encaminhamento na reunião realizada no último dia 31 de janeiro.


Mais de 20 mulheres participaram do encontro e demonstraram interesse em formar um grupo de mulheres que além de escolherem uma atividade para geração de emprego e renda, bem como a realização de encontros formativos que terão como tema o enfretamento da violência contra à mulher, abuso e exploração sexual e saúde da mulher. Também foi aplicado um questionário social junto às mulheres: “É dessa forma que nós conseguimos as conquistas: se organizando, se encontrando e partilhando as coisas que nós sabemos. É Dessa forma agente forma nossa consciência”, destaca Roselei Bertoldo.


As mulheres demonstraram-se bastante animadas com a perspectiva de formação do grupo. “Hoje foi plantada a primeira semente. A luta está só começando”, destaca Dicioneide da CPT da Diocese de Parnaíba.

Assentados reivindicam melhorias

Ainda durante a reunião, os moradores do assentamento Canto da Cruz realizam um abaixo-assinado que será destinado a Prefeita de Buriti dos Lopes, Ivana Fortes. No documento, os moradores solicitam a reconstrução da estrada de acesso entre a sede do município e o assentamento. Os moradores também vão selecionar outras prioridades para também encaminhar a prefeita.
Assentamento Canto da Cruz.


A todo, 60 famílias serão assentadas onde antes funcionava a “Fazenda Canto da Cruz”. O Assentamento, que conta com 1.115 hectares, é um espaço privilegiado por estar as margens do Lagoa do Buriti, que recebe água do Rio Longá. Onde antes era a sede da fazenda, os assentados planejam implantar uma pousada, o que servirá de atrativo turístico para a região.

Além disso, a terra é propícia para a plantação de arroz e para a pesca. Os moradores já colherem entre 13 e 15 mil quilos de quilos de arroz, o que coloca o Assentamento como potencial produtor de arroz para a região e também para o Estado.

Nesta etapa do assentamento, está sendo solicitada a liberação dos créditos para a construção da área de residência do espaço. Pela distância de Teresina, os moradores pediram a CPT que reforce a solicitação junto ao órgão competente.




Por: Magnus Regis

Ato religioso marca 5 anos da morte de Dorothy Stang

Um ato religioso marcou nesta sexta, em Belém, os cinco anos do assassinato da missionária Dorothy Stang, que denunciava conflitos de terra no Pará. Dos cinco acusados do crime, quatro foram condenados e presos e um ainda aguarda julgamento em liberdade.

Um mês antes de morrer, Dorothy escreveu uma carta chamando a atenção das autoridades para a situação na região.



Na carta endereçada à Corregedoria da Polícia Civil do Pará, Dorothy Stang pede que sejam tomadas medidas para evitar os conflitos na região de Anapu, no sudoeste do estado, e faz várias denúncias de violência. Uma delas envolve o nome Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida.

Ele é um dos fazendeiros acusados de encomendar a morte da missionária. Bida está preso, mas terá direito a um novo julgamento.

A missionária também denuncia ameaças feitas por Regivaldo Pereira Galvão, que tem o apelido de Taradão, outro acusado de ordenar o assassinato dela e que até hoje não foi julgado.

A carta faz parte de uma extensa documentação em que a missionária denunciava às autoridades casos de violência contra famílias de lavradores que lutam pelo direito à terra.

Um mês depois de escrever essa carta, Dorothy Stang foi assassinada com seis tiros. E depois que aconteceu o crime, todo ano manifestantes se reúnem para pedir justiça e mais atenção aos trabalhadores do campo.

Movimentos sociais organizaram um ato inter-religioso em frente ao Tribunal de Justiça de Belém. “É oração para que a gente não desista e tenha a mesma força e energia de ir até as últimas conseqüências”, disse a missionária Rebecca Spires.

Segundo levantamento feito pela Comissão Pastoral da Terra, a impunidade ainda prevalece no campo. Os dados mostram que, num período de 26 anos, foram assassinados no Pará mais de 680 trabalhadores rurais e que 62% dos casos não foram investigados.

