quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Grito dos Excluídos marcado por protestos a Sarney e contra UESPI

Tão tradicional como o próprio desfile cívico, foi realizado o desfile do 'Grito dos Excluídos', após a passagem dascomissões de policiais e integrantes, na manhã desta segunda-feira (07/09) na avenida Frei Serafim, Centro de Teresina. Grupos considerados 'excluídos' da sociedade participaram da marcha ocorrida após o desfile oficial, após passagem de carros, viaturas e todo aparato.

Grupos de manifestação como Conlutas, Pastoral da Terra, Cáritas, além de sindicatos e agremiações contrárias às atuais administrações públicas, reuniram algumas poucas pessoas pela Frei Serafim com cartazes que protestaram contra várias áreas, setores e órgãos públicos. Dentre as manifestações, estava cartazes contra o presidente o Senado José Sarney (PMDB-AP) e contra a Universidade Estadual do Piauí (UESPI).

O movimento Conlutas, em apoio com outras entidades, foi quem fez um cartaz enorme com os dizeres: "Fora Sarney - Fim do Senado, por uma Câmara Única". "Esse nosso movimento, chamado Grito dos Excluídos, demonstra a revolta de parte da população que não concorda com essa hipocrisia, do desfile cívico. Colocam vários homens armados, militares, como se defendessem a pátria de maneira digna. Não é verdade. Falta mais respeito para com a população", afirmou Carlos Humberto, da Cáritas.

Já o Sindicato dos Docentes da UESPI protestou contra o Governo do Piauí e a atual situação da instituição de ensino superior do estado. O presidente deste sindicato, jornalista e professor Daniel Solon, afirmou que a reitora da UESPI, Valéria Madeira, faz vista grossa aos problemas da universidade e nem reclama junto ao Governo do estado a falta de infra-estrutura. "E para completar, ainda tem um índice baixo no IGC (que avalia os cursos) e aparece lá embaixo no Enade (Exame Nacional). É um retrato do que é a UESPI hoje. Sem estrutura e a reitoria não tem coragem de reclamar com o Governo, que não investe nada lá dentro", protestou Daniel Solon, que lembrou matéria recente do 180graus sobre o caso: "É incrível como vários veículos de comunicação não deram destaque que a UESPI teve quatro dos seus cursos entre os piores do Brasil. Vocês do 180graus deram e parabenizo a coragemd e divulgar a realidade".

CONFIRA ABAIXO AS FOTOS DO GRITO DOS EXCLUÍDOS


Edição: Allisson Paixao
Fonte: Portal 180graus
Original em: http://180graus.brasilportais.com.br/politica/grito-dos-excluidos-marcado-por-protestos-a-sarney-e-contra-uespi-240040.html


Grito dos Excluídos quer lei contra os 'ficha suja'

Foto: Carlos Lustosa Filho/CidadeVerde.com

O Grito dos Excluídos, manifestação que ocorre tradicionalmente após o desfile de 7 de Setembro, se concentrou em frente à Federação dos Trabalhadores em Agricultura - Fetag - para colher assinaturas em defesa da Lei Ficha Limpa, que proibirá os candidados com pendências judiciais, conhecidos como "ficha suja", acusados de corrupção e tráfico de influência, de participarem das eleições.

Foto: Carlos Lustosa Filho/CidadeVerde.com

As assinaturas são necessárias para o pedido de aprovação da lei número 9840. Segundo João Evangelista, da Cáritas, já foram colhidas cerca de um milhão de assinaturas em todo o Brasil, e o mínimo necessário é de 1,3 milhão.

Foto: Carlos Lustosa Filho/CidadeVerde.com
Além da Cáritas, Pastoral dos Imigrantes, partidos de esquerda como P-SOL e PSTU, e entidades como o Conlutas participam do Grito dos Excluídos. O P-SOL traz faixas de protesto como "Fora Sarney", pela saída do presidente do Senado; e "Fora tropas brasileiras no Haiti", além de uma campanha pelo "Petróleo 100% nosso".

Foto: Carlos Lustosa Filho/CidadeVerde.com

Entre os manifestantes, também está um grupo denunciando a situação de miséria das famílias vítimas da barragem Algodões I, que rompeu em maio.

Foto: Carlos Lustosa/CidadeVerde.com
Foto: Yala Sena/CidadeVerde.com

Yala Sena
(flash da avenida Frei Serafim)
Fábio Lima (da Redação)
redacao@cidadeverde.com

Fonte: Portal cidadeverde.com
Original em: http://www.cidadeverde.com/txt.php?id=44189


domingo, 30 de agosto de 2009

SÁBADO NA PRAÇA

A cidade de Monsenhor Gil , distante 56 km de Teresina, realizou no sábado (29) o I Sábado na Praça – Contra a Migração e Trabalho Escravo. O evento aconteceu na Praça da Igreja Matriz, centro, e contau com vasta programação cultural.
O evento foi uma promoção da Comissão Pastoral da Terra Regional Piauí (CPT-PI), em parceria com a Associação do Assentamento Nova Conquista (Asanc) e teve como objetivo proporcionar um dia de cidadania e cultura aos moradores do município.
Além de ser um alertar aos trabalhadores e trabalhadoras da cidade sobre a migração forçada e o trabalho escravo.
O tema é oportuno uma vez que o município é considerado um dos maiores exportadores de mão-de-obra para o Trabalho Escravo. Vale lembrar que Monsenhor Gil é a primeira cidade do Brasil a criar um assentamento destinado aos trabalhadores e trabalhadoras vítimas da prática de escravidão.
O assentamento foi criado após solicitação das famílias e da CPT-PI junto ao INCRA. O título de posse foi emitido no dia 08 de março.
Durante a manhã foram realizadas diversas atividades: exposição de material sobre trabalho escravo, apresentações culturais, teatro, distribuição de panfletos na feira, danças, música e depoimentos dos trabalhadores vítimas do trabalho escravo.
Grupo do Assentamento Nova Conquista
Momento de Mistica

Fala de Espedita, articuladora da CPT da Arquidiocese de Teresina, PI

Apresentação de teatro - grupo de trabalhadores


Depoimento de Edmilson, sobre a experiência de escravidão nas terras do Pará

Apresentações cultuais
Distribuição de panfletos na feira











segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Reunião com os Grupos de Mulheres dos Assentamentos em Miguel Alves.

Visando fortalecer o empoderamento das mulheres quebradeiras de coco, A Comissão Pastoral da Terra realizou no ultimo dia 22/08 uma visita de articulação e monitoramento dos trabalhos realizados nas casas de produção dos assentamentos em Miguel Alves-PI.

O dia foi de articulação e monitoramento junto aos grupos de mulheres dos Assentamentos Todos os Santos, Ezequiel e Retrato. Irmã Roselei Bertoldo facilitou as reuniões e teve como pauta: Partilha das atividades realizadas e andamento dos grupos; Funcionamento da máquina de moagem e organização dos dias e equipes e também a Coordenação dos grupos e papel de cada uma (coordenadora, secretária e tesoureira) para o melhor andamento dos trabalhos. Também foram repassados informes como baixo-assinado para a instalação de uma delegacia da mulher na cidade, registro da associação das Quebradeiras de Coco, agenda de cada grupo.
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As três casas juntas reúnem em associação mais de 60 mulheres que, semanalmente, produzem tapetes artesanais, bolsas e sabão, além da realização da moagem do coco de babaçu e milho. O próximo passo é a realização de oficinas sobre a produção de produtos artesanais como confecção de mini-tepetes, bonecas e o aproveitamento do coco babaçu.
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Ir. Rose também lembrou os grupos sobre a realização da III Encontro das Quebradeiras de Coco que acontecerá nos próximos dias 09 e 10 de outubro na comunidade Ezequiel. Além de ser uma oportunidade para a troca de experiência entre os grupos que integram a Associação das Quebradeiras de Coco de Miguel Alves, será uma oportunidade para discutir a saúde da mulher, bem como, a análise das políticas públicas do município voltados para o segmento.
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“É importante destacar neste processo de organização das mulheres, o empenho que cada grupo vem fazendo para o bom andamento dos trabalhos. Num primeiro momento foram construída as casas de produção, porem o desafio agora é maior no que se refere a continuidade da organização das mulheres. Destaco como imprescindível para cada grupo a organização interna para que cada um tenha autonomia. A capacitação e geração de renda, a continuidade da formação na dimensão humana e de relações, gênero” destaca Ir. Rose.

SUPERANDO AS DIFICULDADES – Nas falas feitas pelas quebradeiras de coco durante as reuniões, foi colocada a dificuldade de distribuição das produções feitas na casas e tentativa de desestímulo dos grupos , porém, as reuniões das mulheres, segundo declaram, tem sido o fator de motivação para que os grupos sigam firmes e se consolidem ainda mais nos assentamentos.


Produção de bolsa.
Mulheres felizes com a produção de tapetes
Exposição do material produzido pelas mulheres.
Boneca produzida por Rosilene da Comunidade do Ezequiel, que irá dar o curso de boneca para as mulheres.
Mulheres do Assentamento Retrato e Ezequiel.


Mulheres da Casa de Produção do Assentamento Todos os Santos.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Município de Monsenhor Gil recebe evento Contra a Migração e o Trabalho Escravo


A cidade de Monsenhor Gil , distante 56 km de Teresina, realizará no próximo sábado (29) o I Sábado na Praça – Contra a Migração e Trabalho Escravo. O evento acontecerá na Praça da Igreja Matriz, centro, e contará com vasta programação cultural que terá início a partir das 7h.