Os números revelam também que dos processos localizados no Tribunal de Justiça, somente 12,5% foram a julgamento. E, dos nove mandantes condenados, apenas um está preso: o fazendeiro Bida.

“Se houvesse a punição exemplar com certeza o cenário não seria esse”, acredita Mary Cohen, advogada do Comitê Dorothy.

O Tribunal de Justiça do Pará declarou que não há demora no julgamento dos processos e sim a obediência aos ritos do Judiciário.

O tribunal anunciou que fará um mutirão até o fim do ano para acelerar os julgamentos de crimes no campo.

A Secretaria de Segurança Pública do Pará observou que o estado é o único do Brasil com uma delegacia especializada em conflitos agrários.

FONTE: Jornal Nacional, Tv Globo

Diagnóstico - COMUNIDADE SÃO LUIS - MUNICIPIO DE BARRAS

O assentamento são Luis é uma área do patrimônio da união que foi desapropriada para as famílias sem terra desenvolverem seus trabalhos. O assentamento é formado por 36 famílias, sendo 07 da comunidade São Luis, 21 da comunidade Vila São Francisco e 08 da periferia de Barras. São 186 habitantes, sendo 68 crianças e 118 adultos, destes 91 homens e 95 mulheres.

Das famílias 11 ganham mais de um salário mínimo e 25 ganha menos de 01 salário mínimo, a renda principal a agricultura e o programa bolsa-família. Todos tem casa própria, a área já foi desapropriada, porém, falta conceder os títulos para cada família.

Produção: arroz, feijão, milho, fava, mandioca, macaxeira, batata, maxixe, goiaba, abobora, melancia, melão; goiaba, banana, manga, caju, babaçu, laranja, pique, maracujá,buriti, acerola e murici.

Outras potencialidades existentes: plantação de mamona, girassol, comércio, avicultura, criação de animais, horta comunitária inclusive já há uma experiência com 13 famílias.

POLITICAS PUBLICAS: Possui energia elétrica, água encanada, agente de saúde, escola com educação Infantil, ensino fundamental de 1° ao 9° ano de qualidade e transporte para os alunos de Ensino Médio.

RELIGIÃO: quase todos são católicos, existe festa do padroeiro, celebração, missa, líderes da pastoral da criança, CPT, catequese e grupo de jovens. Festejo dos padroeiros Nossa Senhora Aparecida, São Pedro e quadrilha de São João.

No lazer existe festival de quadrilha, Futebol inclusive com participação municipal.
ORGANIZAÇÃO; existe associação e a maioria são sócios do STR.

PRINCIPAIS DIFICULDADES;

Posto de Saúde,
Falta comercio e telefone público,
Falta água para as famílias de são Luis;
Falta formação e organização e assistência técnica

PRIORIDADES

Curso sobre associativismo (abril)
Trabalho escravo 06 /03
Terra e meio ambiente ( junho)


Barras, 30 de abril de 2010

Antonio Eusébio de Sousa
Coord. Responsável pelo
Diagnóstico

Relatório de Diagnóstico da Comunidade São João, Município de Barras

A comunidade São João é formada por 13 famílias, somando 61 habitantes. Sendo 34 crianças e 27 adultos, com 33 do sexo masculino e 28 do sexo feminino. Sobre a renda, 12 famílias ganham menos de um salário mínimo. E apenas uma família ganha mais de 1 salário mínimo.

As famílias vivem da agricultura e do salário família. Todos têm um espaço de moradia porem não oferecem nenhuma condição de dignidade. Apenas uma família possui casa própria. Nenhuma possui terra e o local é uma área de conflito. Recentemente foi feita a vistoria e o resultado é aguardado.