O evento é uma promoção da Comissão Pastoral da Terra Regional Piauí (CPT-PI), em parceria com a Associação do Assentamento Nova Conquista (Asanc) e tem como objetivo proporcionar um dia de cidadania e cultura aos moradores do município e adjacentes, além de ser um alertar aos trabalhadores e trabalhadoras da cidade sobre a migração forçada e o trabalho escravo.

O tema é oportuno uma vez que o município é considerado um dos maiores exportadores de mão-de-obra para o Trabalho Escravo. Vale lembrar que Monsenhor Gil é a primeira cidade do Brasil a criar um assentamento destinado aos trabalhadores e trabalhadoras vítimas da prática de escravidão. O assentamento foi criado após solicitação das famílias e da CPT-PI junto ao INCRA. O título de posse foi emitido no dia 08 de março.




Consta na programação exposições sobre o Trabalho Escravo, exibição de documentários, Animação musical e a apresentação teatral feita pelos próprios assentados retratando a experiência de vida em face da escravidão.




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Informações Complementares:
I Sábado na praça – Contra a Migração e Trabalho Escravo




Um dia de Cidadania e Cultura




Sábado, 29 de Agosto de 2009, 7h




Praça da Igreja Matriz




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Informações: CPT-PI - 3222-4555








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-reprodução autorizada-




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terça-feira, 18 de agosto de 2009

Presidente da Fetag critica a decisão do Governo de suspender o carro-pipa no interior do Piauí

Presidente da Fetag critica a decisão do Governo de suspender o carro-pipa no interior do Piauí.

A determinação do ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira que suspendeu a distribuição de água pelo carro-pipa na região nordeste, foi recebida com criticas pela Federação dos Trabalhadores da Agricultura (Fetag) no Piauí. Para o presidente da Fetag, Evandro Luis, a decisão foi precipitada. Este é o período em que os municípios sofrem mais com a falta de água, principalmente na região do semi-árido, revelou ao Jornal Verdes Campos 1ª Edição.
Segundo ele, atualmente 40 municípios piauienses já decretaram situação de emergência. "O período do inverno não foi suficiente para acumular água nos reservatórios. A pouca chuva em alguns municípios tornou a presença do carro-pipa ainda necessária. Falta água até para o consumo humano", afirmou.
Evandro Luis afirmou ainda que no inverno a presença do carro-pipa foi importante em alguns municípios onde a chuva foi pouca. E agora, no período seco, quando a necessidade é maior, o serviço foi suspenso, questionou.
Nesta terça-feira (18) haverá uma reunião com os comandos do Exército do Piauí, além dos prefeitos da APPM e diretores da Fetag (Federação dos Trabalhadores da Agricultura).A expectativa da Fetag é que o governo federal possa rever a decisão e autorizar a retomada do carro-pipa no interior do Piauí
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Fabio Brito. tvcanal 13.com

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Diga não à legalização da grilagem de terra!

COMISSÃO DE DEPUTADOS ESTADUAIS QUER
LEGALIZAR A GRILAGEM DE TERRA NO CERRADO


Diga não à legalização da grilagem de terra!

Para o povo do Piauí, não é mais novidade a existência de conflitos agrários no nosso Estado desde a criação das Sesmarias bem como a grilagem de terras ocorridas pelas interferências de grupos políticos e grupos empresariais, locais e originários de outros Estados. Mesmo tendo leis que garante os direitos de todos e todas, na maioria das vezes o Estado põe-se do lado dos opressores, ou se omite diante das injustiças cometidas no campo.
O Relatório da CPI dos Conflitos agrários no Piauí aponta uma série de irregularidades em relação à Política Fundiária Estadual. Ao invés de abrir processos discriminatórios das Terras Públicas Devolutas para fins de assentamentos das famílias sem terra, faz uma “anti-reforma agrária, pois através de suas atuações realizam vendas de terras públicas estaduais a pessoas físicas e jurídicas de direito privado, que resultam no surgimento de novos latifúndios.
Diante das irregularidades descritas no Relatório da CPI dos Conflitos Agrários, há várias recomendações. Entre elas citamos:
· Que a Assembléia Legislativa abra Expedição de Decreto Legislativo anulando os Títulos de terras irregulares;
· A extinção do Instituto de Terras do Piauí e da COMDEPI, órgãos responsáveis pelo o agravamento da estrutura fundiária do Estado do Piauí;
· A criação da Secretaria da Terra, órgão público integrante da Administração Pública Direta, com competência de planejar e executar a reforma e o desenvolvimento agrário no Estado do Piauí.
A CPI dos Conflitos Agrários constatou ainda, irregularidades ‘das mais absurdas possíveis’, a Assembléia Legislativa não encaminhou as proposições postas no Relatório e o pior: Acreditem. UMA COMISSÃO DE DEPUTADOS ESTADUAIS, A PEDIDO DOS PROPRIETÁRIOS GRILEIROS OU HERDEIROS DA GRILAGEM DE TERRAS, ESTÃO ELABORANDO UMA LEI ESTADUAL DE “REGULARIZAÇÃO” DAS TERRAS DO CERRADO. Nós piauienses que defendemos os direitos dos(as) trabalhadores(as) rurais.

NÃO PODEMOS CALAR DIANTE DE MAIS UMA INJUSTIÇA!
A TERRA É UM DIREITO DE TODOS E TODAS!

Comissão Pastoral da Terra
Regional Piauí
(86) 3222-4555

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

PI: Igreja Católica reúne mais de cinco mil na 11ª Romaria da Terra e da Água



A Igreja Católica do Piauí reuniu mais de cinco mil pessoas durante o sábado (1) e o domingo (2) na 11ª Romaria da Terra e da Água do Piauí. Esta edição trabalhou com o tema Migração Forçada e Trabalho Escravo e foi realizada na cidade de Corrente, extremo sul do Piauí. A cidade é considerada porta de entrada e saída para esta prática criminosa.


Tribuna Popular lotou a praça da cidade de Corrente


No sábado, foi feita a acolhidas dos romeiros e romeiras e o encaminhamento para as casas da cidade. A programação foi iniciada durante a noite com a Tribuna Popular que explorou o tema através de falas, músicas e apresentações teatrais.

Segundo Gregório Borges, integrante da Comissão Pastoral da Terra no Piauí, este ano já foram registrados mais 16 casos de trabalho escravo no Piauí envolvendo mais de 800 trabalhadores.

Ainda no sábado, foi instalado o Memorial das Romarias. O espaço contou com fotos das últimas edições das romarias e ainda a exposição dos mártires da terra e também informações sobre o Trabalho Escravo no Piauí.





Memorial das Romarias




Dramatização da exploração de mão-de-obra



Já na madrugada do domingo, os romeiros participaram da caminhada em defesa da água, simbolizada pela visita ao Rio Corrente. Logo em seguida uma missa campal, encerrou a programação. A celebração foi presidida pelo Arcebispo de Teresina, Dom Sérgio da Rocha.

Romeiros das dioceses de Teresina, Campo Maior, Floriano, Parnaíba, São Raimundo Nonato e Bom Jesus participaram do evento realizado pela CNBB e as pastorais sociais da Igreja: Cáritas, Pastoral do Migrantes, Comissão Pastoral da Terra regional do Piauí dentre outras entidades.









Fotos getilmente cedidas pela Comissão Pastoral da Terra - Piauí


Romaria reúne piauienses contra o trabalho escravo


Milhares de romeiros se reuniram em Corrente, há 920 quilômetros de Teresina, para chamarem atenção sobre o problema da migração forçada e o trabalho escravo no Estado. Pelo menos cinco mil romeiros representando todas as dioce-ses do Regional Nordeste IV, participaram do evento no sábado e domingo.

As caravanas começaram a viagem na sexta-feira, 31, e foram recepcionadas pelos moradores da cidade sede, que se organizaram para acomodar os romeiros em suas próprias casas. Após a acomodação, os romeiros conheceram o memorial, um espaço destinado a contar as histórias das romarias. Ao sair do memorial, os romeiros se dirigiram à tenda onde estava exposto o santíssimo sacramento enfatizando o momento espiritual do evento.


O arcebispo de Teresina, Dom Sergio da Rocha, salientou a importância da participação de todas as oito dioceses do Piauí na 11ª Romaria da Terra e da Água. Segundo ele, a Regional é uma grande família que pode crescer em comunhão eclesial e em comunhão solidária com o povo mais sofrido. Ele comple-menta que a escolha do tema migração forçada e trabalho escravo foi de suma importância, pois assim, se pôde tomar consciência da gravidade da situação que está no meio de nós.


Um dos momentos fortes do evento foi a tribuna livre, que aconteceu no palco montado na frente da igreja matriz de Nossa Senhora da Conceição. Durante este momento, os romeiros denunciaram todo tipo de trabalho escravo.


De acordo com denúncia da Comissão Pastoral da Terra-CPT, apesar da extinção da escravidão no Brasil, nos últimos anos se tornou comum ouvir falar em trabalho escravo no rádio na televisão e em outros meios de comunicação.

Em 2008, 5.244 trabalhadores foram resgatados no Brasil, grande parte dos registros da escravidão ocorre na indústria de álcool, açúcar e do agronegócio de grãos nos cerrados.

Fonte: Renato Bezerra / Jornal Diário do Povo
LINK: http://www.diariodopovo-pi.com.br/geral_materia.php

quarta-feira, 29 de julho de 2009

CPT-PI DENUNCIA: PIAUÍ REGISTRA CASOS DE TRABALHO ESCRAVO.