A área é propicia para a produção de arroz, feijão, milho, fava, mandioca, macaxeira, batata, maxixe, quiabo, abóbora, melancia, melão, guiada, limão, banana, manga, caju, babaçu, laranja, pequi, maracujá, buriti, acerola.

Alem da agricultura pode desenvolver a avicultura, criação de animais como porco gado caprino extração do babaçu, extração da madeira e mamona.

Não existe nenhuma política pública na área, existindo apenas uma sala de aula precária sem nenhuma condição de funcionamento. Não existe nem transporte para deslocamento de alunos, sendo que a maioria dos alunos deixam a escola ainda cursando a terceira série do ensino fundamental.

Quando a religião, as pessoas se declaram católica, porém a maioria das crianças não são batizadas e quase todas as famílias não são casadas sob alegação de falta de condições financeiras.

Já existe uma associação e os membros das famílias são sócios bem como do Sindicato dos Trabalhadores Rurais.

As principais dificuldades são:

Acesso a localidade;
Atraso na desapropriação da área;
Falta água no verão;
Falta energia, espaço de lazer, moradia, condições para desenvolver os potenciais da região;
Falta escola, saúde e comercio.

PRIORIDADES

Acompanhamento do processo junto ao INCRA;
Organização e Formação
Curso de associativismo 26 e 27 junto com a comunidade contenda. Participantes; Francisca, Maria Zulene, Francisco de Assis, Francisca das Chagas, Cleane, Maria Ribeiro, Francisco de Assis, José e Quidanilo.
Curso a combinar no mês de junho.


Barras, 29 de janeiro de 2010

Relatório das Áreas Prioritárias da Diocese de Campo Maior

Comunidade: Contenda no município Nossa Senhora dos Remédios

A comunidade Contenda município de Nossa Senhora dos Remédios, conta com 34 famílias, com 103 habitantes, sendo 42 crianças e 61 adultos, 53 homens e 50 mulheres. Levantamento aponta que 23 famílias ganham menos de um salário mínimo, tendo como renda principal, o trabalho na agricultura, diárias, quebra do babaçu e o benefício federal Bolsa-Família. Dez famílias ganham acima de 1 salário mínimo.

Na comunidade, 28 famílias têm casa própria, porém, em péssima condições de conservação e oferece condições dignas de moradia. Todos os moradores e moradoras são sem terra bem como estão trabalham mas, não tem o titulo da terra. A comunidades Contenda é uma área de conflitos e as famílias são nativas da localidade.

A área é propícia para a produção de arroz, feijão, mandioca, abóbora, fava, melancia, acerola, macaxeira, batata, maxixe, goiaba, manga, banana, ciriquela, jaca, caju, babaçu, laranja, limão, limão doce, cana, buriti, melão, ata, carambola, azeitona, côco, e verduras.

Além da agricultura podem ser desenvolvida criação de animais como bovinos, suínos peixes e galinhas. Além do aproveitamento do babaçu.

Os serviços públicos existentes são: energia elétrica e escola de educação infantil e fundamental com as séries de 1° ao 9° ano. Também há o transporte para os alunos do ensino médio.

A religião católica é predominante no local. Há capela que tem como padroeiro São Miguel Arcanjo. Há a celebração, missa e festa do padroeiro. Para a diversão existe um campo de futebol.

Quanto a organização já existe uma associação e todos os membros das famílias são sócios e 60% são sócio do Sindicato dos Trabalhadores Rurais.

As principais dificuldades são;

Atraso na desapropriação da área;
Desânimos de algumas famílias;
Redução do numero de famílias na participação dos encontros;
Falta valorização dos trabalhos dos diaristas e quebradeiras de coco.;
Falta condição para desenvolver os potencias da região;

PRIORIDADES

Acompanhamento do processo junto ao INCRA;
Curso sobre associativismo dia 26 e 27/03
Um curso no a combinar em junho.

A área já foi feita a vistoria e aguarda o resultado para dar continuidade no processo.

Nossa Senhora dos Remédios, 28 de janeiro de 2010.