PIAUÍ REGISTRA CASOS DE TRABALHO ESCRAVO

Apesar da extinção da escravidão no Brasil, nos últimos anos se tornou comum ouvir falar em trabalho escravo, no rádio, na televisão e em outros meios de comunicação. Em 2008, 5.244 trabalhadores foram resgatados no Brasil. Grande parte dos registros de escravidão ocorrem na indústria do álcool, açúcar e do agronegócio de grãos nos cerrados.
O Trabalho Escravo é crime, transforma o ser humano em objeto descartável e se caracteriza pelos seguintes fatores:

Ø Aliciamento com promessas enganosas
Ø Dívida crescente
Ø Não recebimento de salário
Ø Condições desumanas de alojamentos e alimentação
Ø Violência física, ameaça e pressão psicológica
Ø Impedimento de sair

No Piauí, entre 2004 e 2008 foram registrados 18 casos de trabalho escravo que envolveu mais de 800 trabalhadores. Além disso, o Estado é considerado exportador de mão de obra escrava. Há registros dessa prática de crime na cultura da soja e em carvoarias envolvendo 161 trabalhadores dos municípios de Barras, Elesbão Veloso, Regeneração, Porto, Miguel Alves, Uruçuí que foram libertados pelo o Ministério do Trabalho. Em 2008, também foram resgatados 1.364, trabalhadores piauienses em situação análoga de trabalho escravo em outros Estados.

POLITICAS DE PREVENÇÃO AO TRABALHO ESCRAVO

Ø Governo Federal: reforma Agrária e política agrícola, com foco na economia solidaria.
Ø Congresso Nacional: PEC (Proposta de Emenda Constitucional) 438 da expropriação
Ø Instituições Financeiras: suspender o crédito e barrar financiamento público a escravagistas
Ø Governo do Estado: Construir programa de inserção dos trabalhadores resgatados; focar políticas públicas.

Reduzir alguém a condição escravo é crime!
Vamos acabar com essa vergonha!
DENUNCIE!

De olho aberto,
para não virar escravo
!

Comissão Pastoral da Terra
Regional Piauí
(86) 3222-4555

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Esperantina foi sede de oficina de enfrentamento do trabalho escravo no Piauí

Teve inicio na última terça-feira (03) e finalizou na manhã deste sábado na casa São Vicente a Oficina Pedagógica no enfrentamento ao trabalho escravo no Piauí. O curso foi voltado para 40 professores da rede municipal e estadual de ensino e para 10 lideranças sociais.




Segundo a jornalista Ana Cristina Martins da Coordenadoria Estadual de Direitos Humanos e da Juventude, declarou que esta foi a 12ª Oficina Pedagógica já realizada no Estado sobre o aliciamento de mão de obra escrava.

Ana Martins explicou que este tipo de Oficina vai está acontecendo também em outros 15 municípios do Estado que se enquadram no aliciamento ao trabalho escravo e citou que em 2004 um esperantinense de nome José da Silva foi morto por causa de aliciamento escravo.



Já a palestrante, Joana Lucia Feitosa que faz parte da Comissão Pastoral da Terra disse que a Oficina possibilitará que cada professor desenvolva nas escolas do município e do estado a temática sobre o trabalho escravo e sobretudo que possibilite aos alunos esclarecimentos dos direitos trabalhistas e social que são bases para se garantir a cidadania do ser humano.
A Professora Bete Aguiar, disse que achou a Oficina ótima e muita rica em informações. "Mas é muito triste vê que ainda existe trabalho escravo diante de nossos olhos",declarou a professora.
O professor Genésio Alves, falou que foi um momento muito importante para abrir mais a discussão sobre o trabalho escravo principalmente voltado para a realidade atual onde a maioria dos jovens na faixa etária de 15 a 25 anos são aliciados.

Fonte: jornalesp.com

Original em: http://jornalesp.com/2009/07/04/esperantina-foi-sede-da-oficina-de-enfrentamento-do-trabalho-escravo-no-piaui/?show=gallery




quinta-feira, 9 de julho de 2009

Comissão Pastoral da Terra realiza curso de Juristas Populares


A Comissão Pastoral da Terra, Regional do Piauí (CPT-PI) realiza no período de 11 a 17 de julho de 2009, no CCHL da Universidade Federal do Piauí, o terceiro módulo do curso de Juristas Populares.
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A iniciativa tem o objetivo de capacitar 40 lideranças rurais para atuarem como agentes multiplicadores na luta e garantia dos direitos, como também na conquista da cidadania.
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As lideranças dos municípios acompanhados pela CPT-PI nas Dioceses de Bom Jesus, São Raimundo Nonato, Picos, Parnaíba, Campo Maior e Teresina participam do encontro.
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O curso de Juristas Populares tem como parceira a Pro-Reitoria de Extensão da Universidade Federal do Piauí.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Seminário Internacional de Arte Rupestre Global Rock Arte - São Raimundo Nonato-PI

A Comissão Pastoral da Terra (CPT-PI) divulga carta durante o Seminário Internacional de Arte Rupestre Global Rock Arte.

Além de português, o documento foi traduzido para o inglês e, segundo informa, a criação destes espaços é importante por conta da preservação ambiental, por outro lado, desrespeita os nativos da região que também são integrantes do cerrado.

“Antes da criação dos parques centenas de famílias já viviam e produziam nesta área respeitando a natureza. Com a criação dos mesmos, muitas destas famílias foram expulsas passando a viverem nas periferias das cidades, sendo que muitas delas ainda hoje não foram indenizadas e as que moram no corredor ecológico, sofreram perseguições, repressão, intimidação, e ainda não são detentores das políticas públicas e nem valorizadas pela importância que tem neste processo” afirma a carta aberta.

De acordo com Félix Neres dos Santos, de 80 anos, integrante CPT da cidade de São Raimundo Nonato, região sul do Piauí, há mais de 20 anos o drama das famílias foi iniciado. No povoado Zabelê, por exemplo, mais de 110 famílias foram despejadas com promessa de indenização:

“Era uma região de descendência dos antigos. Naquele dia foram despejadas mais de 110 família com 412 pessoas (...) As pessoas estão há mais de 20 ano sem receber a indenização. Tem pessoas que o IBAMA foi pagar e pagou 2 mil reais, serviço que valia mais de R$ 12 mil. Sempre preservamos lá e alguns estão escavando o chão para encontrar ossada. Hoje, há mais de 30 anos que agente não mata nada. Tem gente que até hoje chora com vontade de trabalhar naquela região” relata Félix.
A Coordenação Estadual da CPT-PI, declara que as informações que a entidade possui, dão conta que as famílias não foram consultadas previamente sobre a criação do Parque Ambiental:

“As pessoas foram tratadas como objeto. Moravam há anos e foram expulsas. Além da expulsão foi prometido que seriam indenizadas”

Acrescenta que e a media em que as famílias eram expulsas, o único local que tinham como destino era a periferia da cidade e só foram amparadas anos depois com a criação de um assentamento, mesmo assim, famílias inteiras já haviam ido embora.

“Houve uma falta de sensibilidade. As famílias viviam da plantação de arroz, feijão, mandioca e laranja e hoje não tem onde plantar. É preciso olhar as famílias e sua história. Eles foram tratados como seres que destruíam e não como seres que preservam. Se eles não preservassem , não haveria natureza lá como há hoje”, afirma.

A Comissão Pastoral da Terra do Piauí também chama atenção para outros tipos de problemas como projeto de implantação de minério no entorno dos parques, caça predatória e o tráfico de animais que são verdadeiros crimes ambientais. Com a carta aberta a CPT-PI espera levantar a discussão sobre o tema nos esferas estadual, federal e internacional para que as famílias prejudicadas com esse processo, tenham seus direitos restituídos respeitados.

Coordenação da CPT-Regional

WE ARE NOT INVADERS, WE ARE NATURE´S MEMBERS AND NATURE´S KEEPERS

WE ARE NOT INVADERS, WE ARE NATURE´S MEMBERS AND NATURE´S KEEPERS

Aiming to protect and preserve the environment for the benefit of current and future generations, it became necessary the creation of conservation and environmental parks, ecological stations, biological reserves, environmental protection areas, areas of private reserves and permanent preservation of national heritage.

Among the parks listed above, the National Park of Serra da Capivara and the Park of Serra das Confusões.

We reaffirm the importance of those conservation units, but the people that lived there over time are parties in the construction and preservation of this heritage. So, instead of expulsion and exclusion, that people should be valued and treated equally to other elements that compose the nature.

Talk about parks, it is not just talk about cave paintings, rock, fauna, flora, but also the lives of human beings, their history, their culture, their identity.

Before the creation of parks, hundreds of families have been living and producing in this area already - always respecting nature. With the creation of parks, many of these families were expelled and obliged of living in suburbs of cities.

Many of them still have not been indemnified and those who still live in the ecological corridor, suffer persecution, repression and intimidation, and still are not holders of public policy and not valued by the importance they have in this process.

We condemn and denounce the actions of environmental predators, such as the exploitation of minerals in the surrounding parks, hunting and predatory and the consequent trafficking of wild animals, and the routine fire use.

Before this finding, we demand: participation, public policies, respect, appreciation for life and security of citizenship.

WE ARE PART OF THIS HISTORY AND NATURE´S KEEPERS

Families living around the park Serra da Capivara
Pastoral Land Commission, PI, Brazil

quinta-feira, 25 de junho de 2009

IV Romaria das Comunidades e Entidades Organizadas. Porto-Piaui.

Aconteceu no dia 20 de junho de 2009, no muncípio de Porto-PI, a IV Romaria das Comunidades e Entidades Organizadas, com o Tema: Migração forçada, Trabalho Escravo e segurança Pública, tema este que teve como objetivo alertar, conscientizar e organizar a população no combate a estes sinais que geram a morte. A romaria teve inicio no Sindicato dos Trabalhaores (as) rurais, com uma missa, celebrada pelo Pe. Adão.
Estavam presente nesta caminhada as pastorais e organizações, igreja, sindicato e comunidades.
Após a celebração, aconteceu as falas dos representantes. O trabalhador rural Vaner, refletiu o tema "Migração forçada", dando enfase ao texto bíblico do Ex. 3,8"Desci para libertar o meu povo", em seguida Francisco Alan da CPT, Regional refletiu a tematica "Trabalho Escravo", esclarecendo como se dá essa forma de violação dos direitos humanos"ninguém será mantido em escravidão ou servidão por divida"Art. 4º Declaração Universal dos DH.
Na parada feita na Comunidade Alto Bonito, Pe. Antonio José falou sogre a segurança pública, relembrando o tema da CF- 2009 "Fraternidade e segurança publica "destacou a falta de politicas que garantam a seguraça pública.
Irradiados (as) pela luz do sol quente, a romaria não pára, muitos cantos de animação, logo em seguida na comunidade Mocambo, foi realizado o lanche, o povo distribuido em pequenos grupos fez a partilha.
finalizando, foi feito uma retrospectiva das romarias passadas e desde aquele momento o povo foi convidado a participar da 11º Romaira da Terra e da Agua que sera ralizada em Corrente no PI, nos dia 01 e 02 de agosto deste ano.
Pe. Adão fez uma oração de envio a todas e todos, romeiros, que como povo do antigo testamento marcham para a terra prometida, guiados pelo Deus Libertador.
Caminherios na estrada, muitas cercas pelo chão.....
"Migrar forçado jamais! Trabalho Escravo, não mais, eu quero um mundo de Paz"

Francisco Alan, CPT Regional, PI

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Não somos invasores, somos integrantes e preservadores da natureza

NÃO SOMOS INVASORES, SOMOS INTEGRANTES E PRESERVADORES DA NATUREZA

Objetivando proteger e preservar o meio ambiente para o aproveitamento das atuais e futuras gerações, tornou-se necessário a criação de unidades conservação, como parques ambientais, estações ecológicas, reservas biológicas, área de proteção ambiental (APA), área de preservação permanente (APP) e reservas particulares do patrimônio nacional (RPPN).

Dentre eles destacamos o Parque Nacional da Serra da Capivara e o Parque Serra das Confusões. Reafirmamos a importância dessas unidades de conservação, porém, o povo que ao longo dos tempos que lá habitam, são partes na construção e preservação deste patrimônio, por isso ao invés da expulsão e exclusão, essas das pessoas deveriam ser tratadas e valorizadas igualmente aos demais elementos que compõem a natureza.

Falar em parques, não é só falar de pinturas rupestre, pedras, fauna, flora, mas também, da vida do ser humano, sua história, sua cultura, sua identidade.

Antes da criação dos parques centenas de famílias já viviam e produziam nesta área respeitando a natureza. Com a criação dos mesmos, muitas destas famílias foram expulsas passando a viverem nas periferias das cidades, sendo que muitas delas ainda hoje não foram indenizadas e as que moram no corredor ecológico, sofreram perseguições, repressão, intimidação, e ainda não são detentores das políticas públicas e nem valorizadas pela importância que tem neste processo.

Condenamos e denunciamos as ações depredadoras do meio ambiente, como a exploração de minérios no entorno dos Parques; caça predatória e o conseqüente tráfico de animais silvestre; prática rotineira de queimadas. Diante dessa constatação, exigimos: participação, políticas públicas, respeito, valorização à vida e garantia da cidadania.

SOMOS PARTES DESTA HISTÓRIA E CONSERVADORES DA NATUREZA

Famílias em torno do Parque da Serra da Capivara.
Comissão Pastoral da Terra, PI

sexta-feira, 12 de junho de 2009

12 de junho dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil


12 de junho – Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil

Escrito por Combate ao Trabalho Infantil: contra a exploração de crianças e adolescentes
12/06/2007 O dia 12 de junho é marcado como o Dia Mundial contra o Trabalho Infantil. A data é lembrada como um protesto contra a injustiça em que se encontram meninos e meninas, trabalhando por longas jornadas, em condições perigosas e freqüentemente expondo suas vidas a riscos
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A comemoração existe desde 2002, à partir de uma iniciativa da OIT (Organização Internacional do Trabalho) em chamar a atenção de sociedades e governos à importância da implementação das Convenções nº 138, que estabelece idade mínima para admissão do emprego, e nº 182, que trata das piores formas de trabalho infantil.

Para entender

Trabalho infantil é toda forma de trabalho exercida por crianças e adolescentes, abaixo da idade mínima legal permitida, conforme a legislação de cada país. No Brasil, trabalho com menos de 16 anos é ilegal e judicialmente punido. O artigo 2º, item 1º, da Convenção 138, da OIT, fixa como idade mínima recomendada para o trabalho, em geral, 15 anos.

No caso dos países-membros considerados muito pobres (não é o caso do Brasil), a Convenção admite que seja fixada inicialmente uma idade mínima de 14 anos para o trabalho, além de recomendar a idade de 18 anos para os trabalhos que possam colocar em risco a saúde, a segurança ou a moralidade do menor, sugerindo 16 anos para trabalhos que não sejam de risco, desde que o jovem receba instrução adequada ou treinamento vocacional.<>

Outro fato preocupante hoje no Brasil é que, em geral, o trabalho infantil não é enquadrado como crime. Entretanto, algumas das formas mais nocivas desta prática, são consideradas delito. Entre elas estão o trabalho infantil escravo, maus tratos, exploração da prostituição de menores, pornografia e venda ou tráfico de menores.

Dados
Segundo pesquisa recente do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mais de cinco milhões de jovens entre cinco e 17 anos de idade trabalham no Brasil. Na última década, o governo brasileiro aprovou convenções internacionais sobre o assunto e o combate ao trabalho infantil se tornou prioridade na agenda nacional.
O trabalho infantil doméstico, por exemplo, vem sendo reconhecido como uma das piores formas de exploração de crianças no Brasil, nos últimos anos. Seu combate deve ser considerado como de maior prioridade, pois é um trabalho realizado dentro de casa, onde não há fiscalização.
A estimativa é de que mais de 400 mil crianças, com idade entre cinco e 16 anos, exercem trabalho doméstico. Esse é um dos principais setores de ocupação infantil no país. As meninas são maioria - 90% dos casos, com maior incidência de negras ou pardas.
Para o Secretário de Políticas Sociais da CUT, Carlos Rogério de Carvalho Nunes, a exploração de mão-de-obra infantil está tão disseminada, que é possível encontrá-la tanto nos meios urbanos, quanto nos rurais. “A única maneira de eliminar o trabalho infantil de fato é através de uma fiscalização rígida e competente. É o poder do Estado que pode mudar isso”.

“Outra questão que deve ser analisada para exterminar de vez a exploração das crianças no nosso país é o processo educacional rígido. As próprias empresas devem se conscientizar na hora de contratar adolescentes. O jovem inicia a carreira muito cedo, diminuindo sua expectativa de vida e preenchendo grande parte do seu tempo com trabalhos, muitas vezes, forçado”, ressalta Carlos.

Uma das buscas ao combate do trabalho infantil é a publicação "Piores Formas de Trabalho Infantil - Boas Práticas em Comunicação - Um guia para fontes de informação”, lançada pela ANDI (Agência de Notícias dos Direitos da Infância). O guia traz recomendações sobre como instituições e especialistas que atuam no tema podem elaborar uma estratégia de comunicação para, em parceria com a imprensa, dar visibilidade às suas ações, ampliar o debate público e contribuir para a eliminação do trabalho infantil.
Outro exemplo de ação contra à exploração infantil é o jornal mural elaborado pela CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação - CUT), onde, em conjunto com a OIT, expõe a situação preocupante das crianças brasileiras, com a intenção de alertar e aproximar as escolas às lutas contra o trabalho infantil.“Uma das idéias e preocupações da CNTE é assegurar o direito da criança ter uma infância com estudo digno. Para isso, estamos sempre engajados pela erradicação do trabalho infantil. Nosso jornal mural, o CNTE Notícias, de maio deste ano, foi encaminhado à centenas de escolas, com a intenção de alertar os professores e sugerindo como trabalhar a questão do trabalho infantil nas aulas”, explica a presidente da CNTE, Juçara Maria Dutra VieiraCNTE.JPGClique e acesse o Jornal Mural CNTE Notícias
É preciso adotar às sociedades a consciência de que o trabalho infantil obriga a criança a assumir as responsabilidades, obrigações e esforço físico de um adulto, o que prejudica sua saúde, sua moral e seu desenvolvimento pleno. Por esta razão, é necessário o crescimento do movimento para a eliminação do trabalho infantil, com a idéia de que todos os cidadãos possuem um papel importante a desempenhar, podendo ajudar milhões de crianças e adolescentes de todo o mundo a terem vidas mais decentes e felizes.
Lugar de criança é na escola. Não ao trabalho infantil!

michele.imprensa@cut.org.br

quinta-feira, 4 de junho de 2009

OIT divulga novo relatório sobre trabalho forçado no mundo

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OIT divulga novo relatório sobre trabalho forçado no mundo

No Brasil
A OIT aproveita o relatório para mostrar o perfil das pessoas submetidas a esse tipo de trabalho no Brasil. Hoje, após 121 anos da Lei que abolia a escravidão, a Lei Áurea, o problema do trabalho forçado ainda persiste. Segundo um dos estudos da Organização, a maioria das vítimas desloca-se constantemente dentro do país e começa a trabalhar antes dos 16 anos de idade.
Dos 121 entrevistados na pesquisa, 48 trabalhadores haviam sido chamados através de um amigo ou conhecido e 33 através de um agente de recrutamento ou diretamente no estabelecimento rural. O estudo destaca ainda que grande parte dos trabalhos forçados no país estava ligada às atividades ilegais que causam o desmatamento da floresta amazônica